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Minha Joia: Prisioneira Do Amor
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Capítulo 6

Acordei com uma dor lancinante no braço esquerdo. A bandagem estava apertada demais, e meu braço latejava. Chamei a enfermeira, que veio rapidamente. Ela examinou meu braço, a expressão preocupada.

"Seu acompanhante não está aqui?", perguntou, com um tom de censura. "Você precisa de alguém para ficar de olho."

"Ele não é meu acompanhante", corrigi, a voz fraca. "Ele não é nada meu."

A enfermeira murmurou algo sobre "homens ricos e seus joguinhos", e então saiu do quarto. Eu estava sozinha, como sempre. Lembrei-me que Fabrício havia partido. Quantas horas? Quantas dias? Eu já não sabia. O tempo no hospital parecia distorcido.

Eu precisava sair dali, precisava de ar. Saí do quarto, cambaleando, meu corpo ainda dolorido. No corredor, ouvi vozes de enfermeiras.

"Você viu o que o Senhor Rolim fez pela outra moça?", uma delas sussurrava. "Alugou a ala VIP inteira para ela! E cada flor, cada doce, tudo do mais caro. Uma babá particular, os melhores médicos..."

"E a namorada dele?", a outra perguntou. "A que estava no quarto normal?"

"Ah, ela? Fabrício só vem visitá-la quando não tem mais nada para fazer. Parece que a outra é a preferida."

Ouvir aquilo era como ter agulhas espetando meu coração. Ele havia me abandonado em um quarto comum, enquanto Jessica desfrutava de luxos e cuidados constantes. Ele a amava. Ele a protegia. Ele a tratava como uma rainha. Eu era apenas uma conveniência, um objeto.

Minha cabeça girou. Eu precisava ver. Precisava ter certeza. Segui as placas para a ala VIP. O elevador me levou ao andar mais alto, onde um guarda impedia a passagem. "Acesso restrito", ele disse, a voz firme.

"Eu sou Taisa Leitão", eu respondi, com uma força que não sabia que tinha. "E eu vou entrar." Ele hesitou, e eu o empurrei, passando por ele.

O corredor estava silencioso, as portas de madeira escura fechadas. Mas uma delas estava entreaberta, e de lá vinha uma voz suave. A voz de Fabrício.

Espiei pela fresta. Fabrício estava lá, sentado ao lado da cama de Jessica, acariciando seus cabelos. Ela estava pálida, mas seus olhos brilhavam. Meu pai estava lá também, sentado em uma poltrona, com um olhar de carinho para Jessica.

"Papai", Jessica sussurrou para meu pai. Meu sangue gelou. "Fabrício me salvou. Ele é meu anjo."

Fabrício sorriu para ela, um sorriso terno, e beijou sua testa. "Eu sempre estarei aqui para você, meu amor. Sempre."

Minha visão embaçou. Papai. Jessica o chamava de pai. E Fabrício, o homem que eu amava, era seu salvador, seu anjo. Eu era uma estranha, uma intrusa. A dor era tão intensa que me fez cambalear. Eu corri de volta para o meu quarto, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.

"Não chore, Taisa", eu disse, para mim mesma, a voz rouca. "Não vale a pena. Eles não valem suas lágrimas."

Alguns dias depois, recebi alta. Fabrício me esperava na porta do hospital, encostado em seu carro. "Eu te levo", disse ele, a voz neutra.

"Não precisa", eu respondi, virando as costas. "Eu consigo me virar."

"Não seja teimosa", ele disse, abrindo a porta do carro. "Entra. Não tenho tempo para discussões."

Eu entrei, derrotada. Eu não tinha para onde ir. "Para onde estamos indo?", perguntei.

"Vamos dar uma volta", ele disse, sem me olhar. "Você precisa relaxar."

Ele me levou a uma casa de leilões, um lugar elegante e luxuoso. Saímos do carro, e Fabrício me guiou para dentro. Enquanto esperávamos o início, ele me entregou um catálogo. Meus olhos varreram as páginas, sem interesse.

Então, meus olhos pararam. Uma joia. Um colar de pérolas e diamantes. Era o colar da minha mãe, a última coisa que me restou dela. Minhas mãos começaram a tremer. Como? Como aquilo havia chegado ali?

Fabrício olhou para mim, notando minha reação. "O que foi?", perguntou ele, a voz indiferente.

Eu me recompus, escondendo a emoção. "Nada. Apenas uma joia bonita."

Mas minha mente estava em turbilhão. Liguei para meu advogado, as mãos trêmulas. "Venda tudo. Todas as minhas ações, minhas propriedades, tudo. Preciso de dinheiro. Agora."

"Senhorita Leitão, isso é uma fortuna...", meu advogado começou.

"Eu sei. Apenas faça. Preciso disso para um leilão. Quanto eu consigo em duas horas?"

Ele hesitou. "Com os preços de hoje... talvez o suficiente para um lance alto em algo muito valioso."

"Ótimo", eu disse, a voz firme. "Faça isso. Eu vou ter aquele colar de volta." Eu o teria de volta, custe o que custasse.

Entramos no salão de leilões. Jessica estava lá, sentada ao lado de meu pai, sorrindo de forma vitoriosa. Ela me viu, e um sorriso de escárnio surgiu em seus lábios. Ela sabia. Ela sabia que eu estaria lá. Ela sabia que meu pai havia colocado o colar da minha mãe em leilão.

Eu percebi naquele instante. Meu pai havia feito isso para me humilhar ainda mais. E Fabrício? Ele estava ali, testemunhando tudo. Ele era parte do plano. Aquele sentimento de dormência, de anestesia, tomou conta de mim novamente. Meu coração estava tão quebrado que mal conseguia sentir.

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