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O Retorno Tecnológico Bilionário da Esposa Fantasma
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Capítulo 4

Nº 4

Eulalie digitou um código no teclado. A pesada porta de aço rangeu ao se abrir.

Este loft era dela. Comprado há três anos com os ganhos de Bitcoin que ela minerou em um laptop escondido na lavanderia. Caden não sabia que existia. Para ele, cripto era "dinheiro falso para nerds".

Ela pegou o elevador de carga para subir. O loft era amplo, bruto. Pisos de concreto, dutos expostos.

Ela pousou a mala no chão e imediatamente abriu a segunda. Puxou o disco rígido.

Ela não o conectou a um computador comum. Caminhou até um gabinete de aço pesado e reforçado no canto do loft - uma gaiola de Faraday que ela mesma havia instalado. Dentro estava seu equipamento personalizado: isolado da rede, rodando um kernel Linux que ela havia escrito do zero. Não haveria pegadas digitais, nem pings nas torres locais.

Ela conectou o disco. Seus dedos voaram sobre um teclado mecânico.

A tela foi inundada com texto verde.

"LOGIN: GHOST"

"SENHA:"

"ACESSO PERMITIDO."

Ela exalou, seus ombros relaxando pela primeira vez em cinco anos. Aqui, ela não era a Sra. Holloway. Ela era Ghost. A cofundadora da Nexus AI. A arquiteta do Protocolo CUAP.

Ela abriu uma janela de terminal. Não invadiu a Holloway Holdings diretamente - isso era coisa de amador. Em vez disso, iniciou o protocolo "Terra Arrasada" em suas contas pessoais na nuvem. Fora ela quem configurara a sincronização da família e havia embutido um interruptor de emergência para seus próprios dados.

"Comando: REVOKE_ALL_ACCESS. Alvo: ID de Usuário Eulalie_H."

Ela começou o expurgo. Cada foto dela, cada e-mail enviado de sua conta "Eulalie Holloway", cada pegada digital ligada ao servidor da família desapareceu. Ela não estava apagando os arquivos deles; estava simplesmente pegando os seus de volta, deixando buracos enormes em suas vidas digitais.

"Deletar. Deletar. Deletar."

Do outro lado da cidade, na torre de vidro da Holloway Holdings, Carter, o assistente de Caden, franziu a testa para seu iPad.

"Chefe?" Carter enfiou a cabeça no escritório. "A agenda diária da Sra. Holloway não sincronizou esta manhã. A pasta está... vazia."

Caden massageava as têmporas, de ressaca. "Ela está de greve. Ignore. Ela vai ficar sem dinheiro em dois dias e voltar rastejando."

Ele não sabia que ela tinha milhões em uma carteira escura. Ele não sabia de nada.

Naquela noite, às 19h, o tablet seguro de Eulalie vibrou no chão de concreto.

"Alarme: Lembrar Elara - Vitaminas."

Sua mão disparou, pegando o telefone. Memória muscular. Seu polegar pairou sobre o botão de discar.

Ela congelou.

Normalmente, ela ligaria. Caden recusaria. Ela ligaria para a babá. A babá suspiraria.

Ela olhou pela janela para o horizonte de Boston. O Empire State Building estava iluminado em azul.

"Não é meu trabalho", ela sussurrou.

Ela deslizou para a esquerda. Deletar.

Próximo alarme: Pedir os antiácidos de Caden. Deletar.

Próximo: Aula de Piano de Elara. Deletar.

Próximo: Lavanderia de Caden. Deletar.

Cada exclusão parecia remover um anzol de sua carne. Doloroso, mas a deixando mais leve.

Na cobertura, o relógio marcou 19h15.

Elara sentou-se na ilha da cozinha, balançando as pernas. "Martha? Onde está a mamãe? Preciso que ela encontre minhas canetinhas especiais."

Martha desviou o olhar, esfregando uma panela com força demais. "Sua mãe... foi viajar, querida."

Elara bufou, cruzando os braços. "Ela está brava porque eu gosto mais da Adalynn. A Adalynn diz que a mamãe é muito sensível."

Mais tarde naquela noite, Caden chegou em casa. Seu estômago queimava por causa do estresse e do uísque. Ele se sentou na beirada da cama e enfiou a mão cegamente na gaveta da mesa de cabeceira.

Vazia.

Ele franziu a testa. Puxou a gaveta com força. Nenhum comprimido.

"Eulalie!" ele latiu.

Silêncio.

Ele se lembrou. Ela tinha ido embora.

"Droga", ele sibilou, levantando-se e chutando a gaveta para fechá-la. Ele marchou até o armário de remédios do banheiro, remexendo em frascos vencidos. "Mesquinha. Ela está sendo mesquinha. Vamos ver quanto tempo você dura sem o meu cartão de crédito."

Ele desceu as escadas para pegar água. Passou pelo sofá do hall de entrada. A pilha de revistas estava intacta. A carta jazia debaixo delas, uma mina terrestre silenciosa.

De volta ao Seaport District, Eulalie sentou-se no chão, comendo uma fatia de pizza de pepperoni. A gordura manchava seus dedos. Era a melhor coisa que ela havia provado em anos.

Ela limpou as mãos e se virou de volta para seus monitores isolados. Ela entrou em um fórum de desenvolvedores da dark web através de três servidores proxy.

Uma recompensa foi postada: "Otimizar Algoritmo Karman. Recompensa: $50k." Ninguém havia resolvido em meses.

Eulalie estalou os nós dos dedos. Ela digitou.

Dez minutos depois, o código foi compilado. Enviado.

A janela de bate-papo apitou imediatamente.

Usuário: ZeroCool: "Pta mda. Essa sintaxe... Ghost? É você? Você esteve morta por cinco anos."

Eulalie digitou de volta lentamente.

Ghost: "Eu estava adormecida. Agora estou acordada."

Ela apertou enter. A tela brilhou em seus olhos escuros, refletindo um fogo que fora sufocado por tempo demais.

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