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A Esposa Descartada é Bilionária
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Capítulo 4

Seis Anos Depois.

O saguão do Coast City First Hospital era uma sinfonia caótica de pacientes tossindo, telefones tocando e rodas de macas rangendo. Giselle se movia por ele como um fantasma de branco.

"Dra. Mandy", gaguejou um residente, correndo para acompanhar o passo dela. "A interconsulta da neuro no quarto 304... estão pedindo sua opinião sobre a resposta sináptica."

Giselle ajeitou seus óculos de armação de arame. A máscara cirúrgica cobria a metade inferior de seu rosto, e seu cabelo estava preso para trás em um coque severo e apertado. Ninguém olhava para ela e via Giselle Villarreal. Eles viam a Dra. Mandy, o fantasma do mundo neurológico. Ela não usava joias, nem maquiagem, apenas um relógio simples e funcional em seu pulso que contrastava com os bilhões em sua conta bancária.

"Aumente a dosagem do inibidor em 2%", disse ela, com a voz firme. "E verifique a pressão do líquido cefalorraquidiano. Você não percebeu os microtremores na mão esquerda dele."

O residente piscou, impressionado. "Certo. Sim. Obrigado, Doutora."

Giselle checou o relógio médico genérico em seu pulso. 15:00. Ela tinha exatamente vinte minutos antes de ter que buscar Kim em sua aula de balé.

Ela virou a esquina em direção aos elevadores, sua mente já passando de neurotoxinas para os planos do jantar.

Baque.

Algo pequeno e sólido bateu em suas pernas.

Giselle tropeçou para trás, recuperando o equilíbrio. Ela olhou para baixo.

Um garotinho, de não mais que cinco anos, estava agarrado ao seu jaleco. Ele estava vestido com um terninho azul-marinho em miniatura, feito sob medida, que provavelmente custava mais do que o carro da maioria das pessoas. Seu cabelo escuro estava despenteado, e seus grandes olhos castanhos estavam arregalados de pânico.

"Psiu!", ele sibilou, pressionando um dedo nos lábios.

"Garotinho?", ela começou, se abaixando para soltá-lo.

"Me esconda!", ele sussurrou com urgência. "Os gorilas estão vindo!"

"Gorilas?"

"Jamin! Mestre Jamin!", vozes grossas ecoaram da entrada principal.

Giselle ergueu o olhar. Três homens de ternos pretos examinavam a multidão, parecendo frenéticos. Guarda-costas.

O menino, Jamin, olhou para ela. Seus olhos... Giselle congelou. Aqueles olhos. Eram da cor de café expresso. Eram os olhos de Joseph.

Seu coração martelava contra suas costelas. Este era o filho de Joseph. O filho de Clydie.

Ela deveria tê-lo afastado. Deveria ter chamado os guardas. Mas o terror em seu rostinho despertou algo primal nela.

Ela deu um passo para o lado, abrindo seu jaleco branco o suficiente para protegê-lo entre ela e uma grande samambaia em um vaso. Ela pegou um prontuário de debaixo do braço e fingiu lê-lo.

Os guarda-costas passaram correndo por eles, seus fones de ouvido zumbindo.

Quando eles se foram, Jamin espiou. Ele soltou um suspiro dramático de alívio. "Essa foi por pouco. Eles são tão irritantes."

Ele olhou para ela, inclinando a cabeça. "Uau."

"Uau o quê?", ela perguntou, tentando manter a voz firme.

"Você tem olhos muito bonitos", ele disse solenemente. "Você se parece com a mamãe dos meus sonhos."

A respiração de Giselle falhou. "Acho que você está me confundindo com outra pessoa."

"Nop", disse ele, estalando o 'p'. Ele pegou a mão dela. Seus dedos eram pequenos e quentes. "Eu ouvi a enfermeira te chamar de Dra. Mandy. Você é a chefe aqui?"

"Eu trabalho aqui", ela corrigiu suavemente, seu pulso ainda acelerado.

"Você é solteira? Eu preciso de uma namorada."

Giselle não conseguiu evitar. Uma risada escapou por sua máscara. "Sou um pouco velha para você."

"Não para mim", disse ele, balançando a cabeça. "Para o meu papai."

O sorriso dela desapareceu.

"Meu papai precisa de uma namorada. Ou de uma médica. Ou das duas." Jamin de repente agarrou o peito e gemeu. "Ah, não. Meu coração. Acho que estou morrendo."

Giselle se ajoelhou instantaneamente, seus dedos encontrando o pulso radial dele. Forte. Regular.

Ela estreitou os olhos para ele. "Seu coração está ótimo."

Ele abandonou a encenação imediatamente, sorrindo. "Ok, você me pegou. Eu não estou doente. Mas meu papai está. Ele está muito doente."

"Onde está sua mãe?", ela perguntou, as palavras com gosto de cinzas. "Ela não deveria estar ajudando ele?"

O rosto de Jamin se entristeceu. A centelha brincalhona desapareceu. "Eu não gosto dela", ele murmurou, chutando o ladrilho do chão. "Ela é má. Ela só quer o dinheiro do papai. O papai também não gosta dela. Ele a expulsou."

O cérebro de Giselle entrou em curto-circuito. A expulsou? Mas as notícias... os tabloides os pintavam como o casal poderoso perfeito.

"Dra. Mandy para a emergência. Dra. Mandy para a emergência", a voz no alto-falante soou.

Giselle se levantou. "Eu tenho que ir, Jamin. Vá encontrar seus guardas."

"Espere!", ele segurou a manga dela. "Por favor. Meu papai... ele sente dor. Ele bate a cabeça na parede porque dói muito."

Ela parou. Aquilo soava como síndrome de resíduo neurotóxico.

"Por favor", ele sussurrou, seus olhos se enchendo de lágrimas. "Ajude ele."

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