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Capítulo 8

Dante POV

Ela não gritou quando caiu.

Essa foi a pior parte. Sofia estava gritando. Meus homens estavam gritando. O tiroteio explodia ao nosso redor. Mas Elena entrou na água em um silêncio total e condenatório.

"Elena!"

O grito rasgou minha garganta, cru e sangrento.

Empurrei Sofia para o lado com tanta força que ela caiu no chão. Corri para a beira da doca.

A água era negra. Oleosa. Agitada.

Não havia nada. Nenhuma subida à superfície. Nenhum suspiro por ar.

"Não", eu disse. "Não, não, não."

Tateei meu coldre. Eu ia entrar. Eu tinha que entrar.

"Chefe! Se abaixe!"

Um peso enorme me atingiu de lado. Marco me derrubou no concreto bem quando as balas mastigaram o lugar onde eu estava.

"Me solta!", rugi, golpeando-o. "Ela está na água!"

"Ela se foi, Dante! Olhe para a água!", gritou Marco, prendendo meus braços. "Ela levou um tiro no peito! À queima-roupa! Ela se foi!"

Eu olhei. A superfície estava calma, exceto pelas ondulações indiferentes da correnteza.

*Foi-se.*

A palavra não fazia sentido. Elena não se foi. Elena era permanente. Ela era o aço na fundação desta casa. Ela não podia ter ido.

Eu só... eu só fiz uma escolha. Uma escolha tática.

Eu escolhi Sofia porque Sofia é fraca. Elena é uma sobrevivente. Elena sempre sobrevive.

"Coloquem ele no carro!", ordenou Marco.

Mais dois soldados me agarraram. Eles me arrastaram para longe da beira. Eu lutei contra eles. Chutei e arranhei, desesperado para voltar para a água negra.

"Elena!", gritei seu nome até minha voz quebrar.

Eles me jogaram no banco de trás do SUV blindado. Sofia já estava lá, encolhida no canto, tremendo.

"Meu Deus, Dante", ela soluçou. "Ele atirou nela. Ele simplesmente atirou nela."

Eu olhei para ela.

Pela primeira vez em cinco anos, olhar para Sofia Russo não me fez sentir protetor. Fez a bile subir na minha garganta.

O carro acelerou, deixando as docas para trás. Deixando minha esposa na escuridão gelada.

Olhei para minhas mãos. Elas tremiam.

Eu salvei a garota. Eu cumpri minha promessa a Luca.

Mas à medida que a distância entre mim e a água aumentava, uma percepção fria e aterrorizante se instalou em meu estômago.

Eu salvei a garota.

Mas eu matei a única coisa que importava.

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