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A Vingança da Ex: Seduzindo o Herdeiro Proibido
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1 Capítulo
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A Vingança da Ex: Seduzindo o Herdeiro Proibido

Autor: Rabbit2
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Capítulo 1 No.1

A primeira coisa que Poente notou foi o silêncio.

Não era o silêncio pacífico dos subúrbios, com pássaros cantando. Era um silêncio pesado, pressurizado. O tipo de silêncio que só existia setenta andares acima do chão, atrás de vidros triplos que transformavam o caos da cidade numa pintura muda e em movimento.

A segunda coisa que ela notou foi a dor.

Começou na base do crânio, uma pulsação surda e rítmica que seguia o compasso do seu coração. Tentou abrir os olhos, mas a luz que filtrava pela fresta das cortinas escuras pareceu uma agressão física. Ela gemeu, mudando de posição, e percebeu duas verdades aterrorizantes ao mesmo tempo.

Primeira: os lençóis contra sua pele nua eram de algodão egípcio, muito mais macios do que qualquer coisa no quarto de hóspedes da sua casa.

Segunda: ela não estava sozinha.

O pânico, frio e intenso, atravessou a névoa da ressaca. Poente prendeu a respiração. Seus pulmões queimavam com o esforço de permanecer perfeitamente imóvel. Moveu os olhos, apenas os olhos, examinando a periferia.

À sua esquerda, um homem dormia.

Ele estava de bruços, o rosto enterrado no travesseiro. O lençol tinha escorregado até a cintura, revelando costas que pareciam ter sido esculpidas em mármore e tensão. Ombros largos que se estreitavam até uma cintura fina. Os músculos ondulavam levemente mesmo durante o sono. Havia uma cicatriz, irregular e branca, correndo pela omoplata direita.

Não era Júlio Ouro.

Júlio, seu marido, tinha mãos macias e costas ainda mais macias. Aquele homem parecia alguém capaz de quebrar coisas.

Memórias da noite anterior colidiram em sua mente como vidro estilhaçado. O baile de caridade. O champanhe com gosto levemente metálico. A tontura repentina que fez o salão girar. Uma mão segurando seu cotovelo. Uma voz profunda. Uma viagem de carro. E então... calor.

Ela apertou os olhos com força. A vergonha era um peso físico em seu estômago, pesado e amargo. Ela havia traído. Após três anos de um casamento sem sexo e sem amor, ela finalmente quebrara a única regra que mantinha um teto sobre sua cabeça.

Ela precisava sair.

Poente deslizou a perna para fora do edredom. Cada movimento parecia amplificado, o roçar do tecido soando como um tiro no quarto silencioso. Colocou um pé no chão. Depois o outro. Suas pernas tremiam, fracas e instáveis.

Ela examinou o chão em busca de suas roupas. Seu vestido, uma tira prateada de seda que ela odiava, estava amontoado perto da porta. Seus saltos tinham sido chutados para um canto.

Vestiu-se num frenesi, os dedos atrapalhando-se com o zíper. Estava quebrado. Claro que estava quebrado. Encontrou um alfinete de segurança na bolsa e prendeu o tecido. A dor a ancorava na realidade.

Precisava ir embora. Agora. Antes que ele acordasse. Antes que tivesse que olhá-lo nos olhos e ver a transação em seu olhar.

Encontrou um bloco de notas na mesa de cabeceira. Estendeu a mão, pretendendo escrever... algo. Um pedido de desculpas? Um adeus?

Seus olhos captaram o cabeçalho em relevo: Plaza Nobre.

Poente congelou. Seu sangue gelou. Nobre.

Era o nome da família do seu marido. O nome na sua certidão de casamento.

Olhou novamente para o homem adormecido. O pânico arranhou sua garganta. Poderia ser? Um primo? Um parente distante visitando da Europa? A família era vasta, mas ela achava que conhecia os principais membros.

Estudou-o novamente. A cicatriz. O tamanho dele. Ele não parecia os homens macios e mimados que ela conhecia nas festas de Júlio. Ele parecia perigoso.

Talvez seja apenas uma coincidência, disse a si mesma freneticamente. É o hotel da família. Ele é apenas um hóspede.

Mas o risco era alto demais. Se esse homem conhecesse Júlio... se a reconhecesse...

Abriu a bolsa para procurar o celular. Sua carteira estava aberta. Dentro, uma pilha de notas de cem dólares novinhas estava presa num clipe de prata.

Um pensamento amargo e distorcido criou raízes em sua mente.

Se ela saísse agora, seria uma esposa fugitiva que cometeu um erro. Mas se ela pagasse a ele...

Se ela pagasse, ele se tornaria um serviço. E ela se tornaria a cliente. Isso removia a intimidade. Transformava um pecado numa compra. E se ele fosse um estranho, isso o confundiria o suficiente para impedi-lo de procurá-la.

Poente puxou três notas. Trezentos dólares.

Caminhou até a mesa de cabeceira. Ao lado de um Rolex de platina e um copo de cristal pesado meio cheio de água, ela colocou o dinheiro.

Pegou a caneta do hotel, a mão tremendo enquanto escrevia no bloco.

Pelo serviço. Fique com o troco.

Colocou o bilhete em cima do dinheiro.

Olhou para ele uma última vez. Ele não tinha se movido. Era um estranho. Tinha que ser. Um erro lindo e perigoso.

Poente virou-se e correu. Não colocou os sapatos até estar no elevador, observando os números descerem, rezando para que as portas não se abrissem revelando um rosto familiar.

Setenta andares acima, Mauro Nobre abriu os olhos.

Ele não estava dormindo. Estivera ouvindo a respiração errática dela, sentindo a mudança no colchão enquanto ela fugia.

Ele rolou na cama, o movimento fluido e controlado. Estendeu a mão para o espaço ao lado dele. Os lençóis ainda estavam quentes.

Sentou-se, passando a mão pelo cabelo escuro. Normalmente, na manhã seguinte após uma mulher dividir sua cama - uma ocorrência rara, quase inexistente dada a sua condição - ele sentiria a náusea familiar. A repulsa. A necessidade de esfregar a pele até ficar em carne viva.

Hoje, não havia nada. Nem náusea. Nem pânico. Apenas uma fome estranha e vazia.

Seus olhos pousaram na mesa de cabeceira.

Ele franziu a testa. Estendeu a mão e pegou as notas. Benjamin Franklin o encarava de volta, zombando.

Trezentos dólares.

Uma risada baixa e sombria retumbou em seu peito. Era um som enferrujado. Ele não conseguia se lembrar da última vez que tinha rido.

Ela o tratara como um garoto de programa. Mauro Nobre, o homem que controlava metade do horizonte da cidade, o homem cujo patrimônio líquido tinha mais zeros do que ela provavelmente conseguia contar, tinha recebido uma gorjeta.

Pegou o bilhete. A caligrafia era elegante, afiada, apressada.

Pelo serviço.

Ele esmagou o papel no punho. Seus olhos, da cor de um mar tempestuoso, estreitaram-se.

Pegou o telefone fixo. Não discou um número; apenas apertou um único botão.

"Escudeiro," disse ele, a voz rouca de sono e ameaça. "Havia uma mulher no meu quarto. Ela acabou de sair. Verifique as câmeras do saguão."

"Senhor?" A voz do assistente tremia.

"Encontre-a," Mauro ordenou. "Não me importa o que seja necessário. Encontre-a."

            
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