Outra mulher, com uma voz mais suave, mas cheia de preocupação, tentou argumentar com Stephanie: "Querida, talvez seja melhor não se meter. Ela não é sua responsabilidade, e parece estar muito doente. Um único comprimido não vai resolver um problema como esse."
O tom de Stephanie era firme. "Podem ficar tranquilos. Sei exatamente o que estou fazendo."
Ela se virou para o seu estojo, pronta para dar outro comprimido azul à garotinha. Mas antes que pudesse, Aimee avançou e arrancou o remédio de sua mão. "O que é isso? Quem você pensa que é para ficar dando remédios aleatórios? Você nem é médica!"
Aimee pegou seu celular e começou a gravar. "Pode continuar fingindo. Já estou gravando tudo. Se algo acontecer com ela, não pense nem por um instante que minha família vai te proteger."
Agitando o celular para que todos vissem, ela continuou: "Tenho provas. Se isso der errado, você terá que arcar com as consequências."
Nesse momento, a paciência de Stephanie se esgotou. "Se você quer que ela viva, pare de interferir!"
De repente, um homem com um jaleco branco impecável surgiu da multidão, e Aimee se agarrou a ele, esperançosa. "Senhor, você é médico? Tem uma mulher aqui se passando por médica e colocando a vida dessa garota em risco. Por favor, faça alguma coisa!"
O homem acenou com a cabeça calmamente. "Sim, sou médico."
O homem de jaleco branco era o médico particular de Aaron, um dos especialistas de elite trazidos para a reunião médica de Waylon.
Com um ar de triunfo, Aimee lhe entregou o frasco de comprimidos azuis de Stephanie, ansiosa para vê-la ser desmentida por um especialista de verdade.
O médico pegou o frasco, examinou-o atentamente e olhou para Stephanie com evidente descrença. "Onde conseguiu isso?"
Isso era tudo o que Aimee precisava ouvir. Então, segurando o braço de Stephanie, ela se gabou: "Ouviu isso? Nem um médico profissional reconhece seu suposto remédio. Pare de fingir que faz a menor ideia do que está fazendo!"
Ela pegou o celular novamente. "É isso aí. Vou chamar a polícia. Você matou alguém e vai pagar por isso."
O médico lançou um olhar penetrante para Aimee e disse, em tom gélido: "Chega disso. Este é um medicamento de última geração desenvolvido por um instituto de pesquisa nacional, uma inovação em edição de genes."
Aimee revirou os olhos, recusando-se a acreditar nele. "Um medicamento de última geração? Como isso é possível? Você está trabalhando com ela ou algo do tipo?"
Ela partiu para o ataque, chutando o estojo de Stephanie.
Nesse momento, a paciência de Stephanie se esgotou. Com um movimento suave e preciso, ela atingiu o braço de Aimee duas vezes, fazendo-a gritar de dor.
Em questão de segundos, o braço da garota e sua perna direita ficaram dormentes, enquanto uma dor aguda percorria seu corpo.
Com o rosto contorcido, ela desabou no chão, gritando: "O que você fez comigo?"
Lágrimas escorriam por seu rosto.
Finalmente livre da interferência de Aimee, Stephanie voltou sua atenção para a paciente, puxou o líquido de um frasco transparente para uma seringa, desinfetou cuidadosamente o local da injeção e aplicou-a nela.
Momentos depois, a menina abriu os olhos, a confusão visível em seu rosto quando ela olhou para Stephanie. "Moça bonita, você me salvou?"
Stephanie sorriu e acenou com a cabeça. "Sim. Descanse por enquanto. Logo te levarei para casa."
A multidão irrompeu em aplausos espontâneos, o ceticismo dando lugar à admiração. "Que remédio incrível!", exclamou alguém.
"As habilidades médicas dela são extraordinárias!"
"Nós quase duvidamos dela. Graças a Deus não o fizemos."
Enquanto isso, o médico particular de Aaron avistou um emblema peculiar no estojo de Stephanie, um símbolo que diziam ser reservado apenas para a doutora Clayton, e
seu olhar se intensificou.
Uma suspeita ousada surgiu em sua mente e, antes que pudesse se conter, perguntou com entusiasmo: "Senhorita, por acaso você conhece a doutora Clayton?"