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Tarde Demais para o Arrependimento do Meu CEO
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Capítulo 5

O elevador apitou às 21:30.

Gracia esfregou a nuca. Seus músculos estavam cheios de nós. Ela tinha terminado a digitação dos dados. Estava perfeito.

Ela entrou no elevador, desesperada para ir para casa.

Já havia alguém lá dentro.

Bridger.

Ele estava encostado na parede do fundo, segurando o paletó em um braço. Sua gravata estava frouxa, o primeiro botão da camisa, desabotoado. Ele parecia exausto, mas devastadoramente lindo.

Gracia paralisou. As portas começaram a se fechar. Ela estendeu a mão para impedi-las, com a intenção de recuar.

Bridger apertou o botão de "Fechar Porta".

"Entre", ele disse, com a voz impassível. "Não tenho tempo para esperar o próximo elevador."

Gracia entrou. Ela se espremeu no canto da frente, o mais longe dele que o pequeno espaço permitia.

O ar tinha o cheiro dele. Sândalo e algo forte, como uísque caro.

O elevador descia. Andar 30. Andar 29.

Bridger não olhou para ela. Ele encarava o reflexo dela nas portas de aço polido.

"Trabalhando até tarde", ele observou. Não era uma pergunta.

"Sim", disse Gracia.

"Seu marido se importa?"

A pergunta pairou no ar.

Gracia apertou a alça da bolsa. "Ele apoia minha carreira."

Bridger soltou uma risada curta e ríspida. "Carreira? É assim que você chama a digitação de dados?"

"Paga as contas", ela disse, na defensiva.

"Paga mesmo? Ou ele espera que você traga o sustento para casa enquanto ele brinca de papai?"

Ele a estava provocando. Estava tentando arrancar informações sobre o homem que ele pensava que ela amava.

"Ele é um bom pai", disse Gracia. Era a única verdade que ela podia oferecer, porque Bridger seria um bom pai, se soubesse.

Bridger virou a cabeça para olhá-la. Seus olhos eram poços escuros de ressentimento.

"Tenho certeza de que é."

O elevador chegou ao saguão. As portas se abriram.

Lá fora, uma tempestade havia começado. A chuva açoitava as portas de vidro do saguão, transformando o mundo em um borrão de cinza e preto.

Gracia pegou o celular. Ela abriu o aplicativo da Uber.

$82,00.

Ela encarou o número. Tarifa dinâmica.

Ela não tinha como pagar. Isso era metade das compras da semana.

Normalmente, a empresa reembolsava as corridas depois das 21h.

Bridger passou por ela. Um Maybach preto esperava no meio-fio, com o motorista já de pé com um guarda-chuva enorme.

Bridger parou. Olhou para a chuva, depois para Gracia.

"A propósito", ele disse casualmente, por cima do som do trovão. "Estamos cortando custos. A partir de hoje à noite, o auxílio-transporte noturno está suspenso para funcionários não executivos."

Gracia olhou para ele, o horror tomando conta de seu rosto. "O quê?"

"Você me ouviu. Acabaram as caronas de graça."

Ele fez um sinal para o motorista.

Gracia olhou para o celular de novo. $82. Ela não podia pagar.

"Por quê?", ela perguntou, com a voz trêmula.

Bridger entrou debaixo do guarda-chuva. Ele olhou para trás, para ela, com o rosto iluminado pelos faróis do carro.

"Ligue para o seu marido compreensivo", ele disse friamente. "Deixe que ele venha te buscar."

Ele entrou no carro. A porta bateu com um baque pesado e definitivo.

O carro partiu, espirrando água na calçada.

Gracia ficou sozinha no saguão. O segurança olhou para ela com compaixão.

Ela guardou o celular. Tirou um guarda-chuva quebrado de sua sacola. Uma das hastes estava quebrada.

Ela saiu para a chuva. A estação de metrô ficava a quatro quarteirões de distância.

Bridger a observava do banco de trás do Maybach. Ele a viu lutar com o guarda-chuva quebrado enquanto o vento o virava ao avesso. Ele a viu encolher os ombros contra o temporal gelado.

Ele esperou que um carro parasse. Esperou que o marido a salvasse.

Ninguém veio.

Ela caminhou sozinha para a noite escura e úmida.

Bridger sentiu um nó se apertar em seu estômago. Ele pegou o celular para dizer ao motorista que voltasse, mas seu orgulho impediu sua mão.

"Ela escolheu isso", disse a si mesmo. "Ela o escolheu."

Mas, enquanto o carro acelerava em direção à sua cobertura, a imagem da pequena figura dela lutando contra o vento queimou em sua retina.

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