Gênero Ranking
Baixar App HOT
Meu Doutor - Envolvida no Amor Proibido
img img Meu Doutor - Envolvida no Amor Proibido img Capítulo 4 Sinto como se tivesse esbarrado em um muro, de tão duro
4 Capítulo
Capítulo 8 Até a Inteligência Artificial da minha casa está me zoando. img
Capítulo 9 Jullian tem atormentado os meus pensamentos img
Capítulo 10 Ou ela será minha, ou irei enlouquecer img
Capítulo 11 Não é certo me envolver com meu chefe img
Capítulo 12 Limpa a baba, que ela está vindo para cá. img
Capítulo 13 Doutor maravilha img
Capítulo 14 Uma viagem à dois ! img
Capítulo 15 Então enxuga essa baba e volta para sua função. img
Capítulo 16 Menino mau img
Capítulo 17 Boa noite meu noivinho! img
Capítulo 18 Tudo virou de cabeça para baixo img
Capítulo 19 Esqueci do principal: proteger meu coração img
Capítulo 20 Torço para que, no fim, eu possa ser feliz. img
Capítulo 21 Eu não estava preparado para lidar com tudo. img
Capítulo 22 E, por mais insano que pareça, não quero fugir disso img
Capítulo 23 Como fui me apaixonar assim por ela img
Capítulo 24 Mesmo exausta, eu só sentia gratidão. img
Capítulo 25 Quando tudo estiver resolvido, espero que não seja tarde demais img
Capítulo 26 Hoje é o grande dia que irei finalmente colocar fim img
Capítulo 27 É agora, vamos acabar com toda essa farsa img
Capítulo 28 Então, me deixo envolver, pelo menos por hoje. img
Capítulo 29 Assim se inicia a nossa pequena noite. img
Capítulo 30 Só não esperava que o destino a levasse para longe de mim. img
Capítulo 31 A rotina mudou, e agora eu tenho que tentar fazer tudo dar certo img
Capítulo 32 Não estava preparada para o que viria img
Capítulo 33 Com um sorriso de vitória no rosto, apago a luz do abajur e vou dormir img
Capítulo 34 Sai daqui, Jullian. Não quero falar com você img
Capítulo 35 Pois a dor era bem maior img
Capítulo 36 Só não estava preparada para o que viria a seguir. img
Capítulo 37 E sei que ela não me perdoará tão fácil img
Capítulo 38 Nossa noite img
Capítulo 39 Essa noite promete ser inesquecível, principalmente para mim. img
Capítulo 40 A decisão que pode mudar toda a minha vida img
Capítulo 41 Necessito do seu perdão img
Capítulo 42 Eu havia prometido nunca mais chorar img
Capítulo 43 O sofrimento, eu sabia, estava apenas começando. img
Capítulo 44 Vá embora, quando eu estiver disposta a te ouvir, eu aviso img
Capítulo 45 Só espero que ele não se assuste com o que irei dizer img
Capítulo 46 Só achei apenas justo que soubesse img
Capítulo 47 Mas eu não desistirei. img
Capítulo 48 Do nosso jeito, no nosso tempo img
Capítulo 49 Muitas vezes, o amor chega como uma tempestade img
img
  /  1
img

Capítulo 4 Sinto como se tivesse esbarrado em um muro, de tão duro

Mônica Fontenelle

- Mônica Fontenelle, não me diga que deixou uma das melhores faculdades só por minha causa? E me diz outra coisa: quem foi que te ligou e disse que eu estava doente? - Ela esbraveja, já encarando a Clara. Eu apenas sorrio, pois já esperava que ela fosse ficar brava, e eu concordo com ela. Conseguir uma bolsa de estudos em Harvard não é para qualquer um, e eu abri mão do meu curso, que estava fazendo no momento.

- A Clara só me disse a verdade, o que a senhora não fazia, né!? Pois te ligo quase todos os dias e não me conta o que realmente está acontecendo.

- Claro, está há quilômetros de distância, e por esse motivo também eu não te contei. Sabia que largaria tudo lá e viria correndo. Bom... vamos entrar. Você deve estar cansada.

Adentramos a minha casa. Eu paro ali, na porta, e olho tudo ao redor. Nasci aqui e sempre amei morar nessa residência. As lembranças, mais uma vez, invadem a minha mente, e me vejo correndo, brincando com minha mãe de pique-esconde. Sempre moramos somente nós duas. Quando ela ficou grávida, contou ao meu pai, porém ele não queria filhos. A única coisa que disse foi: "Estou novo para ter filhos agora. É melhor você abortar, pois não terá a minha ajuda em nada."

Então, ela decidiu, por si só, me criar sozinha. O deixou e, com a ajuda dos meus avós, que a acolheram muito bem, iniciou como garçonete em um café, onde ganhava o suficiente para preparar o meu enxoval. Depois de tudo comprado, meus avós a ajudaram. Foi quando comprou essa casa onde moramos hoje. Ela foi a melhor mãe que alguém poderia ter, lutou por mim, e hoje tento dar em dobro todo o amor que ela sempre me concedeu.

- Vem, filha. Estou preparando um chá, e tem aquelas bolachinhas que você tanto gosta.

Sorrio e vou direto para a cozinha, que agora está reformada, do jeitinho que minha mãe sempre sonhou. Em estilo americano, com um enorme balcão e bancos confortáveis em volta. Me sento para poder degustar das maravilhosas bolachas que derretem na boca.

- Meu Deus, como estava com saudade dessas bolachas.

- Fiz bastante. Clara, come também, minha filha! Apesar de ser fofoqueira, eu ainda amo você, então se sirva.

Eu e minha amiga nos olhamos e damos um sorriso cúmplice uma para a outra. E ali passamos algumas horas conversando, colocando o papo em dia. Quando começa a escurecer, Clara se despede.

- Amiga, está na minha hora. Amanhã acordo cedo para o trabalho. Irei me informar sobre as vagas lá, então deixe um currículo pronto, que a qualquer momento passo aqui e pego com você.

- Seria ótimo. Terei que continuar com o meu estágio. Sem contar que é mais próximo aqui de casa também.

- Pode ficar tranquila. Eu voltarei com informações.

Nos abraçamos, nos despedimos e ela vai embora. Retorno para dentro de casa e começo a subir a escada. Ainda não fui ao meu quarto. Sei que minha mãe fez algumas mudanças também, e estou curiosa para ver como ficou. Realmente, me surpreendo com o que vejo.

Abro a porta do cômodo e paro ali no batente. Uma cama enorme de dossel enfeita o meio do meu quarto. Em um dos lados, uma mesinha de cabeceira com um abajur; do outro lado, uma foto nossa. No canto oposto, uma penteadeira branca enfeita a parede. No chão, um tapete felpudo bege bem clarinho. A cortina branca, que vai do teto ao chão, agracia a beleza do ambiente, o deixando também confortável e acolhedor. Por fim, adentro o local e noto que ali, entre as várias almofadas dispostas em cima da cama, está o meu ursinho. O primeiro presente que ganhei dos meus avós, antes deles falecerem.

- Espero que tenha gostado! Seu quarto era muito infantil. Tentei deixar como você sempre sonhou.

- Obrigada, mamãe! Está tudo maravilhoso que não dá vontade de sair daqui mais. Meu pós-plantão será perfeito agora - dou um largo sorriso para minha mãe, que está de pé me olhando.

- Filha, você merece muito mais que isso, por ser tão maravilhosa. Saiba que, embora eu deseje que tenha uma formação à altura da sua inteligência, fico imensamente feliz por tê-la aqui comigo, finalmente.

- Eu estava morrendo de saudade. Já tinha planos de retornar, só estava esperando meu curso terminar. Mas estou muito feliz por ter voltado agora.

- Vamos desfazer sua mala. Eu te ajudo, aí já me conta como foi a transferência.

E assim fizemos. Enquanto organizávamos tudo em seu devido lugar, contei tudo a ela. Com o papo animado, terminamos rápido. Então fui tomar um banho e depois atualizar meu currículo para fazer o envio em alguns hospitais da cidade.

Já estava tarde quando me deitei para dormir. Coloquei o despertador para tocar cedo, como estou acostumada a fazer, para a minha corrida matinal. Preciso me inscrever em uma academia, mas enquanto isso não acontece, vou me exercitar como posso.

Ouço alguém me chamar, e acho que é um sonho. Não é possível que eu esteja em casa. Sim, é possível! Abro os olhos vagarosamente e vejo minha mãe ali, com um copo de leite quente. Primeiro dou um sorriso e, após me espreguiçar e sentar na cama, dou-lhe um abraço.

- Seu celular não parava de tocar, então resolvi te acordar como antigamente.

- Como senti saudade disso... Ser acordada pela senhora e ainda com meu leite quente preferido, que só você sabe fazer.

- Então, se prepara que o café está na mesa. Te espero lá embaixo.

Ela fala e sai, me deixando sozinha. Arrasto o cobertor para o lado e organizo rapidamente minha cama. Após feita a minha higiene matinal, coloco um moletom, pois está frio e desço. Tomo meu café rapidamente e saio para correr.

Sempre amei fazer exercício físico e, com a vida corrida da medicina, optei por acordar mais cedo. Assim, passo o dia com um sentimento maravilhoso de endorfina. Com fones no ouvido e capuz na cabeça, começo a caminhar e vou aumentando os passos até estar correndo. Chego em um parque, vou até o bebedouro que tem ali e me hidrato para voltar a minha corrida. Quando me viro, acabo esbarrando em alguém.

- Oh, meu Deus! Me perdoa, eu não te vi. - Sinto como se tivesse esbarrado em um muro, de tão duro. Com a ponta do indicador, me atrevo a tocar aquele músculo firme, rijo, e confesso que ficaria ali o dia todo. Com um sorriso bobo nos lábios, elevo os meus olhos e simplesmente me deparo com um deus grego olhando para mim, com um sorriso lindo e sexy, que retribuo prontamente.

- Olá, senhorita! Não tem problema, até porque não é sempre que esbarramos em mulheres lindas como você.

- Cantada barata essa sua, mas eu te perdoo! - comento rindo. - Bom, vou indo. Foi um prazer... esbarrar em você - olho para o peitoral definido dele, novamente. - Espero que venha mais vezes aqui, nesse mesmo horário - dou um tchauzinho com a mão e volto a caminhar, não antes de ouvir o que ele diz:

- Estarei aqui. Até mais, estranha... - Ele retribuiu o meu aceno, e eu sigo o caminho de volta para casa.

- Primeiro dia que retorno e já encontro um homem desse na rua. Com certeza, esse será meu caminho daqui para frente... Espero te encontrar mais vezes, senhor Delícia! - falo para mim mesma.

Anterior
            
Próximo
            
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022