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Entre o Crime e a Paixão
img img Entre o Crime e a Paixão img Capítulo 2 Boas notícias que são más notícias
2 Capítulo
Capítulo 20 Mudando de Marcha img
Capítulo 21 Estratégia de Saída img
Capítulo 22 Hora Extra img
Capítulo 23 Alavancagem img
Capítulo 24 Um Tipo Ruim de Bônus img
Capítulo 25 Superpoderes img
Capítulo 26 Proposta de Venda img
Capítulo 27 Estratégia de Saída img
Capítulo 28 Na Corda Bamba img
Capítulo 29 Quebradiça img
Capítulo 30 O Que É Tudo Isso img
Capítulo 31 Pelos Ares img
Capítulo 32 Os Monstros de Sempre img
Capítulo 33 Eu Juro img
Capítulo 34 Uma Dose de Realidade img
Capítulo 35 A Escolha img
Capítulo 36 O Menu img
Capítulo 37 Amor img
Capítulo 38 Quem Está na Chuva... img
Capítulo 39 Dois Dias img
Capítulo 40 Dia Um img
Capítulo 41 Dia Dois img
Capítulo 42 Jogar no Mesmo Nível img
Capítulo 43 Jogo de Poder img
Capítulo 44 Em Casa, Enfim img
Capítulo 45 No Escritório, Enfim img
Capítulo 46 A Vida Nova do Diogo img
Capítulo 47 Jantar a Dois img
Capítulo 48 Fazendo Planos img
Capítulo 49 Sardenha img
Capítulo 50 Sob as Estrelas img
Capítulo 51 Distância img
Capítulo 52 Debaixo da Minha Asa img
Capítulo 53 O que Você Ama img
Capítulo 54 Os Dois Lobos img
Capítulo 55 Sob Pressão img
Capítulo 56 Olhos nos Céus img
Capítulo 57 Termos e Condições img
Capítulo 58 Calibrando img
Capítulo 59 Manipulando as Cartas img
Capítulo 60 O Grande Baile img
Capítulo 61 Porta Afora img
Capítulo 62 Proteção img
Capítulo 63 Vida Doméstica img
Capítulo 64 Rastros de Papel img
Capítulo 65 Pausa Entre as Tempestades img
Capítulo 66 O Pedido img
Capítulo 67 Atenção Dividida img
Capítulo 68 Prioridades img
Capítulo 69 A Verdade, Somente a Verdade img
Capítulo 70 A Chegada img
Capítulo 71 Desencontro img
Capítulo 72 Terreno Comum img
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Capítulo 2 Boas notícias que são más notícias

- Bem, parece que o seu dia acabou de ficar muito melhor - disse Sarah, enquanto a gente parava diante daquele carro.

Depois que o homem estranho saiu do café, olhando para todos os lados, Sarah praticamente me arrastou até o estacionamento. Terceiro andar. Vaga B12. Lá estava ele. Seja lá o que aquilo fosse. Tinha quatro rodas, mas todo o resto parecia de outro planeta. O design era esportivo e elegante, as janelas, totalmente escuras, e o carro não se parecia com nada que eu já tivesse visto - muito menos dirigido. Parecia que tinha acabado de pousar na Terra. Ou que tinha vindo do futuro.

Aproximei-me e, com um assobio suave, a carroceria se ergueu alguns centímetros e a porta se abriu sozinha para me receber. Dei um passo para trás. Mas entrei mesmo assim.

Os bancos de couro cheiravam a novos e, assim que meu pé tocou o pedal do freio, todas as luzes se acenderam e o painel ganhou vida com telas azuis. A porta se fechou suavemente atrás de mim - e eu percebi que não fazia ideia de como abri-la de novo. Não havia maçaneta por dentro! Comecei a apertar todos os botões daquelas telas tentando achar uma saída, mas tudo o que consegui foi abrir o porta-luvas. De lá, caiu uma porção de coisas - entre elas, uma arma e um maço enorme de dinheiro.

Fiquei paralisada, encarando a arma, enquanto Sarah batia no vidro do lado de fora. Sem tirar os olhos daquele monte de notas, comecei a apertar tudo o que minha mão alcançava no painel, até que me lembrei de tirar o pé do freio. A porta, enfim, se abriu.

- Tá tudo bem? - perguntou Sarah, quando saí do carro.

- Eu... eu acho que não devia estar aí dentro.

- Como é? Você tá dizendo que não vai ficar com o carro daquele estranho? Você sabe quanto isso vale?

- Nem ideia. Mas deve ser caro.

- Caro? Com o preço desse carro, você não só colocava o Diogo em várias faculdades como ainda ganhava uma biblioteca com o seu nome! - disse Sarah, mostrando o anúncio do modelo no celular.

- É... mas eu não acho que aquele homem era alguém muito legal. E se o carro for tão caro assim, ele vai querer de volta.

- E como você vai achá-lo? A gente nem sabe quem ele é!

- Bom... além de dono de uma arma, acho que ele se chama Eduardo. Ou Jean Luc - falei, mostrando dois passaportes que tinham caído do porta-luvas.

- Puta merda! - exclamou Sarah, pegando os passaportes. - E agora, o que você vai fazer?

- Acho que vou pegar o ônibus pra casa... - respondi, pegando os passaportes de volta.

Quando me virei para o carro, luzes vermelhas e azuis piscavam no meu rosto. A polícia. Dei um passo para trás e as portas do carro se fecharam sozinhas. Enfiei os passaportes nos bolsos.

- Você aí! Mãos onde eu possa ver!

Um homem de jeans e jaqueta cinza parou a poucos metros, com a arma em punho. Atrás dele, dois policiais fardados. Eles olharam em volta do carro. Um dos uniformizados fez sinal para a maçaneta, mas não havia nenhuma.

- Abra o carro, senhora!

- Como?

- Esse carro é seu? - perguntou o de jeans e jaqueta.

- Eu pareço alguém que teria um carro que vale uma biblioteca universitária? - respondi, meio lisonjeada, mas ciente de que minhas roupas não combinavam com o veículo. E eu ainda devia estar com o rímel todo borrado.

- Bem, isso aí na sua mão é ou não é o cartão de chave do carro?

- Isso? Não... isso é o cartão de acesso do escritório. Lá em cima. Segurança bem rígida.

- Chega de brincadeira, senhora, eu preciso que esse carro seja aberto agora! - gritou ele.

- Pois se o senhor precisa abrir esse carro, vai ter de apresentar um mandado judicial devidamente justificado e assinado por um juiz em exercício na vara criminal, conforme a lei determina, permitindo tempo razoável para análise das partes interessadas. Caso contrário, o senhor está incorrendo em abuso de autoridade e prevaricação! - retruquei, elevando a voz, ainda com as mãos no alto.

Os olhos de Sarah se arregalaram. Os policiais fardados deram meio passo para trás.

- Espera... você é advogada? - perguntou ele.

- Ou algo assim.

- Se for advogada, preciso ver sua identificação, senhora! Agora, antes que eu perca a paciência!

- Vai precisar de outro mandado pra isso também, já que não tem causa provável para me associar a esse carro que tanto te interessa. E, no momento, não estou exercendo a profissão. Caso o dono do carro me contrate, aí conversamos.

Isso fez ele perder a compostura. Abaixou a arma - só pra aproximar o rosto do meu. Eu podia sentir o hálito dele.

- Escuta aqui, eu tenho sido muito paciente com você até agora...

- Espera, você tá me agredindo? Tá me apalpando? Pegou no meu peito? Sarah, você viu isso? Ele me tocou! Isso é abuso!

- Eu não toquei em você! - ele disse, não exatamente se defendendo.

- Sério? Porque aquela câmera ali em cima parece discordar! - apontei com o dedo, sem abaixar as mãos. Todas as cabeças se viraram para a câmera de segurança, piscando uma luz vermelha sobre nós. Isso finalmente fez ele recuar.

- Espera, eu... eu não toquei nela! - virou-se pra Sarah. - Você viu isso, né? Viu que eu não toquei nela?

- Eu vi que você não se identificou antes de apontar uma arma pra gente. E, pelo que entendi, vocês estão procurando um homem de terno, não duas mulheres assustadas num estacionamento - respondeu Sarah.

- Sim. É isso mesmo. Onde ele está?

- Então...? - perguntei.

- Então o quê? - ele não entendeu.

- Vai se identificar ou não?

Ele precisou respirar fundo antes de responder, mas enfim mostrou o distintivo.

- Sou o detetive Nicholas Valentine, do Quarto Distrito - murmurou, visivelmente irritado por ter sido vencido no uso da lei. - Eu estava perseguindo o dono desse carro. Homem branco, cerca de quarenta anos, cabelos escuros, olhos azuis, terno preto. Você o viu?

- Não, senhor. Estávamos andando pelo estacionamento e vimos esse carro - por ser, sabe, tão luxuoso. Ficamos curiosas. Podemos abaixar as mãos agora, por favor? - falei, secamente.

- Sim, senhora - respondeu, guardando a arma. - Aqui está meu cartão. Se o virem, por favor, liguem para esse número.

Ele se afastou enquanto eu abaixava as mãos trêmulas.

- Espere! Detetive Valentine? - chamei. - Esse homem que o senhor procura... ele é perigoso?

Ele olhou ao redor, coçou o queixo e respondeu:

- Pois é. A gente não sabe. Ele sempre aparece quando algo dá errado. Toda vez que há um golpe, uma prisão grande, uma operação suspeita... ele está por perto. Mas nunca é identificado. É como um fantasma.

Quando Valentine virou a esquina, tirei os dois passaportes do bolso e me aproximei do carro. A porta se abriu sozinha - e a arma caiu no chão, fazendo um barulho metálico pesado no cimento.

Aquele dia não podia ficar mais estranho.

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