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A amante do chefe do meu marido
img img A amante do chefe do meu marido img Capítulo 2 Proposta
2 Capítulo
Capítulo 6 Primeira Noite img
Capítulo 7 Proposta de trabalho img
Capítulo 8 Só quero te ajudar img
Capítulo 9 Un respiro para você img
Capítulo 10 Bien-vinda à equipe img
Capítulo 11 Despimento img
Capítulo 12 Bem-vinda de volta img
Capítulo 13 Sin saída img
Capítulo 14 Atrapados img
Capítulo 15 Você sabe o que eu quero img
Capítulo 16 Un encontro inesperado img
Capítulo 17 Uma Sombra Persistente img
Capítulo 18 O Preço do Silêncio img
Capítulo 19 Precisamos Conversar img
Capítulo 20 A Verdade img
Capítulo 21 Você Perdeu img
Capítulo 22 Afaste-se dele img
Capítulo 23 Um Plano img
Capítulo 24 Divórcio img
Capítulo 25 Sem Escapatória img
Capítulo 26 David contra Golias img
Capítulo 27 Aliança img
Capítulo 28 Perdoe-me img
Capítulo 29 Sei o que você pretende img
Capítulo 30 Você precisa confiar img
Capítulo 31 Por que deveria acreditar em você img
Capítulo 32 Sofía entre a espada e a parede img
Capítulo 33 Uma Sombra de Proteção img
Capítulo 34 Um Plano em Andamento img
Capítulo 35 Escape img
Capítulo 36 Não Saia Sozinha img
Capítulo 37 Últimas Vítimas img
Capítulo 38 O Primeiro Golpe Contra Ramírez img
Capítulo 39 A Porta para a Verdade Mais Sombria de Todas img
Capítulo 40 Tudo contra nós img
Capítulo 41 Você não pode se esconder para sempre img
Capítulo 42 A boca do lobo img
Capítulo 43 Melhor que ninguém img
Capítulo 44 A Caçadora img
Capítulo 45 Decidida a vencer img
Capítulo 46 A última confrontação img
Capítulo 47 Determinação img
Capítulo 48 48 img
Capítulo 49 49 img
Capítulo 50 50 img
Capítulo 51 51 img
Capítulo 52 52 img
Capítulo 53 53 img
Capítulo 54 54 img
Capítulo 55 55 img
Capítulo 56 56 img
Capítulo 57 57 img
Capítulo 58 58 img
Capítulo 59 59 img
Capítulo 60 60 img
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Capítulo 2 Proposta

Os meses passaram como um turbilhão de preocupações e esforço. Daniel e Sofia fizeram todo o possível para se manterem de pé, mas o peso da dívida era como uma corda apertando cada vez mais seus pescoços.

O primeiro pagamento chegou rápido demais. Daniel tentou juntar pelo menos uma parte do dinheiro, mas entre o aluguel, a comida e as pequenas despesas do dia a dia, não sobrava nada. Sofia trabalhava incansavelmente com sua confeitaria, mas a renda era mínima.

Quando Daniel se apresentou ao senhor Ramírez, sentiu-se como um condenado prestes a ouvir sua sentença.

- Senhor Ramírez... - engoliu em seco e baixou o olhar -. Não tenho o dinheiro este mês. Tem sido difícil, mas prometo que vou pagar. Só preciso de um pouco mais de tempo.

O empresário o observou em silêncio por alguns segundos. Sua expressão era dura, mas por fim suspirou e cruzou os braços.

- Eu te dei esse empréstimo porque confiava em você, Daniel. Não quero ser injusto, mas precisa entender que isso é um negócio.

- Eu sei, eu sei - assentiu desesperado -. Só... nos dê mais algumas semanas. Eu imploro.

Ramírez o olhou com certa piedade e assentiu.

- Vou te dar mais um pouco de tempo, mas espero que isso não vire hábito.

Daniel voltou para casa naquela noite com um misto de alívio e culpa. Sofia o esperava com uma xícara de chá na mesa, o rosto tenso de preocupação.

- O que ele disse? - perguntou imediatamente.

Daniel afundou na cadeira com um suspiro.

- Ele nos deu mais tempo. Mas não sei por quanto tempo mais vamos conseguir segurar isso, Sofia.

Ela abaixou o olhar e apertou os lábios. Sabia que seu negócio ainda não era suficiente, que por mais que se esforçassem, o dinheiro simplesmente não dava conta.

Mas o pior ainda estava por vir.

Mês após mês, as desculpas deixaram de ser suficientes. Embora no começo Ramírez demonstrasse compreensão, com o tempo sua paciência se esgotou. Já se haviam passado seis meses sem que Daniel conseguisse pagar sequer um dólar da dívida, e os juros continuavam acumulando.

Numa tarde, Daniel recebeu uma ligação enquanto estava no trabalho.

- O tempo acabou, Daniel - disse a voz grave de Ramírez do outro lado da linha -. Já esperei demais. Ou você começa a pagar, ou haverá consequências.

O estômago de Daniel afundou.

- Por favor, senhor Ramírez. Estou fazendo todo o possível, juro.

- Sinto muito, mas não posso esperar mais. Não me obrigue a tomar outras medidas.

O tom do seu chefe foi o suficiente para gelar seu sangue. Aquela noite, ao chegar em casa, encontrou Sofia sentada no sofá, as mãos entrelaçadas no colo.

- Daniel... recebi uma visita hoje - sussurrou.

Daniel sentiu um arrepio nas costas.

- Quem?

- Uns homens... perguntaram por você. Disseram que vinham da parte do senhor Ramírez.

O silêncio que se seguiu foi esmagador. Daniel sentiu o mundo ao seu redor desmoronar. Não estavam apenas endividados. Agora, estavam em sérios apuros.

- O chefe está perdendo a paciência, Valdés - disse um deles, cruzando os braços -. Já se passaram seis meses sem nenhum pagamento.

Daniel engoliu em seco, sentindo o suor frio escorrer pelas costas.

- Eu sei... mas estou tentando conseguir o dinheiro. Só preciso de um pouco mais de tempo.

O outro homem soltou uma risada seca.

- Isso foi o que você disse há três meses.

Daniel sentiu o estômago revirar quando o primeiro homem deu um passo à frente e o encarou diretamente.

- Você tem cinco dias, Daniel. Nem um a mais. Se não tiver o dinheiro, Ramírez virá pessoalmente te buscar. E acredite, você não quer que isso aconteça.

Sem esperar resposta, os dois homens se viraram e foram embora, deixando Daniel com um nó na garganta e as pernas trêmulas.

Sofia percebeu imediatamente sua expressão pálida.

- Daniel, o que houve?

Ele jogou a bolsa sobre a mesa e passou a mão pelos cabelos, exalando com frustração.

- Temos cinco dias. Se não pagarmos alguma coisa, Ramírez virá atrás de nós.

Sofia sentiu um arrepio no corpo.

- Meu Deus... Daniel, o que vamos fazer?

- Eu não sei - respondeu ele, os olhos cheios de cansaço -. Eu não sei mais o que fazer, Sofia.

Os dias passaram e a pressão aumentou. Sofia tentou vender mais doces, Daniel fez horas extras onde pôde, mas o dinheiro simplesmente não era suficiente. O prazo chegou como uma sentença e, no quinto dia, quando Daniel saiu cedo em uma última tentativa desesperada de conseguir ajuda, o destino bateu à porta da pior maneira possível.

Quando Sofia abriu, deu de cara com o senhor Ramírez em pessoa.

- Boa tarde, Sofia - cumprimentou com voz calma, embora o olhar fosse implacável -. Vim buscar o Daniel.

- Ele não está - respondeu ela, sentindo o medo apertar no peito -. Saiu para trabalhar.

Ramírez a observou em silêncio por um momento antes de suspirar.

- Uma pena. Porque o tempo dele acabou.

Sofia sentiu a garganta secar quando ele deu um passo em sua direção.

- Mas... há uma forma de conseguir mais tempo para ele - disse com um meio sorriso.

O ar pareceu desaparecer da sala.

- Do que está falando? - perguntou Sofia, embora já temesse a resposta.

Ramírez inclinou a cabeça e a observou com um olhar que a fez estremecer.

- Podemos renegociar a dívida... se você estiver disposta a me fazer um favor.

O estômago de Sofia se revirou. Sabia que aquela proposta não tinha nada de inocente.

- Acho melhor o senhor ir embora - disse, tentando manter a voz firme.

Ramírez sorriu com calma, como se soubesse que aquela resposta não era o fim da conversa.

- Pense bem, Sofia. Porque quando eu voltar, não haverá mais opções.

E com isso, foi embora, deixando para trás um silêncio aterrador e Sofia com o coração disparado.

Sofia passou o resto do dia num estado de ansiedade constante. Suas mãos tremiam enquanto tentava se concentrar no trabalho, mas sua mente voltava, sem parar, à conversa com Ramírez. A proposta implícita em suas palavras a fazia se sentir suja, como se o ar da casa tivesse sido contaminado com sua presença.

Quando Daniel voltou naquela noite, exausto e sem boas notícias, Sofia o recebeu com um sorriso forçado.

- Teve sorte? - perguntou, embora por dentro já soubesse a resposta.

Daniel afundou na cadeira com um suspiro derrotado.

- Não... Ninguém quer emprestar dinheiro sem garantias, e também não consigo outro trabalho com o tempo tão curto.

Sofia sentiu o coração apertar ao vê-lo assim, tão derrotado. Daniel sempre fora um homem forte, mas essa situação o estava quebrando.

- E aqui? Aconteceu alguma coisa?

Ela desviou o olhar por um segundo, lutando consigo mesma. Não podia contar o que Ramírez havia insinuado. Daniel surtaria, ela sabia, e não podiam se dar ao luxo de enfrentar alguém como ele.

- Ramírez veio te procurar, mas como você não estava, disse que voltaria outro dia - respondeu com naturalidade.

Daniel esfregou o rosto com as duas mãos.

- Maldição... - murmurou.

Sofia serviu um pouco de chá, tentando acalmá-lo de alguma forma. Enquanto ele bebia em silêncio, ela evitava olhá-lo diretamente. Sua mente travava uma guerra interna.

E se aceitasse a proposta de Ramírez?

A ideia a enchia de repulsa, mas, ao mesmo tempo, o desespero era um peso que não conseguia ignorar. Se aceitasse, talvez pudessem sair do problema. Não apenas ganhariam tempo, como poderiam reduzir a dívida. Daniel poderia respirar em paz, poderiam começar de novo sem aquela sombra sobre eles.

Mas... ela conseguiria viver consigo mesma depois disso?

Sofia apertou os lábios, sentindo o estômago embrulhar. Só de considerar aquilo já se sentia como se estivesse traindo tudo o que era.

Daniel não merecia isso. Mas também não merecia aquela vida cheia de dívidas e ameaças.

Naquela noite, enquanto ele dormia ao seu lado, ela permaneceu acordada, com os olhos fixos no teto, dividida entre sua moral e seu desespero.

Ela sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria que tomar uma decisão.

E o tempo estava se esgotando.

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