Gênero Ranking
Baixar App HOT
Depois que Meu Marido me Traiu, Casei-me com o Maior Rival Dele
img img Depois que Meu Marido me Traiu, Casei-me com o Maior Rival Dele img Capítulo 1
1 Capítulo
Capítulo 7 img
Capítulo 8 img
Capítulo 9 img
Capítulo 10 img
Capítulo 11 img
Capítulo 12 img
Capítulo 13 img
Capítulo 14 img
Capítulo 15 img
Capítulo 16 img
Capítulo 17 img
Capítulo 18 img
Capítulo 19 img
Capítulo 20 img
Capítulo 21 img
Capítulo 22 img
Capítulo 23 img
Capítulo 24 img
Capítulo 25 img
Capítulo 26 img
Capítulo 27 img
Capítulo 28 img
Capítulo 29 img
Capítulo 30 img
Capítulo 31 img
Capítulo 32 img
Capítulo 33 img
Capítulo 34 img
Capítulo 35 img
Capítulo 36 img
Capítulo 37 img
Capítulo 38 img
Capítulo 39 img
Capítulo 40 img
Capítulo 41 img
Capítulo 42 img
Capítulo 43 img
Capítulo 44 img
Capítulo 45 img
Capítulo 46 img
Capítulo 47 img
Capítulo 48 img
Capítulo 49 img
Capítulo 50 img
Capítulo 51 img
Capítulo 52 img
Capítulo 53 img
Capítulo 54 img
Capítulo 55 img
Capítulo 56 img
Capítulo 57 img
Capítulo 58 img
Capítulo 59 img
Capítulo 60 img
Capítulo 61 img
Capítulo 62 img
Capítulo 63 img
Capítulo 64 img
Capítulo 65 img
Capítulo 66 img
Capítulo 67 img
Capítulo 68 img
Capítulo 69 img
Capítulo 70 img
Capítulo 71 img
Capítulo 72 img
Capítulo 73 img
Capítulo 74 img
Capítulo 75 img
Capítulo 76 img
Capítulo 77 img
Capítulo 78 img
Capítulo 79 img
Capítulo 80 img
Capítulo 81 img
Capítulo 82 img
Capítulo 83 img
Capítulo 84 img
Capítulo 85 img
Capítulo 86 img
Capítulo 87 img
Capítulo 88 img
Capítulo 89 img
Capítulo 90 img
Capítulo 91 img
Capítulo 92 img
Capítulo 93 img
Capítulo 94 img
Capítulo 95 img
Capítulo 96 img
Capítulo 97 img
Capítulo 98 img
Capítulo 99 img
Capítulo 100 img
img
  /  2
img
img

Depois que Meu Marido me Traiu, Casei-me com o Maior Rival Dele

Autor: Mouse
img img

Capítulo 1

A chuva não apenas caía; ela agredia o vidro.

Vivian Sterling estava parada diante da janela que ia do chão ao teto do quarto principal na propriedade Kensington, seu reflexo um fantasma pálido contra a escuridão lá fora. O relógio antigo na parede, um presente de casamento de sua sogra que fazia um tique-taque mais alto que uma batida de coração, marcou duas da manhã.

Tique. Taque. Tique. Taque.

Era o som de sua vida se esvaindo.

Feixes de luz gêmeos cortaram a tempestade, iluminando o longo e sinuoso caminho de entrada. O cascalho rangeu sob pneus pesados. Ele estava em casa.

Vivian fechou os olhos por um único segundo. Ela inspirou profundamente, enchendo os pulmões com o ar estéril e condicionado do quarto, e quando expirou, não era mais Vivi, a mulher. Era Vivian Kensington, a esposa. Seus músculos faciais, treinados ao longo de três anos de disciplina rigorosa, se moldaram em um sorriso suave e acolhedor. Era uma máscara feita de carne e osso, mas parecia tão pesada quanto ferro.

A porta da frente bateu com força no andar de baixo. Passos pesados ecoaram na escada de mármore.

A porta do quarto se abriu bruscamente.

Julian Kensington trouxe a tempestade com ele. Seu terno estava úmido, seu cabelo desgrenhado, e o cheiro de uísque caro se agarrava a ele como uma segunda pele. Ele não olhou para ela. Ele nunca mais realmente olhava para ela. Para ele, ela era apenas um acessório no quarto, como o relógio ou as cortinas.

"Você ainda está acordada", ele murmurou, tirando o paletó com um gesto displicente. Ele o estendeu sem virar a cabeça, esperando que ela estivesse lá.

Ela sempre estava lá.

Vivian deu um passo à frente, seus pés descalços silenciosos no tapete felpudo. Ela pegou o paletó. O tecido estava frio e úmido contra a ponta de seus dedos.

"Estava chovendo muito forte", ela disse suavemente. "Eu não consegui dormir."

"Tive uma reunião até tarde. Não pergunte." Julian afrouxou a gravata, seus movimentos bruscos e impacientes.

Vivian se virou para pendurar o paletó no mancebo. Foi quando ela viu.

Era um único fio de cabelo.

Estava preso na lã escura de sua gola, brilhando como um filamento de fio de ouro sob a iluminação embutida. Era longo. Muito mais longo que o dela. E era loiro. O cabelo de Vivian era de um castanho profundo e intenso.

Sua respiração engasgou em sua garganta, um som minúsculo e fraturado que a chuva engoliu.

Ela se inclinou mais, apenas alguns centímetros. O cheiro a atingiu então. Não era apenas uísque e chuva. Por baixo das notas masculinas, havia algo enjoativo. Algo doce. Baunilha e almíscar pesado.

Midnight Rose.

Era um perfume que ela conhecia. Tinha visto o frasco em revistas. Era jovem, agressivo e desesperado por atenção.

A bile subiu por sua garganta, quente e ácida. Seu estômago se contorceu em um nó tão apertado que era fisicamente doloroso. Seus dedos tremeram enquanto ela arrancava o cabelo dourado da gola. Parecia que estava segurando uma lâmina de barbear.

"Vivian? Água", Julian ordenou do outro lado do quarto.

Ela deixou o cabelo cair no bolso de seu roupão de seda. "Já vou."

Sua voz estava firme. Como sua voz podia estar tão firme quando seu mundo estava desmoronando?

Ela serviu um copo de água da jarra de cristal na mesa de cabeceira. Suas mãos tremiam, a água ondulando no copo. Ela forçou seu aperto até que os nós de seus dedos ficassem brancos.

Julian já estava indo para o banheiro. Ele jogou o celular na mesa de cabeceira. O aparelho caiu com a tela para cima.

Vivian pousou a água. Ela não deveria olhar. Ela sabia que não deveria olhar.

A tela se acendeu.

Uma notificação.

Candy: Você deixou suas abotoaduras na minha mesa de cabeceira. Já estou com saudades.

O quarto girou. O chão parecia se inclinar sob seus pés. Vivian encarou o nome. Candy. Parecia uma piada. Parecia o desfecho cômico de uma tragédia que ela não sabia que estava protagonizando.

O chuveiro do banheiro foi ligado, o fluxo de água abafando o silêncio.

Vivian não chorou. Ela não conseguia. O choque foi absoluto demais, congelando suas lágrimas antes que pudessem se formar. Ela se moveu com a precisão de um robô. Pegou seu próprio celular, o desbloqueou e o posicionou sobre a tela de Julian.

Clique.

Ela tirou uma foto da mensagem. Depois, tirou uma foto do horário.

Ela enfiou a mão no bolso e tirou os pequenos sacos plásticos transparentes que guardava para suas joias. Ela colocou o longo fio de cabelo loiro dentro e o selou.

Seu coração martelava contra suas costelas, um pássaro frenético preso em uma gaiola. Tum. Tum. Tum. Era tão alto que ela tinha certeza de que Julian podia ouvi-lo por cima do barulho do chuveiro.

Ela entrou no closet, seu santuário. Ajoelhou-se junto ao cofre escondido atrás de uma fileira de casacos de inverno. Seus dedos voaram sobre o teclado numérico. Lá dentro, aninhado entre seu passaporte e sua certidão de nascimento, havia um laptop que ela não usava há meses.

Ela o abriu. A luz azul da tela iluminou seu rosto pálido.

Ela navegou para um servidor seguro na nuvem que havia nomeado de Project Liberty. Ela carregou a foto da mensagem de texto. Registrou a data e a hora da descoberta do cabelo.

Então, ela abriu um rascunho de e-mail endereçado a Harper Hayes.

Harper era a advogada de divórcio mais implacável da cidade. Ela era um tubarão de Louboutins.

Vivian digitou, seus dedos frios e rígidos.

Assunto: Ativação.

Corpo: Eu tenho a prova. Inicie o Plano B.

Ela apertou enviar.

O chuveiro foi desligado.

Vivian fechou o laptop com força, o enfiou de volta no cofre e o trancou. Ela se levantou, alisando seu roupão de seda. Viu seu reflexo no espelho de corpo inteiro.

Ela parecia a mesma. Essa era a parte mais aterrorizante. Ela parecia exatamente a esposa obediente e submissa que Julian pensava possuir. Mas por trás de seus olhos, algo havia morrido. E outra coisa havia nascido.

Ela voltou para o quarto no exato momento em que Julian saía do banheiro, com uma toalha enrolada na cintura. O vapor saía em nuvens atrás dele.

"Você separou meu pijama?", ele perguntou, sem olhar para ela.

"Na cadeira", disse Vivian.

Ele deixou a toalha cair e vestiu a calça de seda. Subiu na cama, virando-se de costas para ela imediatamente.

"Luzes", ele resmungou.

Vivian apagou o abajur. A escuridão inundou o quarto, pesada e sufocante. Ela subiu em seu lado da cama, ficando o mais perto possível da beirada sem cair.

Julian se mexeu. Seu braço envolveu a cintura dela.

Vivian congelou. Cada músculo de seu corpo enrijeceu. A pele dele parecia ferro em brasa contra seu lado. O cheiro de seu sabonete não conseguia mascarar o aroma fantasma de Midnight Rose que persistia em sua memória.

"Vem cá", ele murmurou, sonolento.

"Eu... estou com dor de cabeça, Julian", ela sussurrou. "Acho que estou pegando alguma coisa."

Ele resmungou, irritado, e retirou o braço. "Tudo bem. Só não me passe a doença."

Em poucos minutos, sua respiração se estabilizou em um ronco.

Vivian ficou deitada no escuro, encarando o teto. Ela podia sentir o fantasma do anel em seu dedo. Ela o deslizou para fora, segurando o pesado diamante na palma da mão. Parecia frio. Parecia uma algema.

Ela o colocou na mesa de cabeceira. Então, depois de um longo momento, ela o pegou e o deslizou de volta no dedo.

Ainda não.

Ela precisava de mais. Ela precisava de tudo.

Lá fora, a tempestade continuava, mas a tempestade dentro de Vivian estava apenas começando.

            
Próximo
            
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022