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Por amor a minha filha, me tornei uma noiva falsa
img img Por amor a minha filha, me tornei uma noiva falsa img Capítulo 3 Sacrifício nupcial
3 Capítulo
Capítulo 6 Ninguém nunca esta img
Capítulo 7 A farsa img
Capítulo 8 Herdeiro img
Capítulo 9 Não saia sozinha img
Capítulo 10 Eu não preciso img
Capítulo 11 Sacrifício para você img
Capítulo 12 E se eu jogasse o jogo dela img
Capítulo 13 Uma conversa img
Capítulo 14 Mais informações img
Capítulo 15 O Pai da minha Isa img
Capítulo 16 Qual é o jogo img
Capítulo 17 Raiva e vergonha img
Capítulo 18 Não me use img
Capítulo 19 Estou indo img
Capítulo 20 Quem esta morrendo img
Capítulo 21 Liberte-a img
Capítulo 22 Você é minha esposa img
Capítulo 23 Pessoas importantes img
Capítulo 24 Controle ou cortesia img
Capítulo 25 Não a castigue img
Capítulo 26 Seu teto img
Capítulo 27 Apenas vá img
Capítulo 28 Está decidido img
Capítulo 29 Apoio img
Capítulo 30 Xeque mate img
Capítulo 31 Sem sono img
Capítulo 32 Quase óbvio img
Capítulo 33 A beira do abismo img
Capítulo 34 O BEIJO QUE EU NÃO PLANEJEI img
Capítulo 35 Eu estava perdida. img
Capítulo 36 Não me envergonhe img
Capítulo 37 Você não vai img
Capítulo 38 Marido protetor img
Capítulo 39 É Suficiente img
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Capítulo 3 Sacrifício nupcial

Narrado por Eva Sollis

A manhã está pesada com um céu nublado, refletindo o meu estado emocional. Dentro do banheiro de antigo cartório em Carleon, já não suportando mais o peso de tudo e o estado de desespero. Permitir as lágrimas correrem livremente por meu rosto enquanto eu busquei desesperadamente encontrar algum consolo.

O medo de que minha filha, Isabela, esteja em perigo, me consome. A única coisa que me mantêm em movimento é a esperança de que o casamento com um desconhecido poderá ser a chave para garantir a liberdade de minha filha.

Eu sei que o que estou prestes a fazer é um sacrifício imenso, mas as circunstâncias não me dão escolha. A voz de Ezra, minha irmã, ainda ecoava em meus pensamentos, com a ameaça cruel e fria de que Isabela sofrerá caso eu não cumpra as suas exigências. O peso dessas palavras era insuportável.

- Chega! - Grito, sem suportar mais tudo isso. Respirando profundamente seco as lágrimas, tento recompor-me e, com o coração pesado, saio do banheiro.

A cerimônia está prestes a começar.

A grande sala estava adornada com flores mortas e velas, criando um ambiente que contrastava fortemente com o meu tumulto interno. Não havia altar, a mesa de marmore por si só exalava elegância, não para um casamento. Adentro o cômodo com a cabeça pesada, vestida com um vestido pouco justo branco, tecido grosso, algum tipo cetim, que agora parece um manto de sacrifício, ando lentamente em direção a mesa.

Quando finalmente chego ao lugar, após revistar os presentes sem conhecer ninguém, exceto a infeliz da Ivone e o meu pai, me pergunto como ele pode colaborar com tudo isso.

Meus olhos vagam pelo chão, até erguer e encontraram um homem alto, loiro, forte. O homem que eu estou prestes a me casar esta de costas conversando com outro homem, até que ele se vira para mim, engulo em seco com o que vejo, ele é horrivel, tem uma aparência dura e desagradável, seus olhos azuis, cabelos loiro com alguns fios grisalhos, mas isso não é tudo. Seu rosto é marcado por uma cicatriz que pega do queixo a testa, linha horizontal, grossa, e certamente a coisa mais horrível que já vi, a cicatriz parece fresca, recente, a carne avermelhada que não se fechara, embora esteja cicatrizada, além de rugas prematuras e uma expressão que parece permanentemente severa, pouco o que salva é a barba, grossa, certamente áspera.

Ele é horrível, a coisa mais feia que já vi. Apesar do medo, apenas engulo em seco, após parar diante a revelação, tentando ignorar o desconforto que sinto, meu corpo treme.

O homem de pé a me olhar, parece perceber a minha apreensão, pois ele mantém seus olhos firmes em mim, não parecendo fazer nenhuma tentativa de amenizar o meu desconforto. Seu olhar frio, calculista não ajuda a aliviar a tensão que pairava no ar.

O celebrante começa a cerimônia, e as palavras de rito são proferidas com a formalidade que a ocasião exige, no mínimo silêncio, tento pensar em como Ezra pode elaborar um acordo com este homem horrivel, mil ideias passam a minha mente.

Eu mal escuto o que está sendo dito. A minha mente está focada em Isabela, imaginando onde a minha filha pode estar e como ela está sendo tratada. O tempo parece se arrastar, e cada minuto que passa parece um eterno tormento.

Finalmente, chega o momento das trocas de alianças. Ele pega a aliança de casamento, um anel elegante e de aparência extravagante, tenta colocá-la no meu dedo. No entanto, a aliança esta folgada. Faço um esforço para acomodá-la, mas, ao terminar, o anel escorrega do meu dedo e caindo no chão com um som metálico.

Os poucos presentes observam, e o meu olhar se desvia para o chão, onde a aliança repousa. Ivone, se inclina rapidamente e apanha o anel. Com um gesto rápido e eficiente, ela entrega a aliança ao celebrante, que a passa para o noivo.

Mason Dasílis, quem é ele? Com um sorriso frio, coloca a aliança no meu dedo, outra vez, e o gesto formaliza a união. O sentimento de derrota e desespero toma conta de mim. Cada movimento parece ser um lembrete doloroso desta situação entregue a um homem que não conheço, com a esperança de que isso fosse a chave para a segurança de a minha filha.

A cerimônia chega ao fim, sendo conduzida para fora, agora oficialmente casada com Mason. O meu olhar cruza com o olhar de Ivone e o meu pai, que sorri letárgico, o que me parece estranho, mas o olhar dela é de pura satisfação cruel.

Eu não consigo evitar em me sentir como um peão em um jogo onde todas as regras estavam contra mim, outra vez, e desta vez, a minha filha está em jogo.

Com a cerimônia concluída, chego a um canto separado da recepção, o tal Mason cercado por homens, usando um terno preto, sai em seguida, após falar algo com o meu pai.

Sinto um nó na garganta, a minha é mente preenchida com pensamentos angustiantes sobre sua filha. Ando na direção de Ivone, arrastando-lhe pelo braço, enquanto alguns saúdam o seu marido, meu pai. - Pronto, já fiz o que queriam, onde esta a minha filha? - Peço, segurando as lágrimas para não cair.

Mas Ivone, olhando em volta, apenas sorri. - Ainda não, e se falar mais sobre isso aqui, não a verá tão cedo. - Sussurra me olhando, o sorriso em seus lábios, contam uma vitória, o anel novamente cai, ela pega e em seguida sai me dando as costas, olho para Fátima, que lamenta, me olhando.

Eu achava que estava livre! Acreditei que ter ido embora, tinha me salvado, mas três curtos e maravilhosos anos se passaram, e aqui estou eu, outra vez!

Cada momento parece um passo em direção a uma nova e dolorosa realidade. Agora estou substuindo a minha irmã, para um casamento com um homem que não conheço, com a única esperança de que, ao cumprir esse sacrifício, conseguirei salvar a minha filha e garantir que ela estivesse a salvo, após a cerimonia, entro no carro ignorando os flashs e fotos. - Filha....você é um gênio...eu te amo tanto minha princesa!

Meu pai está a todo sorrisos, e por tudo que diz, parece não saber, o meu desejo é de gritar.

Mas sei que isso seria o fim para nós, Fátima não sei como veio, e onde está ficando, sigo em silêncio, enquanto o meu pai diz sorridente que alguém o cumprimentou, Ivone comemora por isso.

Respiro fundo, olhando para fora do carro, a nossa vida era tão diferente anos antes desta mulher entrar nela. - Tudo graças a você, minha princesa! - Ele diz virando-se e pegando em minha bochecha, como fazia quando criança.

- Deixe ela! Ainda está abalada com tudo, não é querida? - Ivone intervém, arrancando a sua mão do meu rosto, afirmo com a cabeça, é verdade estou em completo choque, que tipo de mulher a minha irmã se tornou, uma sequestradora de crianças indefesas e inocentes?

- Oh, meu amor, confesso que pensei que você ia desistir, mas você bravamente se casou, Ezra!- Ele solta e rapidamente agarra o volante em festa!- Se casou e logo nós voltaremos a ser ricos, milionários. - Meu pai diz satisfeito, é o que me faz concluir, ele realmente não sabe o que estão fazendo, e se soubesse?

- Vamos deixe-a, deixe-a Walter, não está vendo que a nossa menina está preocupada com a noite de núpcias? - O que Ivone diz me causa frio na espinha, imagino qualquer possibilidade, como me deitarei com aquele homem horrível? Submersa em pensamentos chegamos a mansão Muller, o lugar que nunca desejei retornar, a casa tornou-se sombria, como um mausoléu abandonado, embora viva pessoas nela.

Sou desperta do carro, por Ivone, meu pai segue na frente. - Ezra está te esperando no seu quarto. - Sussurra quase inaudível, meus batimentos aceleram ao saber.

Segui até o quarto, onde Ezra esta, ao abrir a porta, a encontro deitada na cama, Isabela sentada no chão, corro em direção a minha filha, ainda com a farda da escola, os cabelos negros, trançados nas pontas bagunçados, o rosto sujo, a abraço fortemente, as lágrimas caem sem parar.

A atmosfera estava carregada de tensão, eu podia sentir o peso das palavras não ditas que pairavam entre elas, os olhos de Ezra em nós, como se estivesse divertindo-se com o que via.

- Oh meu amor, como você está? - perguntei, agarrada a Isabela, contra a sua vontade, ela me afasta, a minha voz tremendo de emoção, Bella não respondia, apenas brincando com um alguns lego. - O que você fez com ela? - Pergunto mais que perturbada.

Ezra olha para mim com um sorriso frio, um brilho de prazer perverso nos olhos.

- Oh, Eva - disse Ezra, com uma calma perturbadora. - Você ainda não entendeu? O casamento foi apenas uma parte do plano. A verdade é que eu tenho algo maior em mente.

Senti um frio correr pela espinha, escondendo Isabela atrás de mim.

- O que você está falando? - Eu gritei, transbordando a angústia evidente em cada palavra.

Ezra fez uma pausa, observando a minha reação com um prazer cruel.

- O casamento é apenas uma formalidade - continuou Ezra. - É uma forma de assegurar que você não tenha como escapar. Enquanto isso, estamos garantindo que sua filha esteja bem protegida.

Eu não consegui conter uma exclamação de pânico.

- Protegida? Do que você está falando? Eu só quero a minha filha de volta, Ezra!

Ezra balança a cabeça, o sorriso nunca abandonando seus lábios.

- Isabela está bem - garantiu Ezra, com um tom que tentava parecer tranquilizador, mas que me soava ameaçador. - No entanto, você precisará cumprir certas condições para mantê-la a salvo.

Eu tenho planos para garantir que tudo corra conforme o planejado.

Eu me senti atônita. A noção de que minha filha estava em perigo, mesmo que não fosse diretamente em risco, era demais para suportar. A ideia de ter que negociar com os caprichos de Ezra me deixa desesperada.

- O que mais você quer? Eu já fui ao cartório, já me casei com aquele homem horrivel, o que mais você quer para nos deixar em paz? - perguntei, a voz cheia de resignação.

Ezra me olha com uma expressão de satisfação calculada.

- Você já fez a parte mais difícil, casando-se com Mason - disse Ezra. - Agora, é apenas uma questão de cumprir com as obrigações que vierem a seguir. Garantindo que você mantenha sua parte do acordo, e sua filha será devolvida quando eu achar que a situação estiver segura para todos.

- Não! - Gritei.

Mas ela sorria, se alimentando do meu desespero, respiro fundo, tentando controlar a onda de desespero que quase me faz desabar. Cada momento parece uma tortura interminável, eu não sabia quanto mais poderia suportar.

-Saiba, Eva, qualquer desvio do plano pode ter consequências graves. Se prepare para ir para a mansão Dasílis e nada de abrir a boca, ou a sua filha já era!

- Ezra...- Eu já chorava.

Ezra virou-se e começou a se afastar, deixando-me sozinha com Isabela em pura de agonia. O peso da situação era esmagador, e o que restava era a necessidade desesperada de garantir a segurança de Isabela, mesmo que isso significasse enfrentar os monstros que controlam a minha vida agora.

Com o coração pesado e a mente tumultuada, agarro a minha filha outra vez, enquanto ela tenta se soltar. Dou-lhe um banho, e ao perguntar sobre comida ela não responde.

Isso me parecia que ela estava alimentada, mas não tanto, Fátima chegou em seguida, ficando conosco, até que Ezra entregou-me uma mala com algumas roupas e utilidades.

O casamento é apenas o começo, eu preciso encontrar uma maneira de salvar a minha filha antes que fosse tarde demais, sai da casa dos Muller em direção a residência Dasílis na tarde, deixando Isabela com Ezra, mas Fátima me prometeu cuidar dela como pudesse, as lágrimas submergirem os meus olhos, sem haver outra maneira de demonstrar a minha dor.

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