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A Fúria de Uma Mãe: O Preço da Vida do Meu Filho
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Capítulo 4

Saímos da casa dos Patrícios, o silêncio no carro mais pesado do que qualquer palavra.

A minha mãe segurava o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.

"Eu não posso acreditar neles," disse ela, a voz embargada. "Que tipo de monstros são eles?"

Eu não respondi. Estava para além da raiva, num lugar frio e vazio. A família que eu pensei ter, a quem eu poderia recorrer, tinha-me virado as costas da forma mais cruel possível.

Quando cheguei a casa, havia um e-mail do Pedro.

O assunto era "Acordo de Divórcio".

Abri-o com as mãos a tremer. Era um documento legal, frio e impessoal.

Ele exigia a venda da casa, sim, mas com uma condição. Ele ficaria com setenta por cento do valor da venda. Os restantes trinta por cento seriam para mim.

Setenta por cento.

O valor da casa mal cobria a cirurgia. Com apenas trinta por cento, eu não chegaria nem a meio caminho.

Era a sua forma de me punir. De me mostrar quem tinha o poder. Ele sabia que eu estava desesperada, e estava a usar isso para me esmagar.

Respondi ao e-mail com uma única frase.

"Eu não vou assinar."

A sua resposta foi quase imediata.

"Então boa sorte a arranjar o dinheiro. O tempo está a passar, Sofia. Tic-tac."

Fechei o portátil com força. Senti uma onda de náuseas. Ele estava a brincar com a vida do nosso filho.

Desesperada, fiz a única coisa que me restava.

Criei uma página de angariação de fundos online.

Escrevi a história do Leo, a minha voz a quebrar enquanto digitava. Publiquei as suas fotos, o seu sorriso radiante a contrastar dolorosamente com os relatórios médicos que anexei.

Partilhei a página nas minhas redes sociais, pedindo ajuda a amigos, conhecidos, estranhos.

Senti-me humilhada. Exposta. A mendigar pela vida do meu filho.

As doações começaram a chegar. Pequenas quantias, cinco, dez, vinte euros. Cada uma delas era como uma pequena luz na escuridão. Amigos da faculdade, antigos colegas de trabalho, vizinhos. Pessoas que mal me conheciam mostravam mais compaixão do que a própria família do Leo.

Mas o total subia lentamente. Demasiado lentamente.

Uma semana depois, o Pedro ligou-me. A sua voz era divertida.

"Então, ouvi dizer que te tornaste numa pedinte online. Como é que isso está a correr? Já és milionária?"

"O que é que tu queres, Pedro?"

"Quero saber se já estás pronta para aceitar a minha oferta generosa. Setenta-trinta. É a minha última proposta. Assina o acordo, e eu assino a venda da casa. Podes ter o teu dinheiro amanhã."

Ele estava a saborear cada palavra.

"Deixa-me em paz."

"Como queiras. Mas deixa-me dizer-te uma coisa. A tua campanha de caridade está a manchar o nome da minha família. O meu pai não está nada contente. Se não parares com isto, vamos ter de tomar medidas."

"Medidas? O que vais fazer? Processar-me por tentar salvar o nosso filho?"

"Não subestimes do que somos capazes, Sofia."

Ele desligou.

Naquela noite, a minha página de angariação de fundos foi denunciada por "atividade fraudulenta" e suspensa.

Eu sabia quem estava por trás daquilo. Os Patrícios. Eles não só se recusavam a ajudar, como estavam ativamente a sabotar os meus esforços.

Sentei-me na escuridão, o ecrã do computador a mostrar a mensagem de suspensão.

Eles queriam esmagar-me. Queriam deixar-me sem opções, forçar-me a aceitar as suas migalhas.

Mas eles subestimaram uma coisa.

A força de uma mãe.

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