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Vingança é Doce, Amor é Mais Doce
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Capítulo 6

"Irmão", sussurrei, lágrimas brotando em meus olhos. Era uma súplica.

"Não me chame assim!" ele retrucou, sua voz áspera. Algo na palavra o irritou.

Ele negou. "Gigi não tem nada a ver conosco."

"Então por quê?" gritei, a pergunta rasgando minha garganta. "Por que todo mundo a escolhe em vez de mim?"

Igor me deu um último olhar frio. "Porque ela é mais agradável", disse ele, e foi embora.

As palavras pairaram no ar, um julgamento final e brutal.

Caí de joelhos, minhas pernas dormentes. Então um pensamento, um pensamento horrível e urgente, me atravessou. O cabelo. O cabelo de Gigi no lixo.

Levantei-me de um salto e corri para o meu quarto, depois voltei correndo, meu coração batendo no peito. Agarrei o braço de uma empregada que passava.

"O lixo! Eles levaram o lixo do meu quarto?"

A empregada parecia aterrorizada. "Sim, Dona Laura. O caminhão acabou de sair."

Eu corri. Corri para fora de casa, pela longa entrada de carros, perseguindo o som do caminhão que partia. Gritei para que parasse e, para minha surpresa, parou.

Não hesitei. Pulei na parte de trás e comecei a cavar, rasgando sacos de sujeira e lixo, ignorando o fedor e o nojo dos trabalhadores.

Duas horas depois, encontrei. Um pequeno saquinho plástico contendo alguns fios de cabelo escuro.

Apertei-o na mão, meus nós dos dedos brancos. Dobrei-o cuidadosamente e o coloquei no bolso.

Nesse momento, meu telefone tocou. Era Heitor.

"Que diabos você está fazendo, Laura?" ele gritou. "Os empregados me disseram que você está revirando o lixo. Você está tão desesperada por dinheiro?"

Engoli o nó na garganta. "Perdi meu colar", menti, minha voz tremendo. "Aquele que você me deu no meu primeiro aniversário aqui. É importante para mim."

Houve uma pausa do outro lado. Quando ele falou novamente, sua voz estava mais suave. "Deixe os empregados fazerem isso. Você não precisa sujar as mãos."

Foi a primeira vez que menti para ele. Mas eu precisava saber o segredo.

Mais tarde naquele dia, depois de me limpar, fiquei em frente ao retrato memorial de Isabela, que ainda estava pendurado no salão principal. Fiquei ali por muito tempo.

Uma pessoa viva nunca pode vencer os mortos.

O colar era uma mentira. O primeiro presente dele para mim não foi um colar. Ele nem se lembrava. Ele nunca se importou de verdade.

Uma onda de exaustão me invadiu. Eu estava tão cansada de amá-lo.

A ideia de ir embora, antes uma fantasia distante, agora parecia uma possibilidade real e tangível.

Então o telefone tocou. Era a babá da mansão principal dos Almeida.

"Dona Laura, as crianças estão chorando por você. Elas não param."

Minha mãe não as trouxe como punição pela minha briga com Gigi. Mas elas ainda me queriam.

A ideia de ir embora desapareceu como fumaça. Eu tinha meus filhos. Eu não podia abandoná-los.

Corri para a mansão dos Almeida, uma propriedade imponente a uma hora de distância. Os guardas no portão se recusaram a me deixar entrar.

Coronel Evaristo Campos, o avô de Heitor, me desprezava. Ele me proibiu de pisar na propriedade.

Fiquei do lado de fora dos portões, gritando seus nomes até minha garganta ficar em carne viva. Fiquei ali da tarde até o anoitecer, minha esperança diminuindo com a luz que se apagava.

Finalmente, um portão lateral se abriu com um rangido. Era minha mãe. Pela primeira vez, ela parecia magoada.

"Vamos", ela sussurrou, me puxando para dentro. "Eles estão na brinquedoteca. Seja rápida, antes que o velho descubra."

Um lampejo de gratidão, por mais descabido que fosse, aqueceu meu peito.

Corri para a brinquedoteca e abracei meus filhos, enterrando meu rosto em seus cabelos. "Mamãe sentiu tanto a falta de vocês."

Eu estava tão sobrecarregada de emoção que não percebi como eles se mantinham rígidos.

Meu filho foi o primeiro a me empurrar. "Você é uma mulher má!" ele gritou, seu pequeno rosto contorcido em uma carranca que eu reconheci de seu avô.

Olhei para ele, atordoada. As palavras, tão cheias de ódio, me atingiram mais forte do que qualquer tapa. Sem pensar, levantei a mão e bati em sua bochecha.

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