Entre dois mundos - O amor sempre vence
img img Entre dois mundos - O amor sempre vence img Capítulo 3 Primeiro beijo
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Capítulo 6 Baile img
Capítulo 7 Baile parte 2 img
Capítulo 8 Sequestro img
Capítulo 9 Muito tempo img
Capítulo 10 Misterios img
Capítulo 11 Dúvidas img
Capítulo 12 Família img
Capítulo 13 Muito mais img
Capítulo 14 Irmão img
Capítulo 15 Verdade, ou não img
Capítulo 16 O encontro parte 1 img
Capítulo 17 O encontro parte 2 img
Capítulo 18 Nossa noite img
Capítulo 19 Insegurança img
Capítulo 20 Decisão img
Capítulo 21 O que pensar img
Capítulo 22 Não vou ser o problema img
Capítulo 23 Nossos planos img
Capítulo 24 Traição img
Capítulo 25 Raiva img
Capítulo 26 Diferentes sensações img
Capítulo 27 Um passado invisível img
Capítulo 28 Vou te apagar da minha vida img
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Capítulo 3 Primeiro beijo

Julia

- Quer carona? Ele balançou a cabeça afirmando. Pela primeira vez não preciso insistir. Abri a porta do carro e Lucas entrou. - UFRJ né? Falei enquanto colocava no GPS do celular. Puts, 40 minutos acho que vou desistir dessa carona.

- É longe. Ele sorriu. Coloquei a mão na perna dele e vi todo o seu corpo ficar tenso. Tirei imediatamente. - Gostou do culto?

- Sim, foi ótimo, quero ir mais vezes. Lucas olhou para mim. - Quer sair hoje? Arrisquei.

- Aonde vamos? Uau, mais uma vez não precisei insistir. Ainda quero um beijo dele, um não vários, mas depois de ontem como posso pedir isso a ele? Seria de extrema falta de compreensão da minha parte. A.. Horrível não poder ter ele a todo momento, mesmo estando aqui tão perto. - Podemos ir ao restaurante que você falou ontem? Voltei ao presente.

- Sim. Vamos jantar! Que horas te busco? O celular dele tocou, ele me pediu um minuto e atendeu, fiquei em silêncio.

"Oi, Beatriz. Não, vou chegar um pouco mais cedo hoje. Sim... estou levando, ok. Tchau!"

Beatriz? Não vou perguntar, fiquei calada. O clima ficou pesado, estranho. Não estou com ciúmes, só foi estranho.

- Posso te levar? Ele falou, respirei fundo, acho que nem quero mais ir.

- Vamos adiar. Lucas me olhou sem entender, mas não questionou, talvez por perceber que fiquei cismada, ou talvez apenas por não fazer questão. Pisei acelerador, para acabar logo com o clima tenso entre nós, meu carro ficou do tamanho de uma lata de sardinha.

- Obrigada pela carona. Lucas tirou o cinto, se aproximou de mim, ele encostou seus lábios em meu rosto e eu fechei meus olhos, por um segundo achei que ele ia me beijar. - Julia... sua voz macia fez meu corpo arrepiar, seus lábios continuavam encostados em meu rosto, coloquei as mãos em seu cabelo, enrolando-os em meus dedos. Segurei seu rosto com às duas mãos, e encostei meus lábios nos dele. Lucas segurou em meu pescoço, deu continuidade ao beijo, que beijo esperado. Os lábios dele estavam quentes, macios e pareciam ansiar por esse beijo tanto quanto os meus.

- Desculpa. Fechei meus olhos encostando minha testa na dele, seria errado pedir a ele mais um beijo agora? Lucas colocou uma mecha de meu cabelo para detrás da orelha, e encostou seus lábios mais uma vez nos meus, ele pareceu ler o meu pensamento. Até me arrisco a dizer que estou me apaixonando, será?

- Posso te pegar para a gente ir jantar? Sorri, vai ser difícil me afastar dele agora. - As 19?

- Estarei te esperando. Lucas piscou para mim e saiu do carro. Vou passar o dia agora pensando nesse beijo, Igor não pode sonhar que isso está acontecendo, não gosto nem de imaginar o que ele poderia fazer.

Cheguei no colégio, cedo me sentei na escada da entrada, esperando chegar a hora. Peguei meu celular e enviei uma mensagem para Lucas.

"Te encontro na saída?"

Isso é muito coisa de adolescente, guardei celular e fui para a minha sala, primeira aula português, uma das minhas matérias preferidas. Atentei-me ao conteúdo e deixei de lado as banalidades do dia, se eu não recuperasse o que perdi nos últimos três dias Igor iria pegar muito no meu pé, e talvez até dá, um jeito de não me deixar sair de casa, e agora eu não posso me dá esse luxo. O meu período de aulas já estava chegando ao fim quando peguei meu celular para vê se havia alguma mensagem de Lucas, mas, na verdade, o que me chamou atenção foram as várias ligações perdidas de Igor. Atendi:

" - Julinha? pá pá pá... Julinha, tá me ouvindo?"

Meu coração acelerou.

"- Sim, pode falar."

"- pá pá pá... Não vem para cá, fica na escola, ou vai para casa de alguma amiga, que seja seguro. Não vem... pá pá pá "

Igor desligou, minhas mãos estavam tremendo, e meu coração acelerado, olhei para o céu e pedi a Deus para não acontecer nada com o meu irmão. Disquei o número de Lucas na tela do celular após alguns toques ele atendeu falei:

"- Lu...Lucas? Onde você está?"

Lágrimas estava presa em meus olhos e minha voz estava embargada pelo choro preso em minha garganta.

"- Saindo da faculdade, Julinha. O que houve?"

"- Me espera ai."

"- Ok."

Desliguei o telefone e dirigi até a faculdade de Lucas, ele me esperava no mesmo lugar que o-deixei de manhã, em poucos segundos ele já estava sentado no banco do carona. Ao perceber que eu estava tremendo ele rapidamente me abraçou.

- Minha mãe me ligou, falando para não voltar agora. As lágrimas começaram a descer sem que eu pudesse as segurar, Lucas me abraçou com mais força. - Não vai acontecer nada com o Igor, não é a polícia que está lá, é outra facção.

- Isso não reduz o meu medo. Me soltei do abraço dele limpando meu rosto. - Igor, não me disse o que estava acontecendo, só que não era para voltar.

- Minha mãe disse que alguns criminosos entraram lá para roubar armas. E aí virou isso, tô preocupado também, mas ela me falou que todos estão seguros em casa, só é perigoso sair ou entrar agora. Assenti olhando mais uma vez meu celular. - Vamos para algum lugar! Quer que eu dirija? Assenti, Lucas apertou minha mão enquanto me olhava com ternura, trocamos de lugar e ele saiu dirigindo sem rumo. Após alguns minutos ele parou em frente a praia do arpoador. - Tudo bem ficarmos aqui um pouco? Olhei ao redor, mesmo sendo uma quarta-feira a tarde haviam várias pessoas na praia, talvez aproveitando o clima quente de agosto, no rio 30 graus dava uma sensação térmica de 40, agradeci mentalmente por meu carro ter ar condicionado

- Sim, vamos esperar aqui por mais notícias. Coloquei minha cabeça no ombro de Lucas fechado meus olhos, ele segurou minha mão - São apenas vocês dois né? Balancei a cabeça em afirmação. - Julinha, você está com fome?

- Não. Sorri fraco para ele, a única coisa que eu queria agora é me deitar em uma cama com a certeza de que tudo esta bem.

- Estou cansada, quero deitar, dormir um pouco.

- Não podemos voltar ainda. Ele acariciou meu rosto, pegou minha mão e depositou um beijo, entrelaçou seus dedos nos meus,

enquanto encostava sua cabeça no banco, ele fechou os olhos. - Sonho com o dia que isso vai acabar, essa criminalidade, as mortes tudo.

- Quando meu pai morreu ele pediu para Igor deixar essa vida, mas ele já achava que não tinha mais escolha, por isso essa vontade tão grande que eu estude para sair de lá. Ele tem medo que eu acabe entrando nessa vida também. Sequei uma

lágrima que estava descendo pela minha bochecha, Lucas me olhava com carinho.

- E você o que quer? Sorri, fechando meus olhos também.

- Quero que isso tudo acabe bem, quero ajudar as crianças do morro a verem que elas têm mais opções que o crime.

E quero ajudar meu irmão a sair dessa vida. Nós só temos um ao outro... Meu celular começou a tocar.

" - Oi, Julia."

"- Igor? Como você está? Posso voltar? "

"- Tá tudo tranquilo já, pegamo uns vacilão aqui. Mas tu não é pra voltar não. Vai pra o Hotel, passa a noite.

Ainda tá perigoso pra entrar sair."

respirei fundo olhando para Lucas que esperava eu finalizar a ligação aparentemente ansiosa, deve querer voltar para casa nesse Momento tanto quanto eu.

"- Quero ir pra casa, Igor."

"- Me ouve Julia.

"- Tudo bem, mas só até amanhã de manhã, e por favor, me manda notícias.

Desliguei o telefone.

- Eu ainda não posso voltar, mas Igor disse que já está tudo bem lá. Vou te deixar mais perto.

- Não, ei, para onde você vai? Olhei ao redor.

- Em algum hotel por aqui. Onde você quer ficar?

- Com você! Hoje você não vai ficar sozinha. Vamos achar o hotel, e jantamos lá dentro para você não correr riscos. Balancei a cabeça, Lucas se aproximou de mim encostando nossos lábios em um selinho. - Não quero me despedir agora. Ele sorriu me dando vários beijos na boca.

- Eu quero você! Falei sussurrando, vendo-o sorrir.

            
            

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