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A cicatriz que ele deixou, a rainha que me tornei
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Capítulo 5 5

Franklin estava sentado atrás de sua enorme mesa, encarando a petição de divórcio.

Ele tentou forçar seus olhos para o arquivo da fusão bilionária ao lado, mas a assinatura em negrito no final do documento legal continuava a puxar seu olhar de volta.

As pesadas portas de mogno se abriram sem uma batida.

Julian Astor-Vance, herdeiro do conglomerado Astor-Vance, entrou vestindo um terno de linho descontraído.

Julian foi direto para o carrinho de bar particular, serviu-se de dois dedos de uísque puro e se virou.

Ele soltou um assobio baixo ao ver o rosto sombrio e exausto de Franklin.

"Você parece um jogador degenerado que acabou de perder a casa", zombou Julian. "Como terminou o draminha da piscina ontem à noite?"

Com a menção da piscina, a expressão de Franklin se tornou puro gelo.

"Eu expulsei aquela mulher perversa", Franklin desdenhou, afrouxando a gravata.

A mão de Julian congelou a meio caminho da boca.

O sorriso zombeteiro desapareceu de seu rosto.

"Você está falando da Cadence?", Julian perguntou, franzindo a testa.

"Ela empurrou a Isabelle para a água, foi pega e depois tentou se fazer de vítima, desaparecendo e pedindo o divórcio", Franklin retrucou, com a voz tensa de irritação.

Julian pousou o copo.

Ele caminhou até a mesa, apoiando ambas as mãos espalmadas na madeira polida, inclinando-se para perto.

"Franklin", disse Julian, sua voz baixando uma oitava. "Fui eu quem pulou na piscina ontem à noite. Eu tirei a Cadence de lá."

Os dedos de Franklin pararam de digitar no teclado.

Ele ergueu o olhar, um vislumbre de confusão cruzando seu rosto. "Do que você está falando? Quem estava se afogando era a Isabelle."

Julian soltou uma risada áspera e incrédula.

"A Isabelle estava chapinhando na parte rasa", Julian afirmou com clareza. "A Cadence afundou direto para o fundo da parte de três metros de profundidade como uma pedra."

Franklin o encarou.

"Aquilo não foi uma atuação, Franklin", Julian afirmou com clareza, sua voz perdendo todo o sarcasmo brincalhão de sempre. "O jeito que ela parecia quando a tirei... era como se estivesse realmente morrendo. Não se pode fingir esse tipo de terror visceral, profundo. Ela tem pavor absoluto da água."

Em vez de choque, um sorriso frio e zombeteiro tocou os lábios de Franklin. "Uma atuação, Julian. Muito convincente, admito. Mas parece que você se esqueceu de algo."

Ele se recostou na cadeira, unindo as pontas dos dedos. "Aquela mulher tem uma licença de mergulho profissional. Ela a obteve dois anos antes de nos casarmos. 'Terror profundo' da água? Não me faça rir. Ela é apenas uma atriz desesperada."

Julian piscou, genuinamente surpreso com essa informação. Ele franziu a testa, não em discordância, mas em pensamento.

"Uma licença de mergulho? Bem, isso é... estranho", Julian murmurou, voltando ao bar para pegar seu copo. Ele girou o líquido âmbar, seu olhar distante. "Mas isso só torna tudo mais estranho, não é?"

Ele se virou de volta para Franklin. "Ok, digamos que ela estivesse atuando. Mas por que essa atuação específica? Todos em nosso círculo conhecem a história. A Isabelle desenvolveu sua aquafobia severa depois que ela heroicamente te tirou do Rio Hudson quatro anos atrás. Por que a Cadence, na noite em que decide se divorciar de você, de repente começaria a imitar o mesmo trauma exato de sua rival? É uma peça bizarra."

A palavra "imitando" atingiu Franklin com um solavanco desagradável.

Ele estava tão certo, tão envolvido na narrativa da perversidade de Cadence, que só tinha visto suas ações como uma tentativa desajeitada de incriminar a Isabelle.

Mas a pergunta de Julian reenquadrou todo o evento. Não se tratava de incriminar. Tratava-se de... copiar.

Por que uma mergulhadora certificada fingiria se afogar? Por que uma mulher que odiava a Isabelle copiaria sua vulnerabilidade mais conhecida? A lógica era profundamente falha. Não fazia sentido.

Uma semente de dúvida irritante e indesejada começou a brotar no solo árido de sua certeza. Ele tentou esmagá-la. Ela estava apenas tentando chamar a atenção, fazê-lo se sentir culpado. Mas a explicação parecia fraca, insatisfatória.

A raiva que sentira momentos antes foi substituída por uma frustração latente e confusa. As linhas nítidas de heróis e vilões em sua mente começaram a se borrar nas bordas.

Ele pegou o uísque que Julian havia servido antes, não para virá-lo, mas para segurar o copo frio e pesado em sua mão, com os nós dos dedos brancos. Que diabos a Cadence estava tramando?

A porta do escritório se abriu com um clique.

Isabelle entrou, vestindo um impecável vestido branco da Chanel, segurando uma bento box de grife com um sorriso doce e ensaiado.

Os olhos de Franklin se fixaram nela.

A confiança absoluta e cega que ele geralmente sentia ainda estava lá, mas, pela primeira vez, estava turvada por uma pergunta tênue e insistente.

Isabelle sentiu a mudança no ar instantaneamente.

Ela olhou nervosamente para Julian, depois se apressou em direção a Franklin, estendendo a mão para entrelaçar seu braço no dele.

Os músculos de Franklin se enrijeceram.

Ele se inclinou para trás suavemente, esquivando-se completamente de seu toque. O movimento foi menos uma rejeição fria e mais um recuo instintivo, sua mente ainda lutando com o quebra-cabeça que Julian acabara de lhe apresentar.

"Por que você não está descansando em casa?", Franklin perguntou, sua voz seca e distraída, desprovida de seu calor habitual.

A mão de Isabelle pairou no ar.

Seu sorriso congelou, o pânico explodindo em seu peito enquanto ela encarava o homem que se afastava dela.

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