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A HERANÇA DO CEO Separados pelo Azar, Unidos pelo Destino
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10 Capítulo
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Capítulo 10 O CORPO QUE NÃO SOUBE ESPERAR

O corpo pediu antes que a alma entendesse.

Caio chegou em casa com um sorriso que nem tentava disfarçar. Ria sozinho, meio bobo, meio louco.

- Ei, irmãozinho, onde você estava? - perguntou Eduard, largado no sofá com uma taça de vinho na mão.

- Por aí... por quê?

- A Gisele vai vir pro seu aniversário.

- Quem é Gisele?

- A filha do Dr. Roberto, aquela que o papai falou que seria um bom partido pra você se casar.

Caio bufou e virou os olhos.

- Vai se foder, Ed. Eu não vou namorar quem não quero. E aliás... eu achei um tesouro.

Eduard ergueu a sobrancelha.

- Me conta.

- Ela é dez anos mais velha. Linda. Charmosa. Caralho, eu tô louco.

- Caio, nunca te vi assim. Achava até que você era virgem.

Caio riu, largando a mochila no chão.

- Se eu pudesse, nem voltava pra casa. Ficava lá... até morrer com ela. Eu tô louco pra me perder nela.

Eduard soltou um assobio.

- Porra, irmão... me deu tesão só de te ouvir.

- Convida ela pro seu aniversário - sugeriu com um sorriso malicioso.

- Verdade, né? Trazer ela pra dançar pra mim...

- Como assim? Ela é stripper? - Eduard provocou.

- Não. E me deixa subir. Vou sonhar acordado. - Caio subiu as escadas correndo, deixando o irmão intrigado.

Eduard pegou o celular e discou um número.

- Diego.

- Sim, senhor?

- Descobre quem é essa mulher que o meu irmão tá vendo. Quero saber tudo.

- Pode deixar.

DIA SEGUINTE...

Caio saiu da escola apressado, coração disparado. Foi direto para a casa dela. Ao chegar, viu Alinna abrir o portão com um sorriso que o desarmou por completo.

- Oi, garoto. - Ela riu.

- Oi. Vai me deixar entrar?

- Vai pro riacho. Já, já eu te encontro.

Ela entrou em casa, ajudou a mãe a deitar e disse baixinho:

- Mãe, vou no riachinho distrair a mente.

- Claro, meu amor. Só não venha muito tarde.

- Tá, obrigada, mãe.

Alinna preparou uma cesta com frutas frescas do pé, um lençol e um suco. Prendeu os cabelos num rabo de cavalo alto e vestiu um vestido azul acinturado, rodado, com um decote sutil. De longe, Caio a viu vindo pela trilha.

"Caralho... que mulher linda. Meu Deus, eu mereço esse presente?"

Ela se aproximou e ele sorriu.

- Oi.

- Oi. - Ela sorriu de volta. - Achei que não viria hoje.

Ele segurou a cintura dela, olhando nos olhos.

- Por que não viria? Se eu pudesse, morava aqui. Só pra não me afastar de você.

- Para de falar essas coisas, Caio. Eu vou acabar acreditando...

- Alinna... eu tô perdidamente apaixonado por você.

Ele a beijou. As línguas se tocaram, os corpos reagiram. Era intenso. Natural. Quente.

- Para, por favor... - ela pediu, ofegante, afastando-se.

- O que houve?

- Você só tem dezessete anos. Eu sou muito mais velha. Eu não quero problemas.

- Ah, é isso? Fica tranquila. Só tem eu e meu irmão. E eu já fiz dezoito anos, sou maior de idade. Dono do meu nariz.

- E de um império. - Ela abaixou os olhos. - Não quero ser vista como a pobretona dando o golpe...

- Para de pensar essas coisas. Tô aqui cheio de saudade, nem dormi direito. Não via a hora de te ver de novo.

Ela sussurrou:

- Eu também. Não via a hora...

- Então vem.

Ele a beijou. Os corpos se encostaram. Ela gemeu baixinho.

- Você quer?

- Não... por favor.

- Então não geme. Porque eu quero você.

- Você me quer?

- Eu quero você. Quero dormir e acordar com você na minha cama. Na minha vida.

- Não fala assim... - ela sussurrou.

- E você... para de gemer.

- Não consigo...

- Então deixa eu matar seu desejo sem penetrar você.

- O quê?

Ele encostou na árvore, virou-a a colocando de costas no peito dele, beijou o pescoço. Uma das mãos subiu até o seio, apertando devagar. A outra deslizou para a virilha, acariciando por cima do tecido. Ela gemeu alto.

- O que é isso...? - ela perguntou, o corpo já tremendo.

- Sou eu... te dando prazer. Até você ficar pronta pra mim.

A mão dele deslizou por baixo da calcinha. Os dedos exploraram, tocaram, pressionaram. Ela tentou segurar o gemido, mas não conseguiu. O quadril dela se entregava aos movimentos.

Ele gemeu junto, o pau duro pressionando contra a bunda dela, roçando, quente.

Dois dedos deslizaram para dentro com delicadeza. Ela gritou de prazer, ofegante. A cabeça caiu sobre o ombro dele.

Ele a segurou, mantendo os movimentos suaves até os espasmos tomarem conta. O corpo dela tremeu. As pernas falharam. Ele a amparou e sentaram juntos, ali, debaixo da árvore.

Ela respirava fundo. O corpo ainda pulsando.

- Você gostou...? - ele perguntou, sério.

- Não sei... sim... gostei. Mas...

- Calma. Foi a minha primeira vez também... masturbando uma mulher.

- E já acerta assim de primeira?

- Sou homem, Ali. Homens conversam, trocam experiências... falam demais. E eu escuto muito.

- Hum. Tá.

- Você é ciumenta?

- Não sei... acho que sim.

Ele riu. A beijou com gosto.

- Sabia que eu vou bater uma pensando nesse momento? Foi incrível... ver você gozar pra mim.

Ela cobriu o rosto, envergonhada.

Ele a puxou de volta pro colo, olhando nos olhos.

- E ainda é só o começo.

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