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Prometida a Um, Entregue a Outro
img img Prometida a Um, Entregue a Outro img Capítulo 5 O PESO DA ESCOLHA
5 Capítulo
Capítulo 6 QUANDO O OLHAR MUDA img
Capítulo 7 O PRAZO img
Capítulo 8 O PRIMEIRO DIA img
Capítulo 9 QUANDO O PASSADO GRITA img
Capítulo 10 QUANDO NÃO HÁ MAIS VOLTA img
Capítulo 11 AS CONSEQUÊNCIAS DO SILÊNCIO img
Capítulo 12 SOB O JULGAMENTO DE TODOS img
Capítulo 13 A ÚLTIMA TENTATIVA img
Capítulo 14 A VOZ QUE ESCOLHE img
Capítulo 15 DIANTE DE TODOS img
Capítulo 16 O QUE ACONTECE QUANDO AS PORTAS SE FECHAM img
Capítulo 17 QUANDO O CONTROLE CEDE img
Capítulo 18 DEPOIS DO FOGO img
Capítulo 19 O PREÇO DA ESCOLHA img
Capítulo 20 SOB FOGO CRUZADO img
Capítulo 21 O QUE O MUNDO VÊ img
Capítulo 22 ENTRE PROMESSAS E PELE img
Capítulo 23 ENTRE SEDAS E SEGREDOS img
Capítulo 24 QUANDO O PASSADO É USADO COMO ARMA img
Capítulo 25 O ROSTO POR TRÁS DO JOGO img
Capítulo 26 QUEM ACREDITA QUE VENCEU img
Capítulo 27 QUANDO AS MÁSCARAS CAEM img
Capítulo 28 A CALMARIA QUE ENGANA img
Capítulo 29 A SEMANA EM QUE TUDO É TESTADO img
Capítulo 30 ANTES DO SIM img
Capítulo 31 A NOITE ANTES img
Capítulo 32 O DIA DO SIM img
Capítulo 33 QUANDO O MUNDO FICA DO LADO DE FORA img
Capítulo 34 ONDE O SILÊNCIO RESPIRA img
Capítulo 35 O RETORNO AO JOGO img
Capítulo 36 O ERRO QUE NÃO PODE SER DESFEITO img
Capítulo 37 O VOTO E A FENDA img
Capítulo 38 A RETALIAÇÃO img
Capítulo 39 QUANDO O PODER TENTA SE IMPOR img
Capítulo 40 O NOME POR TRÁS DO DINHEIRO img
Capítulo 41 A ESCOLHA QUE QUEBRA O TABULEIRO img
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Capítulo 5 O PESO DA ESCOLHA

Elara percebeu que algo havia mudado de forma definitiva quando acordou sem pensar em Noah.

Não foi um despertar leve. Foi estranho. Como se uma parte antiga de sua rotina tivesse simplesmente desaparecido, deixando um espaço vazio que não doía mais. Ela permaneceu alguns segundos deitada, observando a luz da manhã atravessar as cortinas claras, sentindo o coração calmo demais.

Aquilo deveria assustá-la.

Mas não assustou.

Ao descer para o desjejum, encontrou Noah encostado à janela do salão menor. Os braços cruzados, o maxilar tenso. Ele parecia estar esperando.

- Precisamos conversar - disse ele, direto.

Elara respirou fundo.

- Não acho que precisamos.

- Eu acho - insistiu. - Você está se afastando. E não finja que não percebe.

Ela se aproximou apenas o suficiente para ser ouvida.

- Eu me afastei quando entendi meu lugar - respondeu. - Não depois.

Noah fechou os olhos por um instante.

- Aquilo que você ouviu... - começou ele.

- Não se explique - interrompeu ela, firme. - Eu ouvi exatamente o que precisava ouvir.

- Não era assim que eu pensava - disse ele, com a voz mais baixa.

Elara ergueu o olhar, encontrando o dele.

- Era assim que você falava. E isso basta.

O silêncio que se instalou foi desconfortável. Noah parecia lutar contra algo dentro de si, como alguém que não está acostumado a perder.

- Você não pode simplesmente virar outra pessoa - disse ele.

Ela sorriu de leve.

- Posso. E virei.

Antes que ele respondesse, passos ecoaram no salão. Lucien se aproximou, impecável como sempre, mas havia algo diferente em seu olhar. Mais atento. Mais sério.

- Interrompo? - perguntou, educado.

- Sim - respondeu Elara.

Noah lançou um olhar duro ao irmão.

- Isso é entre nós.

Lucien sustentou o olhar dele sem elevar o tom.

- Tudo que envolve Elara diz respeito a esta família. E, portanto, a mim também.

A tensão entre os dois era visível. Não havia gritos. Não havia insultos. Apenas uma disputa silenciosa, feita de postura e presença.

- Não preciso de um guardião - disse Elara, quebrando o clima. - Mas agradeço a intenção.

Lucien assentiu.

- Entendido.

Noah a observou, ferido.

- Você vai mesmo considerar isso? - perguntou. - Casar-se por estratégia?

Elara respirou fundo.

- Vou considerar não me diminuir novamente - respondeu. - O resto vem depois.

Ela se afastou, deixando os dois irmãos para trás.

Mais tarde, Elara foi chamada ao escritório de Lucien. O convite não foi formal, nem urgente. Apenas um pedido.

O ambiente era organizado com precisão quase obsessiva. Tons escuros, linhas retas, poucas fotografias. Um espaço que refletia perfeitamente quem ele era.

- Sente-se - disse ele.

Ela obedeceu.

- Não chamei você para falar de casamento - começou Lucien. - Nem de escolhas que ainda não foram feitas.

- Então por quê? - perguntou ela.

- Porque percebi que você está sendo pressionada por todos os lados - respondeu. - E isso não é justo.

Ela o observou por alguns segundos.

- O senhor sempre foi assim? - perguntou. - Sempre protegeu o que considera correto?

Lucien hesitou. Um gesto raro.

- Sempre fiz o que precisava ser feito - disse. - Às vezes, isso inclui proteger pessoas que não pediram por isso.

Houve um silêncio confortável.

- Se eu escolher você... - começou Elara, parando no meio da frase.

Lucien ergueu o olhar.

- Se você escolher a mim - disse ele, com calma -, será porque essa escolha faz sentido para você. Não aceitarei ser usado como refúgio ou vingança.

Ela sentiu o peito apertar.

- E se fizer sentido? - perguntou.

Lucien se levantou. Aproximou-se da janela.

- Então eu serei tudo o que você precisa para não se perder novamente.

As palavras não foram ditas com paixão. Foram ditas com promessa.

Naquela noite, Elara escreveu uma lista que nunca mostrou a ninguém.

Não de nomes.

De sentimentos.

Noah representava o passado. O sonho. A ilusão.

Lucien representava o presente. A estabilidade. A escolha consciente.

Ela ainda não havia decidido.

Mas o amor não parecia um salto no escuro.

Parecia um caminho firme.

E isso a assustava tanto quanto a atraía.

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