Yassira
O dia mal amanheceu e eu já estava acordada, eram 4.50am ainda e eu já estava sem sono, a ansiedade tomava conta do meu ser, e só de pensar que hoje será o meu primeiro dia de trabalho, sinto um friozinho na barriga.
"Será que me sairei bem?"- essa pergunta martelava na minha cabeça antes mesmo de dormir e agora que acordei, ela não pára de me incomodar.
Ao contrário de ontem, eu estava muito de bom humor e me arrisco a dizer que hoje, nada irá me tirar do sério, apesar de ter tido um sonho bom com aquele cara bonitão que vi aquele dia, eu tentava tirar ele dos meus pensamentos, eu estava sonhando demais, ter um homem daquela altura aos meus pés, seria muito, mas quem disse que sonhar é proibido? Eu desejo que eu possa encontrar alguém que me ame de verdade, da maneira que sou, e se isso é pedir muito, então o meu desejo continua esse até se concretizar.
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Após ter adormecido em meio a muitos pensamentos, acordo com o alarme tocando, eram 7.am, o horário previsto para eu acordar. Levanto da cama, tomo um banho rápido, escovo os dentes e me visto. Em seguida prendo meu cabelo em um coque, passo um gloss e vou até o quarto da minha mãe.
- Mãe, já está acordada e em pé, está tudo bem?
- Sim filha, eu estou cansada de ficar o dia todo na cama sem fazer nada. Como você descansou?
- Bem mãe e você? - Me sento em sua cama, enquanto fico observando ela se arrumar. Hoje ela me parece mais calma e disposta.
- Bem. Eu acordei cedo para te ver a sair. E te dar minha benção. - Ao falar sobre sair, me lembra que tenho que ir andando. Acabei me esquecendo por conta da felicidade que está tomando meu ser em ver minha mãe assim.
- Ah, mãe.. Que bom que a senhora tocou nesse assunto, eu preciso ir. Preciso estar lá, as 8.00am. - me levanto e dou um beijo em sua bochecha. Ela me dá sua benção, me despeço e saio do seu quarto e logo depois da casa.
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As 8:00, e eu já estava no meu local de trabalho, fui me trocar, como o senhor Turco havia ditado nas regrinhas idiotas dele, logo depois fui me apresentar ao mesmo e pedir para que me mostrasse onde eu deveria me posicionar. O lugar, estava em condições normais, as salas um pouco pequenas, algumas com as portas fechadas e com aviso de não abrir. Poderia ser algo que só pessoas autorizadas eram permitidas ver. Confesso que eu estava curiosa, porém não a ponto de sair roubando chave e abrir a porta.
Quando vejo o senhor Turco chegando, me aproximo dele para perguntar onde deveria estar, porém ele estava falando ao celular e com a mão fez um gesto para que eu o seguisse até sua sala.
- Está bem. Mandarei o resto do produto essa manhã mesmo. Aguardo sua ligação para prosseguir. - Ele desliga e pede para que eu feche a porta da sua sala e imediatamente o faço.
- Ah menina, mas como você é gostosa. Mmmm.. - me olha dos pés a cabeça mordendo o lábio inferior. Senhor Turco, ele é, baixo, deve ter mais ou menos 1.50, gordinho, seus olhos castanhos, seus lábios grossos, pelo seu sotaque, arrisco a dizer que ele não é daqui.
- Eu não vou aceitar nenhum tipo de comentário assim, eu vim aqui para trabalhar e não ficar recebendo esse tipo de comentário inadequado. - Com pulso firme e com o olhar fixo a ele, peço para que não o faça novamente.
- Eu gosta de mulheres como você chuchu, valentona e durona. - Continua.
- Se não quer que eu trabalhe aqui, me diz eu saio agorinha mesmo. - esse velho estava me deixando sem paciência nenhuma de lhe aturar e principalmente os seus comentários. - Não pense que só porque estou aqui, você pode fazer e desfazer quanto a mim, não irei permitir abusos, não estou aqui porque é a única oportunidade que tenho, há vários lugares que precisariam de uma jovem com vontade de trabalhar. - pude ver pelo seu olhar que estrapulei um pouco, mas mesmo assim, não me arrependo do que disse.
Agora que eu vou perder o emprego. - pensei. Ainda esperando que ele falasse alguma coisas nesses segundos que passam como se fossem o vento, destruindo o que está em seu caminho.
- Não, me desculpa Yazira. - Quase comento por errar meu nome, mas deixo estar pelo simples fato de ser difícil pra ele. - Quero que revise esses documentos e assim que chegar o senhor Zambrano, me avise.
- Está bem senhor. - me viro dando as costas para ele e saio. Agora estava preocupada com esse tal de zambrano que eu nem conheço. Deve ser importante e não quero que ele tenha uma impressão errada no meu primeiro dia.
Então, com a pasta que meu chefe havia me dado, eu já podia começar a trabalhar.
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Nicole Einstein
8.30am, e o despertador toca.
- Que ódio. Eu deveria estar dormindo tranquilamente se não fosse o meu adorado pai que decidiu me por a trabalhar feito uma máquina. - Falo comigo mesma, desligando o despertador. - Affh. Que vida mais sem graça.
Ainda deitada na cama, olhando pro teto, penso em qual roupa vestir e em qual carro usar para impressionar, é claro. Depois de decidir qual roupa usar, me levanto e vou tomar um banho, a água como sempre está boa demais, fico uns 40min no banho, depois saio, para me vestir. Vou até meu closet, tiro algumas roupas para provar e ver qual delas fica mais bonita em mim.
- Essa roupa está perfeita.- concordo comigo, me olhando várias e várias vezes no espelho, me admirando. - Você é linda Nick. - repito olhando pro espelho.
- Griselda... - grito no celular para a empregada, ela sabia que deveria trazer meu pequeno almoço as 9:00, antes que eu saísse do banho.
5min depois, ela já estava no meu quarto se desculpando pelo atraso.
- Não te vou perdoar, e se continuar desse jeito, irei pedir ao papai para que te mande pro olho da rua, sem piedade.
- Me desculpe senhorita Einstein. Eu prometo que isso não irá acontecer de novo. - choraminga.
- Pára com isso. E sai logo daqui.- Não aguento esse tipo de gente insuportável, que por uma pequena ameaça já estão chorando. Affh, mas que gente sem graça.
Vou até a bandeja e observo cada coisa gordurosa que estava ali. Sem mais comentários, como apenas a salada para a minha dieta e antes de ir escovar os dentes, como uma pera e depois vou até o espelho para me olhar pela última vez, pego minha carteira e desço escada abaixo.
- Filha onde é que vai assim formal? - Mamãe pergunta.
- Eu vou pro meu novo emprego, na empresa Santacruz. Tchau. - Saio e assim que chego no jardim, peço pro motorista pegar meu carro, uma Mercedes preta na minha garagem.
Ele trás, desce e abre a porta para que eu entrasse, me dá as chaves e eu pego a estrada, escutando James Blunt, eu não tinha um cantor preferido, mas confesso que ele anta muito bem. Depois de uma hora na estrada andando bem devagar, chego na maldita empresa, estaciono meu carro e vou até o elevador. Pouco depois que abriu, eu saio e como o esperado, pessoas estavam me olhando e cochichando, como se nunca tivessem visto antes tamanha beleza em uma só pessoas.
- Ei, você aí.- Chamo uma das moças que estava cochichando. Ela me olha com medo do que poderia estar por vir, vindo de mim. - Onde fica a sala da presidência?
- Fica logo ali, virando a esquerda e depois a direita, na.. - a paro antes que termine.
- Já sei. Obrigada, pode ir.
Vou em direção a sala do presidente da empresa como aquela mulher havia me explicado, assim que chego, não penso em bater a porta, eu sou Nicole Einstein, e ninguém pode me impedir de nada, porém quando eu ia abrir a porta, a secretária que estava aí, tentou me impedir, e como o esperado, a coloquei em seu lugar e entro.
- Mas o que significa isso? - aquele moreno, todo enfeitado, se inerva.
Logo atrás de mim, estava aquela metida.
- Desculpe senhor, eu tentei impedi-lá, mas ela entrou e não pude fazer mais nada. - Com a voz trémula, baixa a cabeça e eu quase rio dessa cena patética.
- Sai daqui. - O herdeiro Santacruz expulsa a coitada sem dó. Kkkk - Quem é você e o que faz aqui? - Pergunta com o olhar enraivecido pousado em meu corpo.
- Eu sou a senhorita Einstein, esse nome te soa familiar? - arqueio a sobrancelha. - Eu vim aqui pra saber qual é a minha sala.
- Peça para que a recepcionista te mostre, e faça o favor de antes de entrar, bater na porta senhorita Einstein. - Fala bravo, enfatizando o meu nome.
- Ai, devo morar muito fogo dentro desse homem. - penso. - Que tal você me mostrar?
- Não, eu tenho muito que fazer aqui e se não se importa, gostaria de estar sozinho agora. - como uma pedra de gelo, me expulsa.
Saio de sua sala e vou até a recepcionista, que já estava aguardando por mim.
- Senhorita, me acompanhe, vou mostrá-la a sua sala. - eu concordo com a cabeça e a sigo, observando cada detalhe.
- Prontos, essa é sua sala. Espero que seja do seu gosto, caso precise de algo, é só me chamar. - prestativa. - penso.
Eu precisarei de uma secretária, afinal sou uma membro daqui também. Agora pode agilizar isso e me deixar sozinha aqui. Preciso ver o que irei mudar. A moça sai e eu fui me sentar na minha secretária, hoje seria o começo de uma nova vida, vida no trabalho e pouco tempo nas lojas, restaurantes com os amigos, viagens de lazer e namoro. Ainda sentada, logo para meu motorista em casa, e peço para que ele passe por algumas lojas para comprar algumas coisas para decorar essa sala que parecia morta. Depois de tudo, saio sem avisar, pois hoje só era o dia de conhecer a empresa. Já eram 4.07pm quando decido sair da empresa e ir para um spar relaxar um pouco, eu bem que estava merecendo um bônus, nunca tive que trabalhar antes em toda minha vida, e hoje isso muda. Apois as massagens e tudo mais, fui jantar com os amigos e depois fui pra casa.