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Meu Doutor - Envolvida no Amor Proibido
img img Meu Doutor - Envolvida no Amor Proibido img Capítulo 6 Senhor Delícia
6 Capítulo
Capítulo 8 Até a Inteligência Artificial da minha casa está me zoando. img
Capítulo 9 Jullian tem atormentado os meus pensamentos img
Capítulo 10 Ou ela será minha, ou irei enlouquecer img
Capítulo 11 Não é certo me envolver com meu chefe img
Capítulo 12 Limpa a baba, que ela está vindo para cá. img
Capítulo 13 Doutor maravilha img
Capítulo 14 Uma viagem à dois ! img
Capítulo 15 Então enxuga essa baba e volta para sua função. img
Capítulo 16 Menino mau img
Capítulo 17 Boa noite meu noivinho! img
Capítulo 18 Tudo virou de cabeça para baixo img
Capítulo 19 Esqueci do principal: proteger meu coração img
Capítulo 20 Torço para que, no fim, eu possa ser feliz. img
Capítulo 21 Eu não estava preparado para lidar com tudo. img
Capítulo 22 E, por mais insano que pareça, não quero fugir disso img
Capítulo 23 Como fui me apaixonar assim por ela img
Capítulo 24 Mesmo exausta, eu só sentia gratidão. img
Capítulo 25 Quando tudo estiver resolvido, espero que não seja tarde demais img
Capítulo 26 Hoje é o grande dia que irei finalmente colocar fim img
Capítulo 27 É agora, vamos acabar com toda essa farsa img
Capítulo 28 Então, me deixo envolver, pelo menos por hoje. img
Capítulo 29 Assim se inicia a nossa pequena noite. img
Capítulo 30 Só não esperava que o destino a levasse para longe de mim. img
Capítulo 31 A rotina mudou, e agora eu tenho que tentar fazer tudo dar certo img
Capítulo 32 Não estava preparada para o que viria img
Capítulo 33 Com um sorriso de vitória no rosto, apago a luz do abajur e vou dormir img
Capítulo 34 Sai daqui, Jullian. Não quero falar com você img
Capítulo 35 Pois a dor era bem maior img
Capítulo 36 Só não estava preparada para o que viria a seguir. img
Capítulo 37 E sei que ela não me perdoará tão fácil img
Capítulo 38 Nossa noite img
Capítulo 39 Essa noite promete ser inesquecível, principalmente para mim. img
Capítulo 40 A decisão que pode mudar toda a minha vida img
Capítulo 41 Necessito do seu perdão img
Capítulo 42 Eu havia prometido nunca mais chorar img
Capítulo 43 O sofrimento, eu sabia, estava apenas começando. img
Capítulo 44 Vá embora, quando eu estiver disposta a te ouvir, eu aviso img
Capítulo 45 Só espero que ele não se assuste com o que irei dizer img
Capítulo 46 Só achei apenas justo que soubesse img
Capítulo 47 Mas eu não desistirei. img
Capítulo 48 Do nosso jeito, no nosso tempo img
Capítulo 49 Muitas vezes, o amor chega como uma tempestade img
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Capítulo 6 Senhor Delícia

Mônica Fontenelle

Estamos andando pelo hospital, onde estou conhecendo todas as alas dispostas no andar em que irei trabalhar. Clara, minha amiga, segue comigo me apresentando a todos e os locais também. Porém, o "senhor delícia" não sai da minha mente. Depois daquele dia, ainda voltei algumas vezes, mas nunca mais o vi. Por fim, dei como encerrada a minha pequena loucura de conhecer um estranho, até aquele dia.

- Eii! Eu não vou repetir tudo de novo não, amiga. Então presta atenção em tudo o que eu falo.

- Desculpa, amiga. Estava navegando aqui.

- No mar do doutor maravilha, né!? De onde vocês se conhecem?

- E quem te disse que eu o conheço?

- Não precisa falar nada. Desde o momento em que ele entrou na sala de reuniões e trocaram olhares, já percebi que ali estava acontecendo alguma coisa.

- Está enganada, pois não está acontecendo absolutamente nada - falo com a Clara, repetindo tudo no mesmo tom que ela. - Odeio quando faz isso.

- E eu faço apenas para te irritar. Agora vamos terminar, ainda precisamos pegar suas roupas. Mas não pense que desisti, ainda quero saber de tudo.

Paramos nossa conversa ali e terminamos nosso tour pelo andar onde irei trabalhar. Conheci tudo e, depois, fomos buscar minha roupa e tirar medidas para o meu jaleco, o qual é o mais importante de todo o trabalho. Depois de tudo feito, vou para a cafeteria que tem no hospital, para esperar a minha amiga e irmos embora juntas.

Sento-me em uma mesa mais ao fundo, de onde posso observar todo o ambiente. Peço um suco e um lanche natural, que chega logo em seguida. Agradeço a gentileza da moça que, claro, eu perguntei o nome e se chama Penélope. E começo a comer. Quando o vejo novamente, agora com uma mulher mais velha que ele, tocamos olhares. Ela também olha em minha direção. Me diminuo na cadeira, gostaria de ser invisível nesse momento. Eles se sentam um pouco mais afastados, fazem seus pedidos e começam uma conversa animada.

Acabei passando a tarde toda ali, e dei graças que trouxe o meu iPad, assim posso resolver vários assuntos daqui. Estou animada, respondendo vários e-mails, quando Clara senta ao meu lado, abanando a mão e pedindo um suco para a Penélope, que chega logo em seguida.

- Pê, essa é a minha amiga, a doutora Mônica. E ela irá trabalhar aqui conosco. - Minha amiga fala para a garçonete que está ali parada.

- Oh... então você é doutora! Seja bem-vinda. - Ela responde, tímida.

- Obrigada! Espero que possamos nos dar bem - sorrio para ela.

- Então, irmã, conta tudo, vai. - Clara já vai soltando.

- Vamos sair daqui primeiro. Termina de tomar seu suco. Nosso chefe está a três mesas de distância de nós - falo baixo, para que só ela possa escutar. Mas a diaba é terrível e olha para trás sem disfarçar.

- Dona Sofia, que prazer rever a senhora aqui! - Clara se levanta e vai até a senhora que está acompanhando o meu mais novo chefe.

- Oh, Clara, que saudade eu estava, querida! Realmente, já faz um bom tempinho que não visito vocês.

- Estou com saudades das bolachinhas que a senhora sempre trazia. Deixe-me apresentar minha amiga e também médica recém-contratada do hospital ST Thomas, Mônica.

- Olá, senhora, muito prazer.

- Doutora Mônica, seja bem-vinda! Espero que goste de trabalhar aqui. Tirando o meu filho, o restante das pessoas são bem sociáveis.

- Mamãe, eu continuo presente aqui. - Jullian reclama, e todas rimos da fala dele.

- Desculpa, meu filho. Achei que já havia saído para o seu compromisso. - Ele se levanta, dá um beijo na face de sua mãe e sai. - Sentem-se, meninas, me façam companhia, por favor! Odeio comer sozinha.

Dona Sofia é uma mulher maravilhosa, muito simples e atenciosa. Nos tratou super bem, e percebi que faz visitas frequentes ao hospital. Seu marido já não é tão presente, está curtindo a sua tão sonhada aposentadoria. Conversamos durante um bom tempo, até que fomos embora, com dona Sofia nos prometendo uma nova visita.

Chego em casa, já é noite. Encontro minha mãe na cozinha, preparando o nosso jantar. Hoje ela decidiu fazer massa, que eu amo. Aviso que vou tomar um banho rápido e já desço. Assim que o faço, a comida já está servida na ilha da cozinha, onde costumamos fazer nossas refeições.

- Como foi lá, filha? Me conte tudo.

- Maravilhoso, mamãe! O hospital é ótimo, referência aqui. As pessoas que trabalham lá são muito acolhedoras. Então, espero que dê tudo certo e eu possa crescer.

- Claro que vai, filha. Você é uma profissional maravilhosa. Irá conquistar seu espaço lá.

- Obrigada, mamãe. O que mais quero é iniciar o meu trabalho e fazê-lo bem, como sempre amei. Já começo na próxima semana. Terei que realizar alguns exames, de praxe, e, estando tudo ok, já posso começar a trabalhar.

- Você se cuida muito, então vai estar tudo bem. Estou torcendo para que seja como queira.

- Está sendo, mamãe. Meu chefe é muito educado, e isso já é maravilhoso.

- Que bom, minha filha. Eu fico feliz e grata por você. Agora termine de comer, para assistirmos a um filme.

Nesse momento, alguém bate na porta e eu vou correndo abri-la. Encontro minha amiga Clara - com seu pijama de girafa, o que combina demais com ela, menos no tamanho - abraçada a um ursinho, de pé em minha porta.

- Vim dormir aqui, amiga. - Ela fala, já entrando e indo até a tigela com macarrão em cima da bancada. - Hummm... Posso provar?

- Claro, minha filha. Vou pegar um prato para você. - Minha mãe responde.

- Não precisa, dona Alice, eu mesma pego. Pode continuar comendo.

Sorrio da forma como ela é ali em casa. Como fomos criadas juntas e ela, sendo só dois anos mais velha que eu, nos tornamos muito próximas. E assim mantemos nossa amizade: sempre honestas uma com a outra, oferecendo apoio em todos os momentos.

- Vamos assistir a um filme, Clara. Só não sabemos qual ainda.

- Podemos assistir um romance, que sei que vocês duas gostam. - Ela fala.

- Pode ser, né, mamãe? Bom, só precisamos decidir agora qual. Vocês procuram, enquanto eu lavo a louça.

E assim foi nossa noite. No meio do filme, Clara já estava dormindo, então resolvemos ficar todas por ali mesmo. Nos acomodamos no sofá, cada uma com seu cobertor, e bastou eu me ajeitar para o sono me levar, como eu sentia falta disso. Ter saído para estudar foi uma experiência valiosa, sim, mas a ausência da convivência familiar deixou um vazio. E agora, o que não sai da minha cabeça é meu chefe... Desde aquele encontro na praça, ele simplesmente não me sai dos pensamentos.

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