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FAMÍLIA BRAGANÇA: PELO BEM MAIOR
img img FAMÍLIA BRAGANÇA: PELO BEM MAIOR img Capítulo 9 O príncipe de Valença aceita a proposta de Josephine
9 Capítulo
Capítulo 10 Irmãos De Alma img
Capítulo 11 O Escândalo img
Capítulo 12 Que sua Vida Seja Um Inferno img
Capítulo 13 O símbolo da Família img
Capítulo 14 Pandora será a futura princesa herdeira img
Capítulo 15 Não Uma Rainha Mais Uma Concubina Imperial img
Capítulo 16 Um jogo de poder img
Capítulo 17 Sou uma Bragança img
Capítulo 18 Marcas de paixão img
Capítulo 19 Presentes preciosos img
Capítulo 20 O luxo de um casamento Real img
Capítulo 21 Um ataque img
Capítulo 22 Ezequiel se preocupa com a segurança de Pandora img
Capítulo 23 Indo Embora img
Capítulo 24 De Volta Pra Casa img
Capítulo 25 Reunião dos Jovens Nobres img
Capítulo 26 Um Duelo img
Capítulo 27 O Duque Alaric Montenegro img
Capítulo 28 UMA ALIANÇA img
Capítulo 29 Provocação img
Capítulo 30 Um Presente Nada Inocente img
Capítulo 31 Um Beijo Inesperado img
Capítulo 32 O Caos Antes Do Casamento img
Capítulo 33 Invasão Ao Palácio img
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Capítulo 9 O príncipe de Valença aceita a proposta de Josephine

O Príncipe de Valença não era homem de decisões impulsivas.

Mas era homem de ambição.

Josephine aguardava na mesma galeria onde tudo começara. A postura impecável, o olhar calmo, mas por dentro...

Tempestade.

Caelan surgiu em silêncio.

E desta vez...

Não havia hesitação em seus olhos.

- Você realmente compreende o tamanho do que está propondo?

Josephine sustentou o olhar.

Fria.

Segura.

- Com absoluta clareza.

O príncipe aproximou-se lentamente.

- Um escândalo dessa magnitude não pode ser revertido.

- Não deve ser revertido.

Silêncio.

Pesado.

Definitivo.

Então...

Ele sorriu.

Mas não era um sorriso leve.

Era o sorriso de um homem que acabara de aceitar incendiar o continente.

- Muito bem, Lady Josephine.

Uma pausa.

- Eu aceito.

O brilho nos olhos dela foi instantâneo.

Perigoso.

Triunfante.

- Sábia decisão, Alteza.

Caelan inclinou levemente a cabeça.

- Espero sinceramente que você esteja certa sobre Pandora.

Josephine sorriu.

Afiada.

Calculista.

- Pandora sempre foi a solução perfeita.

E ali...

O destino começou a se mover.

Irreversivelmente.

Enquanto isso...

Nos corredores Alcântara...

Joaquim observava o irmão com atenção crescente.

- Você anda saindo demais.

Ezequiel ergueu o olhar, visivelmente incomodado.

- Eu cavalgo.

- Com frequência incomum.

Silêncio.

- Desde quando isso exige explicações?

Joaquim estreitou levemente os olhos.

- Desde que você começou a desaparecer como um homem fugindo de algo.

O maxilar de Ezequiel travou.

- Não estou fugindo.

Mentira.

Até ele sabia.

E era justamente isso que o perturbava.

Porque nem ele estava mais se reconhecendo.

Pandora invadia seus pensamentos como uma febre silenciosa.

A risada.

O desafio.

Aquele maldito olhar que nunca o temia.

- Apenas preciso de ar.

Joaquim inclinou levemente a cabeça.

- Ou de distância?

Silêncio.

Cortante.

Mas Ezequiel virou-se.

- Não comece.

Porque havia algo ali...

Algo que ele ainda não ousava nomear.

Dias depois.

Salão de reuniões Bragança.

O ar carregado de formalidade e interesses cruzados.

Felipe Alcântara falava com aquela autoridade tranquila dos reis acostumados a mover destinos.

- O casamento aproxima-se.

George Bragança inclinou levemente a cabeça.

- E com ele...

Uma pausa breve.

- ... uma aliança definitiva por matrimônio.

O peso político da frase ecoou pelo salão.

O Barão Augusto Delciro, sempre atento às oportunidades, sorriu levemente.

- Casamentos estratégicos parecem florescer nesta geração.

Felipe assentiu.

- São tempos que exigem estabilidade.

Augusto inclinou-se levemente.

- Eu próprio considero unir meus filhos em alianças vantajosas.

Silêncio diplomático.

Então...

George Bragança falou.

Calmo.

Mas devastadoramente inesperado.

- Se minha filha Pandora desejasse...

Todos os olhares convergiram instantaneamente.

- ... eu não seria contra vê-la casada com Jeferson Delciro.

O salão congelou.

Literalmente.

Augusto piscou.

Surpreso.

Felipe estreitou levemente os olhos.

George permanecia sereno.

Como se tivesse comentado algo trivial.

- Uma união entre nossas famílias seria... interessante.

O Barão Augusto recuperou rapidamente a compostura.

Experiente demais para demonstrar impacto.

- Majestoso duque...

Ele escolheu as palavras com extremo cuidado.

- Pandora e Jeferson são apenas amigos.

George inclinou levemente a cabeça.

- Amizades frequentemente precedem alianças sólidas.

Augusto sorriu.

Mas agora havia tensão sob a cordialidade.

- Uma união dessa magnitude poderia ser extremamente benéfica...

Uma pausa.

Mais baixa.

Mais honesta.

- ... mas também colocaria um alvo considerável nas costas dos Delciro.

O silêncio tornou-se pesado.

Porque todos ali entendiam.

Casar-se com Pandora Bragança não era apenas prestígio.

Era exposição.

Era risco.

Era entrar no epicentro das disputas continentais.

Felipe observava em silêncio absoluto.

George sustentava o olhar do barão.

Calmo.

Impenetrável.

- Grandes posições sempre carregam grandes riscos, Barão.

Augusto inclinou levemente a cabeça.

- E grandes riscos exigem prudência.

Mas algo naquela troca...

Algo sutil...

Algo perigosamente político...

Acabara de ser plantado.

Porque agora...

Uma nova possibilidade surgia no tabuleiro.

E não era pequena.

Muito longe dali...

Pandora cavalgava.

Livre.

Alheia.

Sem imaginar que naquele exato momento...

Reinos começavam a discutir seu futuro como se ela fosse uma coroa ambulante.

E Josephine...

Josephine já preparava o golpe que mudaria tudo.

George Bragança raramente era surpreendido.

Mas Pandora tinha esse dom desconcertante.

O duque a observava do outro lado do salão privado, as mãos cruzadas atrás das costas, postura rígida, olhar analítico.

- O que você acha de Jeferson?

Pandora ergueu os olhos sem hesitar.

- Ele é meu amigo.

George inclinou levemente a cabeça.

- E se lhe fosse proposto casamento?

A resposta veio instantânea.

Seca.

Definitiva.

- Eu não quero me casar com ninguém.

O silêncio caiu como pedra.

A duquesa Helena prendeu discretamente a respiração.

George sustentou o olhar da filha.

- Nem mesmo se fosse vantajoso para o reino?

Pandora sorriu.

Mas não havia doçura ali.

- Eu não sou um tratado diplomático.

A tensão cresceu.

Mas antes que George pudesse responder...

Pandora lançou a verdadeira bomba.

- E antes que insistam...

Uma pausa.

Olhar afiado.

- O Príncipe Caelan me pediu em casamento outra vez.

O salão congelou.

Helena levou a mão ao peito.

George não se moveu.

Mas algo em seus olhos endureceu perigosamente.

- Outra vez?

- Outra vez.

- E sua resposta?

Pandora virou-se calmamente.

- A mesma de sempre.

Uma pausa curta.

Cruel.

- Não.

Enquanto isso...

Josephine brilhava.

Literalmente.

Nos últimos dias, seu humor era quase inquietante.

Leve demais.

Satisfeito demais.

Ela cruzava o corredor principal com passos elegantes quando encontrou os pais.

- Preciso de uma dama de companhia.

Helena franziu levemente a testa.

- Você já possui quatro.

Josephine sorriu suavemente.

- Preciso de alguém de confiança absoluta.

George observava em silêncio.

- Quem?

- Sofia.

O nome ecoou como lâmina.

Helena piscou.

George estreitou levemente os olhos.

- Sofia pertence a Pandora.

Josephine manteve o sorriso.

- Sofia pertence à família Bragança.

Antes que Helena respondesse...

Uma voz cortou o ar.

Fria.

Imediata.

- Não.

Pandora surgira como uma tempestade silenciosa.

Josephine virou-se lentamente.

- Não?

Pandora aproximou-se.

Olhar firme.

- Sofia é minha dama de companhia.

- Eu preciso dela.

- Arranje outra.

O choque entre as duas era palpável.

Helena interveio.

- Pandora...

- Não.

O tom foi calmo.

Mas inabalável.

- Josephine já tem quatro damas.

Josephine sustentava o olhar da irmã.

Mas havia algo diferente ali.

Algo oculto.

Algo perigosamente satisfeito.

- Você nunca gostou de muita gente ao seu redor.

Pandora deu de ombros.

- Eu não preciso de corte atrás de mim.

E era verdade.

Pandora Bragança vivia cercada por poucos.

Mas absolutamente leais.

Sofia.

Sempre presente.

Sempre atenta.

E Juliano.

Sua sombra.

Seu guarda pessoal.

Seu escudo vivo.

Parado a poucos passos...

Imóvel.

Vigilante.

O tipo de homem que não precisava demonstrar ameaça.

Porque ele próprio era a ameaça.

Treinado pelo próprio George Bragança.

Moldado como uma arma silenciosa.

Letal antes mesmo que o perigo ousasse respirar.

George observava a cena em absoluto silêncio.

Orgulho contido.

Porque Juliano não era apenas um guarda.

Era uma extensão da própria autoridade Bragança.

Josephine, percebendo que não venceria aquela batalha...

Sorriu.

Mas agora o sorriso tinha veneno.

- Claro.

Uma pausa suave.

- Como desejar, irmã.

Pandora não percebeu.

Mas George percebeu.

E aquilo o incomodou.

Porque Josephine estava calma demais.

Serena demais.

Radiante demais.

Como alguém que já havia vencido uma guerra invisível.

Mais tarde...

Pandora caminhava pelos jardins, Juliano seguindo-a como sempre.

Silencioso.

Impecável.

- Você nunca fala.

Juliano manteve o olhar à frente.

- Não é minha função.

Pandora sorriu levemente.

- Meu pai o treinou bem demais.

- Seu pai não admite falhas.

Uma pausa.

Então Pandora murmurou:

- Nem eu.

Juliano finalmente desviou o olhar para ela.

Por um segundo apenas.

Mas havia algo ali.

Algo quase humano sob a disciplina de aço.

Algo perigosamente atento.

Porque Juliano não era apenas um guarda.

Ele era o tipo de homem que morreria sem hesitar por Pandora.

E pior...

Mataria sem hesitar também.

Dentro do palácio...

Josephine observava pela janela.

Olhar distante.

Sorriso lento.

Calculista.

Porque o baile se aproximava.

E com ele...

O colapso.

O jardim do palácio parecia tranquilo.

Mas nada ali era realmente pacífico.

Josephine caminhava entre as flores com Safira Delciro e a princesa Donatella. Risos suaves, vestidos impecáveis, postura nobre - o retrato perfeito da harmonia aristocrática.

Exceto pela tensão invisível.

- Você anda... diferente - comentou Safira, observando-a com curiosidade.

Josephine sorriu com elegância ensaiada.

- Diferente como?

Donatella cruzou os braços.

- Feliz demais.

Josephine riu baixinho.

- Isso é um crime agora?

Antes que Safira respondesse...

Donatella interrompeu, olhando adiante.

- Lá está ela.

Pandora.

Conversando casualmente com Jeferson Delciro sob a sombra de uma árvore.

Como sempre.

Sem esforço.

Sem pretensão.

Ainda assim atraindo atenção como uma força inevitável.

Safira fez uma careta quase imperceptível.

- Impressionante.

Josephine inclinou levemente a cabeça.

- O quê?

- Como ela consegue existir como se nada tivesse peso.

Donatella soltou um suspiro irritado.

- Pandora deveria aceitar o pedido do príncipe de Valença.

Safira concordou imediatamente.

- Seria o ideal.

Josephine permaneceu em silêncio.

Observando.

- Casaria... iria embora... - continuou Donatella.

Uma pausa carregada de veneno.

- E finalmente teríamos paz em Valdoria.

Safira soltou um riso curto.

- O reino inteiro agradeceria.

Josephine sorriu.

Mas agora havia algo estranho naquele sorriso.

Algo quase satisfeito.

- Talvez - murmurou.

O olhar fixo na irmã.

Como quem já enxergava um futuro que ninguém mais via.

Dias depois...

O campo de treinamento Bragança fervia em disciplina e aço.

Soldados em formação.

Espadas em movimento.

Ordens cortando o ar.

Noah Bragança observava seus homens com postura impecável quando...

Uma mudança sutil percorreu o ambiente.

Como um vento diferente.

Como eletricidade.

Gael foi o primeiro a perceber.

- Meu senhor...

Noah virou-se.

E então sorriu.

Pandora.

Caminhando pelo campo como se aquele fosse seu território natural.

Cabelos loiro-cinza presos de forma descuidada.

Olhar sereno.

Passos firmes.

Ignorando completamente os olhares dos soldados.

Que, por sua vez, não conseguiam ignorá-la.

Noah balançou levemente a cabeça.

- Você gosta de causar desordem.

Pandora sorriu.

- Eu gosto de lembrar aos homens que eles ainda são humanos.

Gael quase engasgou.

Juliano permanecia atrás dela.

Como sempre.

Silencioso.

Imóvel.

Noah então lançou um olhar calculado para o guarda.

- Juliano.

Nenhuma reação.

- Você é um desperdício como simples sombra.

Pandora arqueou uma sobrancelha.

- Ele não está à venda.

Noah aproximou-se.

Olhar provocador.

- Nem emprestado ao meu exército?

Pandora cruzou os braços.

- Nem em sonho.

Um sorriso perigoso surgiu nos lábios de Noah.

- Que pena.

Então veio o desafio.

- Se eu vencer você em uma luta de espada...

Gael arregalou os olhos.

Pandora estreitou o olhar.

- Noah...

- Juliano será meu.

O campo inteiro silenciou.

Gael quase entrou em colapso interno.

Pandora inclinou levemente a cabeça.

E então...

Sorriu.

O tipo de sorriso que Noah conhecia bem demais.

- Aceito.

Gael murmurou, incrédulo:

- Isso não pode ser sério...

Mas já era tarde.

As espadas foram entregues.

Noah assumiu posição.

Pandora fez o mesmo.

E então...

O impossível aconteceu.

Pandora não lutava como uma dama nobre.

Ela lutava como um guerreiro.

Golpes limpos.

Postura perfeita.

Movimentos precisos.

Elegantes.

Levantando murmúrios chocados entre os soldados.

Gael observava em completo espanto.

- Como...

Noah sorria durante os ataques.

Porque ele sabia.

Ele sempre soubera.

Pandora era uma especialista.

Porque fora ele próprio quem a treinara.

Em segredo.

Longe dos olhos da corte.

Longe das regras sufocantes.

A pedido dela.

Sempre a pedido dela.

As lâminas colidiam em um espetáculo quase hipnótico.

Força contra técnica.

Velocidade contra precisão.

Nenhum erro.

Nenhuma hesitação.

Quando finalmente...

As espadas travaram.

Ambos imóveis.

Respirações controladas.

Olhares intensos.

Empate.

Noah soltou um riso baixo.

Orgulhoso.

- Você continua irritantemente boa.

Pandora girou a espada com leveza.

- Você continua irritantemente convencido.

Os soldados estavam em choque absoluto.

Gael murmurou:

- Ela... luta como um comandante...

Juliano permanecia imóvel.

Mas algo em seu olhar mudara.

Um brilho discreto.

Quase perigoso.

Porque agora todos ali sabiam.

Pandora Bragança não era apenas beleza.

Ela era aço.

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