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Meu Doutor - Envolvida no Amor Proibido
img img Meu Doutor - Envolvida no Amor Proibido img Capítulo 3 De volta pra casa!
3 Capítulo
Capítulo 8 Até a Inteligência Artificial da minha casa está me zoando. img
Capítulo 9 Jullian tem atormentado os meus pensamentos img
Capítulo 10 Ou ela será minha, ou irei enlouquecer img
Capítulo 11 Não é certo me envolver com meu chefe img
Capítulo 12 Limpa a baba, que ela está vindo para cá. img
Capítulo 13 Doutor maravilha img
Capítulo 14 Uma viagem à dois ! img
Capítulo 15 Então enxuga essa baba e volta para sua função. img
Capítulo 16 Menino mau img
Capítulo 17 Boa noite meu noivinho! img
Capítulo 18 Tudo virou de cabeça para baixo img
Capítulo 19 Esqueci do principal: proteger meu coração img
Capítulo 20 Torço para que, no fim, eu possa ser feliz. img
Capítulo 21 Eu não estava preparado para lidar com tudo. img
Capítulo 22 E, por mais insano que pareça, não quero fugir disso img
Capítulo 23 Como fui me apaixonar assim por ela img
Capítulo 24 Mesmo exausta, eu só sentia gratidão. img
Capítulo 25 Quando tudo estiver resolvido, espero que não seja tarde demais img
Capítulo 26 Hoje é o grande dia que irei finalmente colocar fim img
Capítulo 27 É agora, vamos acabar com toda essa farsa img
Capítulo 28 Então, me deixo envolver, pelo menos por hoje. img
Capítulo 29 Assim se inicia a nossa pequena noite. img
Capítulo 30 Só não esperava que o destino a levasse para longe de mim. img
Capítulo 31 A rotina mudou, e agora eu tenho que tentar fazer tudo dar certo img
Capítulo 32 Não estava preparada para o que viria img
Capítulo 33 Com um sorriso de vitória no rosto, apago a luz do abajur e vou dormir img
Capítulo 34 Sai daqui, Jullian. Não quero falar com você img
Capítulo 35 Pois a dor era bem maior img
Capítulo 36 Só não estava preparada para o que viria a seguir. img
Capítulo 37 E sei que ela não me perdoará tão fácil img
Capítulo 38 Nossa noite img
Capítulo 39 Essa noite promete ser inesquecível, principalmente para mim. img
Capítulo 40 A decisão que pode mudar toda a minha vida img
Capítulo 41 Necessito do seu perdão img
Capítulo 42 Eu havia prometido nunca mais chorar img
Capítulo 43 O sofrimento, eu sabia, estava apenas começando. img
Capítulo 44 Vá embora, quando eu estiver disposta a te ouvir, eu aviso img
Capítulo 45 Só espero que ele não se assuste com o que irei dizer img
Capítulo 46 Só achei apenas justo que soubesse img
Capítulo 47 Mas eu não desistirei. img
Capítulo 48 Do nosso jeito, no nosso tempo img
Capítulo 49 Muitas vezes, o amor chega como uma tempestade img
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Capítulo 3 De volta pra casa!

Mônica Fontenelle

Finalmente, pisando em terras europeias novamente. Como estava com saudades de casa, e claro, da minha mãe também. Já havia pensado em me transferir para Londres quando, alguns meses atrás, entrei em contato com a Clara, minha amiga de infância que ajudava minha mãe enquanto eu permanecia fora. Ela me disse que dona Alice estava com alguns problemas de saúde. Apesar de ainda ser jovem, com seus quarenta e oito anos, ela sempre trabalhou muito e mal cuidava de si mesma. Por isso, decidi que era a hora certa para voltar.

Fiz todos os procedimentos de transferência da faculdade, o que acabou levando um tempinho, porque eu tinha que entregar algumas matérias. Também comprei minha passagem de volta, mas ainda não contei para minha mãe. Ela não sabe, porque, se eu tivesse contado, ela nunca teria me deixado fazer isso. Ela conhece todo o esforço que tive para entrar em Harvard e manter meu lugar lá. Então, quero que seja uma surpresa para ela. Confesso que estou bastante ansiosa para revê-la.

Cheguei ao aeroporto já tem alguns minutos. Clara disse que iria se atrasar, pois não está conseguindo vaga próximo à entrada. Marcamos um ponto de encontro, e estou aqui parada, quando ouço uma doida gritar:

- Môooooniiiiiiii...

Olho para o lado e vejo minha amiga correndo como uma seriema, na minha direção, com os braços levantados e os cabelos cacheados e vermelhos esvoaçando. Ela corria de forma desajeitada, mas era minha melhor amiga, e eu a amava exatamente assim. Começo a caminhar com passos largos e apressados para encontrar-me com ela. Quando nos encontramos, finalmente, abraçamo-nos. Minha mana, como eu sempre a chamei, era alguns centímetros mais alta que eu; ela era linda, uma ruiva cheia de sardas espalhadas pelo rosto, um corpo lindo, de dar inveja a muitas mulheres, e um humor maravilhoso, sempre sorrindo e fazendo as pessoas ao seu redor sorrirem também.

- Amiga, que saudade eu estava - falo, apertando-a em meus braços.

- Eu também, amiga. Desde que foi embora, não veio nos visitar mais, e isso já tem quase sete anos.

- Estava focada nos estudos. Faculdade de medicina não é fácil.

- Uma nerd me dizendo isso, fazendo-me me sentir uma burra agora, amiga. Você sempre foi a melhor da sala, estava sempre acima de tudo e todos, enquanto eu repeti dois anos. - Ela faz uma cara feia de desgosto, e eu sorrio para ela.

- Não diga isso, mana! Você só precisa encontrar o seu lugar.

- Ahh... isso eu já sei. Meu lugar é ao lado do meu chefe, lindo e gostoso. - Ela reúne ambas as mãos e as coloca em seu coração e, suspirando, faz uma cara de apaixonada.

- Nunca se envolva com o chefe, não dá certo.

- Diz isso, porque ainda não conhece o doutor Jullian maravilha.

- Jullian o quê?! - Olho para ela com uma cara engraçada, e ela ri.

- Ele é maravilhoso em tudo o que faz, por isso o apelido.

- E tenho certeza de que ele nem faz ideia disso, né?

- Claro que não, amiga! Apesar dele ser maravilhoso, é um ótimo profissional e gosta de tudo muito certo.

- Isso é o mínimo, né!? Mas me diz, como está dona Alice? Guardou segredo que eu estava chegando?

- Claro, Môni! Você me pediu para não contar. E ela está bem, só precisando de férias. Ela trabalha demais.

- Ela se sente essencial dessa maneira. Já havia falado com ela para parar um pouco. Com os meus estágios, estou conseguindo mantê-la bem.

- Eu também já conversei com ela, mas dona Alice gosta de ser independente. Ela te criou sozinha. A casa onde vocês moram, conquistou sozinha também, então eu a entendo.

Neste momento, já estamos organizando as malas no bagageiro. Retorno para guardar o carrinho que peguei para carregá-las e volto, entrando no carro para irmos embora. Seguimos direto para casa, ouvindo Guns N' Roses, um estilo de música que sempre amamos ouvir juntas. Estamos próximas de casa, Clara abaixa o volume do som e estaciona na porta. Um misto de emoções me invade; não tinha ideia do quanto senti falta daqui. Estou parada, apenas observando, e tudo está como antes: nossa casa, que era linda, com um jardim imenso na frente, todo colorido, onde minha mãe cultivava seus lírios, dálias e rosa-silvestres.

Retornei na primavera, a época que eu mais amava. As lembranças invadem a minha mente, e regresso para antes da faculdade, quando, apesar de frio, eu me sentava em nosso balanço, que ficava no meio do jardim, e observava os pássaros que ficavam ali. Às vezes, bebendo água de uma pequena fonte que tinha no meio do gramado, ou em algum galho de uma árvore, ou até mesmo passeando entre as lindas e coloridas flores.

A nostalgia me bateu, e percebi que ali era o meu lugar, onde cresci, com a presença da minha mãe e dos nossos vizinhos. Estou paralisada ainda no portão, quando vejo a porta sendo aberta e minha mãe saindo dela. Está com sua bolsa a tiracolo, provavelmente indo comprar algo para o café da tarde, que era o costume de todos os dias.

Abro o portão devagar e entro. Minha mãe para no alto da pequena escada e procura algo dentro da pequena peça que está em sua mão. Então eu a chamo:

- Mamãe!! - Ela paralisa seus precisos movimentos e olha para cima, não acreditando no que está vendo.

- Ah, meu Deus, filha, é você mesmo?

- Sim, mamãe, sou eu.

Corro para o lado dela, querendo sentir seu carinho, seu cheiro, tocá-la e ver como realmente estava. Quando eu a abracei, senti todo aquele calor gostoso que só um abraço de mãe transmite. Como estava sentindo falta disso! Me afastei dela e a olhei da cabeça aos pés. Mamãe era assim como eu: baixa, cabelos castanhos, olhos castanhos quase pretos, uma pele branca e magra. Entretanto, ela estava muito magra.

- Ah, mamãe, quanta saudade eu estava de você. Me perdoe por não poder vir antes. Estava estudando para poder te dar o melhor - digo com lágrimas nos olhos, acariciando o rosto magro de dona Alice. Ela retribui o carinho com um olhar fraterno e cheio de amor.

- Eu sei, minha filha. Você é uma ótima menina e fez tudo o que podia de longe. Mas estou bem, e agradecida por ter uma companheira maravilhosa. Eu também estava com muita saudade. Mas... você veio para me visitar, e seu curso, que está quase terminando, não irá atrapalhar ter saído assim? - Ela pergunta com um semblante de reprovação.

- Calma, mamãe, eu me transferi para cá. Agora permanecerei mais pertinho da senhora. Eu vim para ficar - dou um enorme sorriso para ela, porém, o que escuto em seguida não era o que eu esperava.

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