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Tarde Demais para o Arrependimento do Meu CEO
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Capítulo 4

Era hora do almoço, mas Gracia ainda estava em sua mesa. Ela tinha um sanduíche embrulhado em papel-alumínio, mas não o havia aberto.

Seu celular pessoal vibrou sobre a mesa.

Birdie Ligando.

Gracia o pegou instantaneamente. Olhou ao redor. O escritório estava quase vazio, apenas algumas pessoas comendo salada em suas mesas com fones de ouvido.

Ela atendeu. - Oi, meu bem.

- Mamãe - a voz de Birdie era fraca e embargada. - Minha barriga dói. Tipo a dor ruim.

O coração de Gracia parou. "A dor ruim" significava as cólicas que às vezes precediam uma convulsão.

- Onde está a vovó? - Gracia perguntou, mantendo a voz baixa e calma.

- Ela foi à farmácia. Disse para eu esperar. Mas está doendo agora.

Gracia verificou a hora. 12:15. Se saísse agora, poderia chegar lá em quarenta minutos. Mas ela tinha uma reunião com a Brenda às 13:00. Se perdesse, estaria fora.

Ela ouviu o baque pesado de passos no carpete atrás dela. Um grupo de pessoas. Homens.

Ela olhou por cima do ombro. Era Bridger. Ele estava andando com o CFO e dois outros engravatados, em direção à sala de conferências no fim do corredor. Ele estava a uns três metros de distância.

O pânico disparou em seu peito. Se Birdie continuasse falando, se mencionasse algo específico...

Gracia tinha que controlar a narrativa. Tinha que fazer Birdie parecer uma criança normal com um pai normal e presente.

Ela elevou a voz um pouco, projetando-a para que alcançasse o suficiente.

- Está tudo bem, queridinha - disse ela ao telefone. - Não tenha medo. Deixa o papai ir te buscar, tá bom?

Do outro lado da linha, houve silêncio. Birdie estava confusa.

- Papai? - sussurrou Birdie.

Gracia viu o passo de Bridger vacilar. Apenas por uma fração de segundo. Suas costas enrijeceram.

Ele diminuiu o ritmo, a cabeça virando ligeiramente em direção ao cubículo dela. Seus olhos se estreitaram, examinando-a.

- Sim - continuou Gracia, sua mão suando contra a capa de plástico do celular. - O papai está bem perto de casa. Estou ligando para ele agora na outra linha. Ele vai te levar ao médico.

Ela estava atuando para uma plateia de uma pessoa só.

Bridger parou completamente. O CFO parou com ele, parecendo confuso.

Bridger encarou as costas de Gracia. Ela podia sentir o olhar dele queimando através de seu blazer barato.

- Tá bom, mamãe - disse Birdie, com a voz fraca e assustada, mas confiante.

- Seja uma menina corajosa. O papai está chegando.

Gracia desligou. Seu coração martelava com tanta força que ela pensou que poderia machucar suas costelas.

Ela não se virou. Encarou a tela preta do computador, esperando.

Bridger ficou parado ali por mais cinco segundos. Ele estava dissecando a conversa. Papai. Então o marido estava por perto. Ele era presente. Era ele quem buscava a filha doente.

Uma onda de ciúme irracional e ardente inundou suas veias. Ele odiava aquele homem imaginário. Ele odiava que Gracia dependesse dele.

- Jennings? - perguntou o CFO.

Bridger voltou a si. Seu rosto endureceu, tornando-se uma máscara de pedra.

- Vamos - ele rosnou.

Ele passou pelo cubículo dela sem outro olhar, mas o ar ao redor dele parecia turbulento.

Gracia desabou na cadeira. Ela imediatamente mandou uma mensagem para a mãe: *Emergência. Vá para casa agora. Birdie está com dor.*

Ela esperou até que os três pontinhos se transformassem em *A caminho*.

Dez minutos depois, um e-mail chegou à caixa de entrada geral.

De: RH Geral.

Assunto: Lembrete de Política - Chamadas Pessoais.

Com efeito imediato, todas as chamadas pessoais devem ser atendidas fora da área de trabalho. Assuntos familiares não devem interferir no horário comercial principal. Somos um local de negócios, não um centro de coordenação de creche.

Gracia leu o e-mail. Suas mãos se fecharam em punhos.

Era mesquinho. Era cruel. E era diretamente para ela.

Ela olhou em direção ao escritório de vidro no fim do corredor. Bridger estava lá. Ela não podia vê-lo, mas sabia que ele havia ditado aquilo.

Ele a estava punindo por ser mãe. Ele a estava punindo por ter um "marido".

Gracia engoliu o nó na garganta. *Tudo bem*, ela pensou. *Você quer uma guerra? Eu aguento. Desde que você nunca descubra que o "Papai" de quem eu estava falando era você.*

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