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Tarde Demais para o Arrependimento do Meu CEO
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Capítulo 6

Gracia estava tossindo. Era um som carregado e rascante que ela tentava abafar no cachecol.

Seu nariz estava vermelho, e sua pele tinha a cor de papel velho. A caminhada até o metrô na chuva congelante tinha feito seu estrago. Ela estava com febre; podia sentir o calor irradiando por trás dos olhos.

Era 12:30. A copa estava lotada.

O ar cheirava a restos de comida esquentados: curry, lasanha, pipoca.

Gracia sentou-se em uma pequena mesa redonda com um copo de água quente. Aquele era seu almoço. Ela tinha gastado seus últimos vinte dólares na recarga do remédio de Birdie esta manhã.

Seu estômago roncou. Um protesto alto e gutural que silenciou a conversa na mesa ao lado.

Gracia corou violentamente. Ela pressionou a mão contra o estômago, fingindo checar o celular.

Tess sentou-se à sua frente. Ela largou um pesado saco de papel pardo sobre a mesa.

"Eu pedi dois sanduíches de peru sem querer", disse Tess, sem fazer contato visual. Ela empurrou um sanduíche embrulhado na direção de Gracia. "Vão estragar. Me ajuda?"

Gracia olhou para o sanduíche. Era da delicatessen gourmet do andar de baixo. Custava dezoito dólares.

"Tess, eu não posso", disse Gracia com a voz rouca.

"Pode, sim. A menos que queira que eu jogue no lixo, o que é um pecado contra o peru."

O orgulho de Gracia lutava contra sua fome. A fome venceu.

"Eu te pago na sexta", sussurrou Gracia.

"Cala a boca e come."

Gracia desembrulhou o sanduíche. Suas mãos tremiam enquanto o levantava. A primeira mordida foi divina.

Lá em cima, no mezanino com paredes de vidro que dava para a copa, Bridger estava parado como uma gárgula.

Ele a estava observando.

Ele viu o jeito como ela devorava o sanduíche. Viu o jeito como ela segurava o copo de água quente como se fosse precioso.

Onde está o dinheiro?, pensou ele. Onde está o dinheiro do marido?

Se ela era casada com um sócio, por que estava passando fome?

Ele sentiu uma onda de raiva irracional pelo homem desconhecido. Você não cuida dela, pensou ele. Eu a teria alimentado.

Ele se virou para Sloane.

"Por que a temperatura aqui dentro está tão baixa?", ele exigiu.

Sloane checou o aplicativo do termostato. "Está em 72 graus, senhor."

"Está congelando", mentiu Bridger. "E peça para alguém reabastecer os kits de primeiros socorros no andar do marketing. Estão vazios."

"Estão?"

"Apenas faça."

Bridger se afastou. Ele não aguentava mais vê-la comendo de caridade. Isso o fazia querer quebrar alguma coisa.

Lá embaixo na copa, Tess se inclinou.

"Ei, você ouviu falar do Projeto Windfall?"

Gracia engoliu um pedaço de peru. "Não."

"A nova divisão de jogos. Estão tentando contratar Zephyr para a arte conceitual."

Gracia engasgou. Ela tossiu violentamente, pegando sua água. Seu coração martelava contra suas costelas. Zephyr. O nome ecoou no espaço pequeno e lotado, um segredo que ela guardava com a própria vida.

"Zephyr?", ela guinchou, forçando a voz a soar casual.

"Sim, o artista digital. O fantasma. Ninguém sabe quem ele é. Ou ela. Aparentemente, Bridger está obcecado em contratá-lo. Diz que o estilo é a única coisa que se encaixa na visão."

O coração de Gracia disparou. Ela tomou um gole lento de água, com a mente a mil. Uma oportunidade. Uma oportunidade perigosa e aterrorizante.

"Eles... o encontraram?", Gracia perguntou, cuidadosa.

"Não. Estão fazendo uma proposta anônima. Uma bolada. Seis dígitos por um portfólio."

Seis dígitos.

Gracia olhou para o embrulho vazio de seu sanduíche. Seis dígitos significavam a cirurgia de Birdie. Significavam pagar a dívida. Significavam liberdade.

Mas significava trabalhar diretamente com Bridger. Significava arriscar ser descoberta.

"Loucura", disse Gracia, tentando soar entediada.

Ela voltou para sua mesa. Em cima de seu teclado havia uma caixa de DayQuil e um frasco de Vitamina C.

Ela olhou em volta. "Tess?"

Tess balançou a cabeça de sua própria mesa. "Não fui eu."

Gracia pegou a caixa. Era da marca cara.

Ela ergueu o olhar para o escritório de vidro no último andar. As persianas estavam fechadas.

Ela tomou duas pílulas. Não se importava com quem as tinha enviado. Só precisava sobreviver ao dia.

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