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Capítulo 2 Dois

Yassira

- Boa tarde senhor, eu vi no anúncio que aqui estava se contratando. - Após sair daquela casa, eu fui rejeitada por mais duas senhoras alegando que seus maridos não conseguem controlar o que está dentro das suas calças. Depois disso, decidi procurar outro tipo de coisa. Por alguns minutos eu tive que parar para descansar os pés, pois a caminhada toda estava né deixando exausta, eu não era muito de fazer exercícios, mas eu não tinha problemas em andar a pé, apesar de Yumna sempre me convidar para correr ou mesmo caminhar por algumas horas eu sempre recusava. Sentada na bancada de uma pequena praça, eu fiquei observando as pessoas, em como suas expressões corporais e faciais diziam muito sobre si, em meio a tudo observação, meus olhos encontraram aquele Jovem moço de cabelos negros pagando por um café, em uma cafeteria perto daí. Ele era o moço mais lindo que eu vi naquele dia. Por alguns segundos ele se vira e eu me levanto, eu estava com vergonha. - E se ele tiver notado que eu o estava observando? - olhei novamente para trás para ter a certeza, porém o jovem não estava mais ali. Então o ponto a seguir estava a duas quadras de onde eu estava, sem muito a fazer, levanto meus pés em passos longos até o local. Assim que chego, observo que o lugar parecia um pouco estranho, porém não me importei muito, procuro por alguém para me atender ali e em seguida noto que um senhor estava me observado, assim que olho para ele, sorri de leve e vem até mim e eu o saúdo já indo logo no assunto.

-Em que você é formada? Perguntou desconfiado. - Você não é nenhuma espiã e muito menos da polícia certo? - riu e depois diz: - Brincadeira. - Forço um sorriso e o respondo.

- Eu sou formada em administração, gestão de recursos humanos, secretariado. Também tem alguns cursos que fiz durante um período que estão aí. - entrego o envelope com o curriculum e alguns certificados.

- Tem recomendações? - arqueia a sombrancelha.

- Não senhor, mas eu te garanto que faço tudo com maior prazer. Eu aprendo rápido e meu trabalho é satisfatório. - Sua expressão parecia gostar da resposta que lhe dei.

- Eu quero uma secretária. Acho que você pode conseguir esse emprego, se concordar com as políticas daqui. - Pisca para mim. - Me siga.

- Claro, podemos discutir sobre isso. - Respondo o seguindo.

- Vamos ver se gostará disso. - ele segura em um caderninho cor azul, por cima da capa está escrito algumas palavras, porém não consigo ver direito.

" O trabalho exige muito tempo e dedicação, tenho muitos negócios e as vezes, preciso de ajuda quanto a isso.."

"Sempre começamos as 8 AM até às 7 PM"

"O salário nunca é discutido, se não quiser podes ir pastar ovelhas, dependendo do que fizer, fará com que receba mais oi menos"

"Atendimento aos meus clientes, eu quero sempre com um sorriso"

"É necessário se trocar sempre que chegar aqui para trabalhar. Aqui estão as mudas, se não te servirem, segue essa reta, gira a esquerda e depois a direita para reajustar."

"Você nunca pode me questionar sobre os meus negócios"- Algumas coisas que ainda faltam, vamos falar quando der, agora só falta dizer se aceita e o emprego é será teu.

- Sim eu aceito. Quando começo?- Dou um pulo de alegria empolgada.

- Amanhã. - disse ele.

-Estarei aqui pontualmente as 08h. - Ainda empolgada, com as mãos quase suando de tanta alegria que nem mesmo eu estava conseguindo manter escondida por conta da felicidade. - Obrigada senhor... - Percebo que não sabia seu nome. - como te chamas? - olho para sua camisa desesperada procurando por alguma coisa, bem, o crachá não estava ali no seu lugar, ou talvez nem tenha, ou mesmo, nem goste de usar.

- Me chame de senhor Turco. - Tira um lencinho da sua camisa e limpa seu rosto que estava todo suado por conta das escadas e do calor imenso que fazia hoje.

- Está bem, senhor Turco, até amanhã. - Me despeço dele e saio com sorriso de orelha-orelha, o emprego é bom, o salário da prós gastos todos e ainda sobra uma graninha extra pro tratamento pra minha mãe.. - pensei enquanto olhava aquele contrato em minhas mãos já assinado por mim, enquanto caminhava.

- Hey sai da frente oh coisa sem noção.-uma voz conhecida saiu de trás de mim, olhei e era a Nicole Einstein, a filha dos ex patrões da minha mãe.

Me afastei logo em seguida, eu estava atravessando sem ao menos olhar o sinal de trânsito, Nicole olha pra mim com desdém no exato momento que eu ia abrir a boca para pedir desculpas, porém nem ao menos isso ela deixou passar, passou com uma velocidade daquelas que acabou me sujando com aquela água parada que ali estava. - Que raiva.- gritei.

Deixei passar, mas um dia ela vai saber quem eu sou.- pensei. Depois desse incidente que não é foi nada agradável, saio correndo pra dar uma olhadinha no mercado e uma hora depois volto pra casa, já estava um pouco tarde, cogitei que minha mãe já estava preocupada. Assim que avistei a minha casa, dou um suspiro de alívio.

- Finalmente casa. - Tiro o tênis e me jogo no sofá depois que adentro a casa.- Yum estava na cozinha, e minha mãe sentada na sala vendo TV. - Oi Yum, Como você passou?- Eu estava com aquele sorriso de orelha orelha.

- Eu passei bem, fiquei vendo aquele filme que a gente gosta. - ela lança aquele sorriso malvado. - Oh eu não podia esperar por você. - dá uma guardalhada.

- Ah não, eu vou te matar, porquê fez isso? Como está a minha mãe?- Ela já havia caído no sono e vê-la assim, me tranquiliza um pouco, porquê sei que ela está descansando da dor.

- Ela está bem, já dei a ela o jantar, melhor você ir falar com ela antes que durma, nos podemos conversar depois sobre o que aconteceu, até se sujar assim desse jeito. Me parece que a história é bem longa por sinal. - Ironiza.

- Mamãe, como você tá? Eu senti a tua falta.- a abraço e me deito do seu lado. Seu calor me fazia sentir-me protegida de todos males.

- Filha, eu estou bem.. - Ela pausa e suspira. - e como foi com você? - pergunta curiosa.

-Bem mamãe, eu consegui um emprego como secretária, de um senhor um pouco estranho, mas parece ser uma boa pessoa. - (...)(...)(...) - Olho pra minha mãe já dormindo, eu estava tão empolgada contando tudo, que nem notei ela fechando os olhos.

Levanto, puxo o lençol até seus ombros, e fico observando ela dormindo profundamente. Após ficar alguns minutos aí, saio de mansinho para não acorda-lá, mas antes apago a luz. Então, vou até Yumna que está esperando por mim na sala, ansiosa para ouvir as novidades do dia.

- Você não sabe o que me aconteceu.- Assim que chego, me sento e começo com um pequeno suspense. Yumna estava com um pote de sorvete de baunilha nas mãos, tomando sem nenhuma piedade, bom, ela estava meio que me castigando porque antes de ontem eu tomei um e não testei nem um pouco pra ela. - Primeiro eu fui a casa de uma senhora, que me tratou como se eu quisesse levar o marido dela, depois fui pro bar que precisavam de serventes, mas nem quiseram que eu mostrasse o que sei, logo depois, fui pro restaurante, me fizeram preparar uma lasanha e parece que não estava nada bom. - Yumna me olha e eu rio de mim mesma, após ver ela fazendo caretas. - E por último fui me candidatar como secretária, ele me aceitou bem rápido. - Dou uma pausa. - Ah, começo amanhã das 08 às 19h, então...- paro.

- Então..?- pergunta largando um pouco o sorvete, se concentrando em mim.

- Então, seria pedir muito para que venha ver minha mãe de vezes em quando, enquanto estou trabalhando?- Apesar de saber a resposta dela, preferi fazer aquele biquinho irresistível para ela aceitar.

- Sim miga, você sabe que eu amo ela e você sabe como meus pais são ausentes. - Suspira baixando a cabeça. - E como foi que se sujou?- Olha pra minha roupa e depois pra mim.

- Isso foi por causa daquela Nicole Einstein, ela me reconheceu e acelerou o carro dela, jogando aquela água suja em mim. Mas um dia ela vai me pagar. - Lembro de como ela tratava minha mãe e como ela fez para as coisas ficarem pior pra ela.

- Miga, eu já vou indo. Te vejo depois. Tá?

- Tudo bem. - Ela sai e eu me levanto, para tomar um banho, vou até o banheiro, tiro a roupa e vou até o choveiro. Sinto meu corpo relaxar assim que me molho, a água estava quentinha, sentir que as coisas estavam indo um pouco bem, me fazia pensar em um futuro melhor tanto para mim quanto para minha mãe. Termino o banho e vou pro meu quarto se trocar e assim que me deito na cama, me pego pensando em meu pai, logo depois sinto meus olhos pesarem e para minha felicidade, caio no sono.

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