Alguns dias depois
❦ ❦ ❦
Nicole Einstein
O dia hoje está mais cheio que nunca, esse trabalho está me matando, e pra piorar, nem uma assistente tenho. Agora me encontro arrumando minha bolsa, contando os segundos para sair daqui. Confesso que nunca tive tanto trabalho como estou tendo agora, a única coisa que me conforta, é ter o Shay por perto, ele faz toda a diferença.
Porém amanhã terei de falar com ele seriamente, estou precisando de uma assistente, se ele não arranjar logo isso pra mim, levo a dele e ficamos quites, eu trabalho em paz e ele que se vire para encontrar uma, o que não será difícil, pois aposto que não falta gente querendo trabalhar nessa empresa.
-Aaahhhh.- Suspiro ao lembrar de ontem.
Shay, havia me convidado ontem para sair, e com certeza eu aceitei, me arrumei com calma, o fiz esperar um pouquinho para poder sentir o gosto, enfim, quando terminei a makeup e o cabelo, fui ao seu encontro. Por incrível que pareça Ele não parecia aquele cara durão, ele estava amável comigo, parecia um anjinho até, com a minha demora eu pensei que ele ficaria bravo, mas não.
- Maravilhosa, como sempre. - Shay beijou minha mão após dizer tais palavras.
- Essa era a intenção. - sorri. Ele por sua vez abriu a porta do carro, dando espaço para que eu entrasse, fiz isso e logo depois ele entrou também.
- Pra onde está me levando? - Perguntei enquanto actualizava os stories no meu Instagram.
- No meu restaurante favorito. Você vai adorar. - Ele piscou pra mim.
- Está bem.
Pouco depois, chegamos. Ele abriu a porta novamente para mim e eu sai. Estava um perfeito cavalheiro. Adentramos e fomos até nossa mesa, estava reservada. Na verdade aquele restaurante é o meu preferido desde criança.
Conversamos um pouco até uma garçonete vir até nós, pegar os nossos pedidos.
- O que vai querer? - Perguntei para Shay.
- Eu vou querer aquele prato. - ele piscou para a garota que aparentava ter uns 19/20 anos.
- E a senhora? O que vai querer? - Ela olha pra mim prontamente, seus olhos explodiam de raiva.
- Senhora? Eu? Tá vendo alguma ruga aqui? - olhei incrédula para ela. Eu, senhora? Ah, faça meu favor.- lanço uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.
- M.. me desculpe. - guagueja, timidamente baixa a cabeça. - Eu pensei..- não a deixo terminar e por consideração a Shay que estava ali, só olhando, me posicionei como uma tal Einstein e disse:
- Está tudo bem. - ri. - Foi só uma brincadeira. Não se desespere. - Falei olhando para ela e logo depois:
- Ela vai querer o mesmo. Pode ir Sindy. - Ela dá um leve sorriso para Shay e ele retribue.
- Espero que não seja algo com muita gordura. - deixei claro.
- Você não vai se arrepender. - Shay sorri. Aquele sorriso me desmontou toda.- Podemos brindar?
- Claro, mas a que brindaremos? - sorri de leve, me parecia que as coisas nessa noite esquentariam.
- A noite e aos seus encantos.- levou sua taça até a minha.
- A noite. - brindamos, em seguida dou um gole do vinho.
Ele não parava de me olhar e muito menos, eu pra ele quando aquela insolente chegou para quebrar o clima.
- Bom apetite. - O garçom que acompanhava deixou os nossos pedidos na mesa.
- Obrigada. - agradeci dando a primeira garfada.
- Está bom? - perguntou sorrindo satisfeito.
- Sim. Experimenta. - Quando ele ia dar a garfada, apareceu um cara, quase ou talvez da mesma idade que do shay, pelas suas expressões, me pareceu que havia intimidade entre eles dois, então cogitei que fossem amigos.
- Arthur.. - ele balança a cabeça.
- Não, não. - Arthur recusou.
Eu não estava entendendo mais nada, seus gestos me deixavam confusa.
- Qual é cara. Senta aí. - eu finalmente pude entender o que eram aquelas expressões de dele o convidar a se sentar a nossa mesa.
- Não, estou de saída já. Tenho um compromisso, te vejo amanhã na empresa. - Arthur pisca para ele e se despende de mim, educadamente.
Continuamos jantando por algum tempinho, conversando de coisas aleatórias. Viagens, trabalhos, amigos, família..
- Vamos? - Sem graça, ele disse disfarçando o olhar.
- Claro. - levantamos e ele foi pagar a conta.
- Pra onde você quer ir? - perguntou e eu que estava pensando que ele tinha se cansado de mim.
- Sei lá. Gostaria de algo diferente. Tipo, uma praia. - Sugiro.
- Interessante. - segura minha mão e vamos pegar o carro.
Assim que chegamos no estacionamento, eu o empurrei contra um carro, dando-lhe um beijo que era capaz de nunca mais esquecer, o envolvi em um beijo absurdamente marcante. Por 5 segundos pensei que ele não ia corresponder, para minha felicidade, ele correspondeu com mesma intensidade, passei a minha mão pelas suas costas, dei uma chupada no seu pescoço,
- Aah. - soltou um gemido. - Shay ficou ainda mais colado em mim, sua respiração estava ofegante, senti seu membro duro... Sorri e o soltei.
Era notável seu desejo por mim, todas na empresa, o cobiçam e sempre que o vem passando, suspiram de amores por ele, mas ontem, ontem ele era meu.
Meus olhos pousaram nos seus, sua respiração ofegante e seu corpo tenso, mostravam o quanto ele estava envolvido. Bem, a primeira parte estava completa, deixá-lo daquele jeito, pelo simples fato de me tratar como uma qualquer no primeiro dia na sua empresa.
Entramos no seu carro, e demos partida a praia, o percurso todo, ninguém falou nada, apenas nossos olhares conversavam, e muito poucas vezes, pois ele devia prestar atenção na estrada. Pouco depois, chegamos, desci do carro e caminhei até aquela areia fina.
- Vem. - Shay gritou, tirando seus sapatos, enquanto eu deixava aquela água salgada molhar meus pés.
- Pra onde? Aqui está perfeito. - A paz tomou conta de mim, e pela primeira vez senti que algo estava faltando. Talvez eu devesse me mergulhar mais na onde da diversão pelo meu bem e não para esbanjar o que eu tenho. - pensei olhando para aquele jovem adulto que vinha até mim.
- Você vai amar. - me puxou pelo braço, apressando os passos até uma casa próxima ali. - Chegamos.
- O que estamos fazendo aqui? De quem é essa casa? - Sem resposta alguma, o observei tirando as chaves do seu bolso traseiro e procurando uma chave no seu chaveiro, abriu a porta e adentrou. O segui obviamente, não para ter uma resposta pois eu já a tinha, ele não é pobre, dirigi uma empresa, seus pais são um dos homens mais importantes do país na área em que trabalhamos e é claro que deve ser a casa deles. - Pensei e depois suspirei, já sabendo o que ele armara.
- Acha que pode fazer isso? - observando tudo detalhadamente, ele tira sua camisa social, deixando a mostra um pouco do seu corpo esculturado.
- Posso. - Responde dando um gole do whisky que estava no copo em sua mão, se aproximando cada vez mais de mim.
- Como? - mordi meu lábio inferior, me sentando no sofá que estava do meu lado.
- Assim!- Me ergueu. Passou a mão na minha pele devagarinho, olhando para mim, descendo até seus quadris. - Ou te apetece assim? - tomou meus lábios e me deixou contra a parede.
- Assim é melhor. - sorri, ao ver atitude vindo dele.