Gênero Ranking
Baixar App HOT
A amante do chefe do meu marido
img img A amante do chefe do meu marido img Capítulo 3 Decisões Difíceis
3 Capítulo
Capítulo 6 Primeira Noite img
Capítulo 7 Proposta de trabalho img
Capítulo 8 Só quero te ajudar img
Capítulo 9 Un respiro para você img
Capítulo 10 Bien-vinda à equipe img
Capítulo 11 Despimento img
Capítulo 12 Bem-vinda de volta img
Capítulo 13 Sin saída img
Capítulo 14 Atrapados img
Capítulo 15 Você sabe o que eu quero img
Capítulo 16 Un encontro inesperado img
Capítulo 17 Uma Sombra Persistente img
Capítulo 18 O Preço do Silêncio img
Capítulo 19 Precisamos Conversar img
Capítulo 20 A Verdade img
Capítulo 21 Você Perdeu img
Capítulo 22 Afaste-se dele img
Capítulo 23 Um Plano img
Capítulo 24 Divórcio img
Capítulo 25 Sem Escapatória img
Capítulo 26 David contra Golias img
Capítulo 27 Aliança img
Capítulo 28 Perdoe-me img
Capítulo 29 Sei o que você pretende img
Capítulo 30 Você precisa confiar img
Capítulo 31 Por que deveria acreditar em você img
Capítulo 32 Sofía entre a espada e a parede img
Capítulo 33 Uma Sombra de Proteção img
Capítulo 34 Um Plano em Andamento img
Capítulo 35 Escape img
Capítulo 36 Não Saia Sozinha img
Capítulo 37 Últimas Vítimas img
Capítulo 38 O Primeiro Golpe Contra Ramírez img
Capítulo 39 A Porta para a Verdade Mais Sombria de Todas img
Capítulo 40 Tudo contra nós img
Capítulo 41 Você não pode se esconder para sempre img
Capítulo 42 A boca do lobo img
Capítulo 43 Melhor que ninguém img
Capítulo 44 A Caçadora img
Capítulo 45 Decidida a vencer img
Capítulo 46 A última confrontação img
Capítulo 47 Determinação img
Capítulo 48 48 img
Capítulo 49 49 img
Capítulo 50 50 img
Capítulo 51 51 img
Capítulo 52 52 img
Capítulo 53 53 img
Capítulo 54 54 img
Capítulo 55 55 img
Capítulo 56 56 img
Capítulo 57 57 img
Capítulo 58 58 img
Capítulo 59 59 img
Capítulo 60 60 img
img
  /  1
img

Capítulo 3 Decisões Difíceis

Na manhã seguinte, Daniel saiu cedo como sempre, com o rosto cansado e os ombros tensos pela pressão da dívida. Sofia se despediu com um beijo na bochecha e lhe deu um sorriso fraco, embora sua mente estivesse longe da tranquilidade que tentava aparentar.

Assim que fechou a porta, um arrepio percorreu suas costas. Sabia que ele voltaria hoje.

O relógio mal marcava oito horas quando três batidas firmes e autoritárias ecoaram na porta.

Sofia engoliu em seco antes de abrir.

Lá estava ele.

O senhor Ramírez a observava com aquela expressão calma e calculista que a fazia sentir-se indefesa. Vestia seu terno impecável e mantinha as mãos nos bolsos do casaco, como se estivesse apreciando o momento.

- Bom dia, Sofia - cumprimentou com uma leve inclinação de cabeça. - Posso entrar?

Ela hesitou.

- Acho que não é necessário...

Ramírez arqueou uma sobrancelha, com um leve sorriso.

- Tem certeza? Eu não gostaria que seus vizinhos ouvissem nossa conversa.

Sofia sentiu o peito apertado. Sabia que, se recusasse, ele insistiria, e no fim, não adiantaria adiar o inevitável. Deu um passo para trás e permitiu que ele entrasse.

Ramírez observou a casa com um ar de superioridade antes de se virar para ela.

- Vou ser direto. Já se passaram os cinco dias e Daniel ainda não me pagou. Eu não sou um homem paciente, mas também sei que enforcar meus devedores nem sempre é bom para os negócios.

Sofia permaneceu em silêncio, esperando o pior.

- Então, vou te fazer uma proposta - continuou ele, tirando um pequeno envelope do bolso do paletó. - Vou dar mais tempo para pagar... mas com uma condição.

Ela sentiu um nó na garganta.

- Que condição?

Ramírez colocou o envelope sobre a mesa e se aproximou um pouco mais.

- Toda semana, virei buscar o pagamento. Se não tiver o dinheiro, bem... você já sabe qual é a outra opção.

Sofia sentiu um calafrio percorrer seu corpo.

- Daniel ainda está tentando conseguir o dinheiro...

- Eu sei, mas a essa altura, sabemos que não vai ser fácil. Então, não me faça perder tempo, Sofia. Se em uma semana não houver pagamento, quero outro tipo de compensação.

Ela desviou o olhar, com o estômago revirado.

Ramírez tirou um cartão e o deslizou pela mesa.

- Você tem até a próxima semana para decidir. Mas lembre-se de uma coisa... a cada dia que passa, os juros aumentam.

Sofia mordeu o lábio, lutando contra o medo que a consumia.

Ramírez lhe lançou um último olhar e caminhou em direção à porta com a mesma calma com que havia chegado. Antes de sair, parou e virou levemente a cabeça.

- Nos vemos em breve, Sofia. Espero que até lá tenha tomado uma decisão.

E com isso, foi embora, deixando-a sozinha com o peso de uma escolha impossível.

Sofia olhou para o cartão sobre a mesa, sentindo que seu mundo desmoronava ao seu redor.

O que ela faria?

Sofia permaneceu de pé na sala, encarando o cartão sobre a mesa como se, a qualquer momento, ele fosse desaparecer. Mas não desapareceu. Continuava ali, sendo um lembrete da pressão sufocante que recaía sobre ela e Daniel.

Sentou-se lentamente em uma das cadeiras, sentindo o corpo pesado, exausto. Sua mente girava sem controle, buscando desesperadamente uma saída, uma alternativa que não envolvesse o sacrifício que Ramírez esperava dela.

Quando Daniel voltou naquela noite, trazia a mesma expressão de angústia dos últimos dias. Caiu no sofá e esfregou o rosto com as mãos.

- Nada... Ninguém quer nos emprestar dinheiro sem garantias. Já nem me recebem mais em alguns lugares - murmurou com a voz apagada.

Sofia engoliu em seco.

- Ramírez veio de novo.

Daniel levantou a cabeça de repente, com o cenho franzido.

- O que ele queria?

Sofia desviou o olhar por um segundo, sentindo o coração bater forte no peito. Não podia dizer a verdade. Não podia sobrecarregá-lo com isso, quando ele já tinha a dívida em seus ombros.

- Só veio lembrar do pagamento. Disse que vai nos dar mais um tempo, mas... os juros continuarão aumentando.

Daniel apertou o maxilar e se levantou.

- Aquele desgraçado... E o que ele quer que a gente faça? Que tire dinheiro do nada?

Sofia não respondeu. Não podia.

Daniel começou a andar de um lado para o outro, completamente frustrado.

- Tenho que encontrar uma solução, Sofia. Não podemos continuar assim. Não quero que ele volte a esta casa.

Ela sentiu um arrepio com aquelas palavras. Se ele soubesse o que Ramírez realmente queria...

- Vamos tentar buscar mais opções - disse Sofia, tentando soar tranquila. - Talvez eu consiga mais clientes na loja, oferecer descontos, trabalhar mais horas...

Daniel a olhou com tristeza e balançou a cabeça.

- Não quero que você carregue isso, Sofia. Eu fui quem fez o empréstimo, é minha responsabilidade.

Sofia sentiu um nó na garganta.

- Estamos juntos nessa - sussurrou, e ele a abraçou com força.

Mas, enquanto ele a envolvia nos braços, ela fechou os olhos com força, tentando ignorar o peso da decisão que ainda precisava tomar.

A semana mal havia começado, mas Sofia já sentia que o tempo estava acabando.

O tempo passou mais rápido do que Sofia esperava. A cada dia, a tensão entre ela e Daniel aumentava, embora ele tentasse se manter firme. Tinha saído cedo naquela manhã, decidido a encontrar uma solução antes que Ramírez aparecesse.

Mas Sofia sabia que era inútil.

A semana havia chegado.

Eram quase seis da tarde quando três batidas secas ecoaram na porta. Sofia sentiu o corpo estremecer. Engoliu em seco e se obrigou a manter a compostura antes de girar a maçaneta.

Ramírez estava lá, com seu terno impecável e aquele sorriso de calma absoluta que a deixava inquieta.

- Sofia - cumprimentou com um tom quase gentil. - Posso entrar?

Ela assentiu lentamente e deu passagem.

Ele entrou com a mesma segurança de sempre e olhou ao redor, como se inspecionasse a casa. Depois, voltou-se para ela.

- Hoje é o dia do pagamento - disse sem rodeios. - Você tem meu dinheiro?

Sofia sentiu o estômago se encolher.

- Não... Daniel ainda não conseguiu nada. Ele está buscando mais opções, mas...

Ramírez soltou uma risada baixa e balançou a cabeça.

- O que eu te disse da última vez, Sofia? Você sabia que esse dia chegaria, não sabia?

Ela cerrou os punhos.

- Só precisamos de mais tempo.

- Mais tempo? - Ramírez suspirou com falsa paciência. - Já dei uma semana, Sofia. Você acha que eu sou um homem de caridade?

Sofia baixou o olhar.

Ele se aproximou mais um pouco.

- Mas eu não sou um homem injusto - continuou. - Então vou te fazer a mesma oferta. Não há dinheiro... mas isso não significa que você não possa me pagar de outra forma.

Ela sentiu a pele se arrepiar.

Ramírez tirou o celular do bolso e o colocou sobre a mesa.

- Vou te dar alguns minutos para pensar. Mas entenda uma coisa, Sofia... Não gosto que me façam perder tempo. Se hoje não houver pagamento, da próxima vez, não virei sozinho.

O ar na sala ficou pesado.

Sofia sentiu as pernas tremerem, mas se obrigou a permanecer firme.

Ramírez a observou atentamente antes de se inclinar um pouco na direção dela.

- Decida logo, Sofia. O tempo está acabando.

Anterior
            
Próximo
            
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022