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Paulo colocou Lilian de pé novamente após um longo beijo, pegou-a pela mão e a conduziu à um local mais escondido, detrás de umas pedras, ali corria menos risco de alguém os verem. Chegando ali, ele imediatamente tirou sua blusa de botões e mangas três quarto, estendeu sobre a areia e colocou Lilian deitada ali mesmo. Debruçou sobre ela beijando lhe o pescoço e abriu os botões da camisa dela, deixando seus seios à mostra, ela não usava sutiã naquela ocasião. Abriu a calça jeans dela e puxou juntamente com a roupa íntima, retirando também seu tênis.
Finalmente ele abriu a própria calça jeans e a possuiu ali mesmo na praia, de frente para o mar.
- Você disse que eu era um cavalo não foi? Pois agora eu te mostro que sou mesmo! - Paulo disse enquanto agia com muito desejo, parecia uma fera que havia se soltado das correntes. Tinha uma sede insaciável em se satisfazer sexualmente. Lílian que inicialmente teve um pouco de medo de sua rispidez, agora sentia apenas prazer com aquele homem indomável.
Após ambos se saciarem, vestiram-se, porém ficaram descalços para irem caminhar na beira do mar. Ela segurava o próprio tênis e ele as próprias botas. Estavam de mãos dadas, mas em um dado momento ele soltou a mão dela, ele achou que aquilo poderia criar algum tipo de expectativa e de esperança nela, e a intenção dele não era essa. Ambos permaneceram em silêncio por algum tempo.
- Você é de onde mesmo? - ele disse.
- Ah, eu sou... Do interior, de uma cidade bem pequena, você não conhece.
- Certo! Acho que por hoje já deu. Vamos embora! - Ele disse sem emoção.
Na volta para casa, dentro do veículo o silêncio reinou novamente, Lilian percebeu que ele não gostava de muita conversa, ela temia puxar algum assunto e ele dar uma resposta ríspida. Ela estava insegura sobre o que acabara de fazer com ele na praia, pois desde o princípio ele não havia sido muito amistoso, porém mesmo assim ele a atraiu.
- Você mora onde mesmo aqui na cidade? Quer que eu te deixe em casa ou em outro lugar? - ele finalmente disse.
- Eu vou ficar em casa mesmo. - ela disse.
- Então ponha o endereço no GPS
- Mas eu não sei usar isso.
- Ah, é. Havia me esquecido que você é matuta.
- Nossa! Você não se cansa de ser bruto não? O fato de você ter condições financeiras não te faz melhor do que ninguém. Deixa de ser abusado! E quer saber? Pode me deixar aqui mesmo. Vou procurar um táxi.
- Olha, Lilian! Eu não estou afim de discutir, então você é quem sabe.
- Certo. Você me coloca pra baixo e depois não quer ouvir. Pode parar aí mesmo!
Paulo freou e parou. Lilian tirou o cinto de segurança e desceu da caminhonete fungando de raiva. Ele nem sequer olhou para ela. Assim que ela desceu, ele acelerou e se foi.
- O que eu fiz da minha vida? - ela pensou alto enquanto passava a mão pelos cabelos bagunçados.