71 Capítulo
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Quando o silêncio não explica, e nem a boca pergunta o porquê.
Longe dali, a noite tinha outro idioma. O trem cortava um trecho de campo antes de entrar na cidade-luz pela periferia. Caio estava de pé junto à janela do vagão, uma mão no encosto, a outra no bolso do sobretudo. O reflexo do próprio rosto no vidro vinha e ia, como se passasse por
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