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Uma Relação Proibida
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Capítulo 2 Capitulo 2

- Saulo... - minha mãe balbuciou.

- Só confia em mim. - Ele se esforçou para sorrir.

Eu queria acreditar e me esforcei para isso. Meu pai entregou o dinheiro para a minha mãe e ela ficou feliz. Parecia uma boa notícia e eu deveria me contentar com isso ao invés de ficar pensando no que poderia dar errado.

Depois de comermos um ensopado de peixe, saí para pegar os cocos na praia e encontrei minha amiga indo fazer o mesmo.

- Seu pai também voltou do mar? - Arrisquei-me a perguntar enquanto olhava para cima, pensando em como subiria para conseguir cortar. Os mais baixos já haviam sido retirados, restando apenas os mais difíceis.

- Ontem à noite. - Soltou um suspiro de alívio. - A pesca não foi muito boa, mas vai ajudar a nos manter por alguns dias. - E o seu?

- Também vamos nos virar por um tempo.

Eu não compartilhei com ela a minha estranha desconfiança. Não queria parecer estraga-prazeres já que a minha mãe havia ficado tão feliz.

Tudo iria ficar bem, eu só precisava de um pouco de fé.

Capítulo três

Alguns dias depois...

- Essas foram as garotas que os pais notificaram o desaparecimento para máfia...

Levantei a cabeça no momento em que o Ettore começou a falar e vi o painel atrás dele. Eram seis fotos de moças jovens e bonitas, mas elas não tinham um padrão específico, havia brancas e negras e até mesmo uma com traços asiáticos.

- Cruzei com o banco de dados da polícia e encontrei essas outras quatro.

- Qual o padrão?

- Ainda estou tentando identificar.

- Achei que fosse melhor nisso - provoquei.

O meu primo revirou os olhos. Ele era bom no que fazia, mas não gostava de ser desafiado.

- A mais nova tem dezesseis anos e a mais velha vinte e quatro. O principal conjunto de informações é que são jovens, bonitas e vêm de famílias pobres que não têm qualquer recurso para tentar encontrá-las. Como não foi achado nenhum corpo, acredito que elas não tenham sido apenas sequestradas e assassinadas.

- E o que mais você tem?

O painel atrás dele se modificou, transformando-se em um mapa com vários pontos vermelhos.

- Desaparecimentos por todo mediterrâneo.

- Estão traficando as garotas.

- Sim.

Tráfico de pessoas era algo mais comum do que eu gostaria. Por mais que eu houvesse nascido em uma família com a sua cota de crimes, aquele era um tipo que não praticávamos. Sequestrar mulheres e vendê-las para quem estivesse disposto a pagar por uma noite ou por várias delas era algo que abominávamos.

Geralmente não deveríamos nos meter, não era assunto nosso e cada máfia levava seus negócios como bem desejava. Guerras nãos eram boas para nós, entretanto, fosse lá quem fosse, ousou caçar nas nossas terras e seria punido por isso.

- Vamos descobrir quem são e acabar com eles.

- Temos que informar ao Marco primeiro. Uma coisa é ir atrás de meia dúzia de idiotas que roubaram um dos nossos caminhões, outra...

- Acha que não devemos fazer nada? - Cruzei os braços e levantei a cabeça em uma postura mais firme.

- Não foi o que eu disse.

- Eu vou falar com o chefe enquanto você dá um jeito de encontrar esses caras antes que mais uma garota italiana desapareça.

- Okay.

Levantei-me da cadeira e saí da pequena caverna que o meu primo mantinha em seu apartamento, com alta tecnologia capaz de quebrar qualquer sistema do mundo e encontrar qualquer um.

Eu não fora o único que tivera influência do pai. Ettore e os irmãos haviam crescido cercados de computadores e tecnologia e atualmente ajudavam o pai nesses assuntos.

Enquanto Lorenzo, meu irmão, acompanhava o Dante e o tio Marco, se preparando para ser o próximo consigliere, Ettore e eu colocávamos a mão na massa e resolvíamos os problemas.

Dirigi de volta para a mansão Bellucci e cheguei lá no meio da tarde. Deixei o blazer no banco do carona do carro e caminhei até a sala de estar. Minha avó estava entretida com um dos seus livros, mas levantou a cabeça assim que me viu.

- Thiago!

- Oi, vovó.

- Andou sumido.

- Só trabalhando. - Dei de ombros.

Por mais que a nona soubesse o que eu fazia a serviço da máfia preferia não entrar em detalhes.

- Quer biscoitinhos? - Ela se curvou em direção da mesa de centro e estendeu uma cesta na minha direção.

Aproximei-me e peguei dois, jogando-os na boca. Mastiguei antes de dar um beijo na bochecha dela e me afastar.

Sempre em alerta, conseguia ouvir a voz do meu tio vindo do andar de cima e deduzi que ele estava no escritório. Bati na porta e esperei que me deixassem entrar.

Dentro do cômodo estava meu tio, o chefe, Dante, meu irmão Lorenzo e o meu pai.

- Soube que estava na Sicília. - Os olhos do Marco viraram diretamente na minha direção.

- Luca me informou sobre o desaparecimento de algumas garotas e eu fui investigar. O Ettore descobriu que não foi só por lá. Tem relatos de desaparecimentos de mulheres por todo Mar Egeu. Pode não parecer assunto nosso, mas procuraram o Luca e será só uma questão de tempo para que a população acione outros capi. Logo teremos a polícia europeia investigando além do medo do nosso povo de que a filha possa ser a próxima vítima.

- Já sabem quem está por trás disso? - Meu pai me questionou.

- Ainda não, mas estamos trabalhando nisso. Acredito que estejam sendo levadas para prostituição.

- É bem provável - ponderou o Marco. - Resolva isso, Thiago, de maneira limpa e rápida, sem atrair a atenção para nós.

- Será feito. - Assenti com um movimento de cabeça.

Eles sabiam que poderiam confiar em mim ao mesmo tempo em que eu não falava em nenhuma das minhas missões. Só não esperava que aquela pudesse ter tantos desafios.

Capítulo quatro

Acordei pela manhã e notei que o meu pai não estava em casa, provavelmente ele tinha saído bem cedo e desaparecido no mar antes do sol raiar como era de costume.

Fiquei parada na porta de casa, observando o oceano bem ao longe, depois de algumas casas do vilarejo e a praia. Perdida em minha própria mente, levou um tempo para que eu notasse a presença da minha mãe.

- Quer uma banana?

- Obrigada.

- No que está pensando?

- Em nada. - Desconversei com um sorriso amarelo.

- Com esse novo trabalho o seu pai voltará mais vezes para casa.

- Eu espero que sim.

- Juliana...

- Ah, mãe! Não acha estranho esse novo trabalho do meu pai?

- Por que seria?

- Que empresa é essa? O que ele está transportando, por que mais ninguém da ilha está trabalhando com ele?

- Seu pai está tentando fazer o melhor por nós.

Poderia até ser, mas não conseguia evitar me sentir estranhamente desconfortável. Meus sentidos em alerta me diziam que algo bem terrível poderia acontecer.

Capítulo cinco

Ettore encontrou um padrão no comportamento dos sequestros que estava avançando em direção ao Atlântico e esperávamos encontrá-los na Sardenha naquela noite. Havia um pequeno vilarejo na ilha que vivia quase que exclusivamente de pesca. Sem o holofote das praias turísticas ou dos resorts. Parecia um bom local para que pessoas como as que estávamos procurando se arriscassem a agir.

Geralmente eu não tinha prazer em matar, era o meu trabalho e o fazia bem, apenas isso, mas aquela vez teria um gosto especial.

Aqueles desgraçados eram mesmo muito burros por ousarem agir na Itália achando que não haveria punição.

- Tem um barco de pesca se aproximando da praia. - Ouvi a voz do Ettore do ponto que eu usava no ouvido.

Daquela vez eu não estava sozinho. Havia outros cinco soldados comigo. Como não sabia exatamente com quem iria lidar, era melhor que tivesse alguém para me cobrir. Além disso, meu primo estava de uma das casas com toda a sua parafernália eletrônica e pelo menos dez drones cobrindo a área. Seria impossível que alguém se aproximasse antes de ser visto.

- Parece daqui?

- Tem inscrições em grego na lateral.

- Fique de olho nele.

- Não precisa me ensinar o óbvio.

- Apenas faça.

Fiquei em silêncio e me movimentei atrás da pedra onde estava escondido. Fiz um gesto para que os homens comigo continuassem nas sombras. Não queria que nenhum deles fosse visto antes da hora.

Por enquanto era só um barco suspeito, não poderia agir antes que tivesse certeza.

Dois homens saíram da embarcação e levou aproximadamente uma hora para que retornassem carregando algumas bolsas e uma garota desmaiada sobre o ombro.

Saquei a minha arma e verifiquei o posicionamento do silenciador antes de gesticular para que os homens me seguissem.

Aproximei-me de um dos homens com um golpe furtivo, atingindo-o na base do pescoço e fazendo com que tombasse para o chão. Segurei a garota desmaiada com o meu peito para evitar que ela caísse no chão e um dos drones do meu primo abateu o segundo cara antes que esse atirasse em mim.

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