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A Falsa Esposa do Bilionário, Minha Vingança
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Capítulo 2

A noite passou em um borrão de agonia sem sono.

Alícia ficou deitada na cama, olhando para o teto, a imagem de Guilherme e Helena gravada em sua mente.

Na manhã seguinte, no escritório, Sara a cutucou de brincadeira.

- Não dormiu bem? Muito animada com a grande matéria?

Alícia forçou um sorriso fraco.

- Algo assim.

Ela seguiu seus colegas até uma praça no centro da cidade. Seus pés pareciam de chumbo.

Guilherme havia organizado um pedido de casamento público. Um grande espetáculo para toda a cidade testemunhar.

Ela o viu ali, no centro de um coração feito de rosas. Ele estava de joelhos, segurando um buquê de rosas vermelhas e um anel de diamante cintilante.

Helena Torres estava diante dele, com lágrimas de alegria no rosto.

- Helena - a voz de Guilherme, amplificada por alto-falantes, ecoou pela praça. - Você é o único amor da minha vida. E eu estive te procurando por todos esses anos. Então, quer casar comigo?

Helena soluçou e assentiu, jogando-se em seus braços.

A multidão explodiu em aplausos. As câmeras dispararam, capturando o momento perfeito.

Alícia se virou e foi embora, o som dos aplausos desaparecendo atrás dela.

Seu celular vibrou. Era uma mensagem de Guilherme.

*Surgiu algo importante no trabalho. Vou chegar tarde hoje à noite. Não me espere acordada.*

Algo importante.

Ela olhou para trás, para a praça, para o homem que ela chamava de marido beijando sua noiva para as câmeras.

A mentira era tão descarada, tão cruel, que era quase risível.

Ela seguiu a imprensa até a festa de noivado. Era no O Serafino, o hotel mais luxuoso da cidade.

O Serafino. Ele uma vez lhe disse que o nomeou em sua homenagem, que "Sampaio" era um nome comum demais para algo tão bonito. Outra mentira. Provavelmente foi nomeado em homenagem a Helena.

Ela colocou uma máscara e se misturou à multidão de repórteres.

Guilherme e Helena entraram, de mãos dadas, banhando-se na adoração da multidão.

Os olhos de Alícia foram atraídos para o pescoço de Helena. Ela usava um colar de contas de madeira, um japamala. Parecia familiar, mas ela não conseguia se lembrar de onde.

Os dedos de Alícia tremeram enquanto ela digitava uma mensagem para Guilherme.

*Não estou me sentindo bem. Minha cabeça dói.*

Ela encarou a tela, uma esperança desesperada e patética tremeluzindo em seu peito. Talvez ele mostrasse um pingo de preocupação. Talvez ele se lembrasse dela.

A mensagem permaneceu sem ser lida.

O ar no salão de festas parecia denso, sufocante. Ela precisava sair.

Enquanto escapava para o corredor, ouviu vozes vindas de uma sala privada. A voz de Guilherme.

- Ela é só uma substituta. Uma dublê até a Helena voltar para mim.

Seu tom era frio, desdenhoso.

- Ela é conveniente. Parece com a Helena e está perdidamente apaixonada por mim. Isso tornou a espera suportável.

A voz de outro homem, bajuladora.

- Então, o casamento de três anos foi uma farsa completa?

- Claro - Guilherme zombou. - Você acha que eu me casaria a sério com uma arquiteta qualquer? Helena é o meu futuro. Não posso deixar que ela saiba sobre a Alícia. Isso partiria o coração dela.

Seu celular vibrou. Uma resposta de Guilherme.

*Tome um remédio e descanse. Não seja difícil.*

As palavras foram um tapa na cara. Frias. Impacientes. Irritadas.

Nesse momento, Sara agarrou seu braço.

- Aí está você! Eles estão prestes a cortar o bolo!

Ela foi arrastada de volta para o salão, uma marionete em um fio.

Guilherme e Helena estavam no palco, um bolo magnífico diante deles.

Ele pegou a mão dela, o anel de diamante brilhando sob as luzes.

- Ao meu único e verdadeiro amor - disse ele, os olhos fixos em Helena.

Helena se inclinou e o beijou, um beijo possessivo e triunfante.

A multidão aplaudiu.

Um repórter gritou uma pergunta.

- Sr. Dantas, há rumores de que o senhor esteve envolvido com outra pessoa nos últimos três anos. Há alguma verdade nisso?

Guilherme sorriu, um sorriso charmoso e desdenhoso.

- Houve pessoas no meu passado, mas nenhuma delas jamais importou. Meu coração sempre pertenceu à Helena.

A aliança no dedo de Alícia de repente pareceu incrivelmente apertada, uma faixa fria de metal cravando em sua pele.

Ele acabara de negar publicamente toda a sua existência.

Naquela noite, ela sentou-se no escuro, lágrimas escorrendo pelo rosto. Ela chorou até sua garganta ficar em carne viva e seus olhos inchados.

Então, ela pegou o celular e discou um número que não ligava há anos.

Uma voz rouca atendeu no primeiro toque.

- Cássio.

- Sou eu - Alícia sussurrou, a voz rouca. - Alícia Sampaio.

Uma pausa.

- Eu estava esperando sua ligação.

- Preciso de um favor - disse ela, a voz ganhando força. - Quero que você me apague. Cada vestígio de Alícia Sampaio. Minha identidade, meus registros, tudo.

- Considere feito - Cássio respondeu. - Mas há outra coisa que você precisa saber. Algo sobre sua mãe.

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