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A Cegueira do Meu Marido, Minha Doce Vingança
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Capítulo 2 2

Estevão de Bragança acordou com a boca seca e uma dor de cabeça latejante, o resíduo do champanhe barato que Escarlate insistira em beber para celebrar sua recuperação milagrosa.

Estendeu o braço para o lado direito da cama, esperando encontrar a pele quente de Íris ou, pelo menos, o copo de água com limão que ela sempre deixava ali.

Sua mão golpeou o ar vazio.

Abriu os olhos, incomodados pela luz do sol que filtrava sem piedade através das cortinas que ninguém havia fechado.

- Íris - grasnou.

Silêncio.

Sentou-se na cama, massageando as têmporas. O lado da cama de Íris estava feito, perfeitamente liso, como se ninguém tivesse dormido ali. Franziu a testa. Íris nunca se levantava antes dele sem deixar um bilhete ou fazer barulho no banheiro.

Levantou-se e desceu as escadas, arrastando os pés e seu mau humor. Esperava encontrá-la na cozinha, com aquele avental ridículo, passando café.

Mas a cozinha estava deserta. Apenas a Sra. Higgins, a governanta, estava lá, limpando a bancada com um nervosismo palpável.

- Bom dia, senhor - disse a mulher, evitando seu olhar.

- Onde está minha mulher? - perguntou Estevão, servindo-se ele mesmo do café, algo que o irritou profundamente.

A Sra. Higgins apontou para a mesa do café da manhã. Não havia comida. Apenas um envelope pardo.

Estevão pegou o envelope, rasgou o selo e tirou o documento. "Acordo de Dissolução Matrimonial". Leu o título e soltou uma gargalhada seca, sem humor.

- Isso é alguma piada? - murmurou, jogando os papéis sobre a mesa como se estivessem sujos. - Íris, saia de onde estiver. Esse joguinho de esposa ofendida já perdeu a graça.

Ninguém respondeu.

Subiu novamente ao quarto, convencido de que ela estava escondida no closet, chorando, esperando que ele fosse consolá-la.

Abriu as portas do armário de par em par. Seus ternos estavam lá. Os vestidos de gala que ele comprara para ela estavam lá. Mas faltava algo.

Os espaços onde costumavam estar as roupas baratas dela, aquelas que ela trouxera do interior e que ele detestava, estavam vazios.

Foi então que viu as joias. O colar de diamantes, os brincos de pérolas, o anel de noivado... tudo estava cuidadosamente alinhado na prateleira, junto com as chaves do carro e os cartões de crédito.

Uma sensação gélida percorreu sua espinha. Não era medo, disse a si mesmo. Era raiva.

Como ela ousava ir embora assim? Sem uma discussão? Sem dar a ele a chance de explicar... ou de ignorá-la?

Pegou o celular e discou o número dela.

"O número que você ligou não está disponível ou fora da área de cobertura. Por favor, verifique..."

- Maldita seja! - gritou, cortando a chamada. Tentou ligar de novo. A mesma mensagem mecânica. Ela o havia bloqueado ou cancelado a linha.

Do outro lado da cidade, em um apartamento moderno, mas discreto, alugado sob o nome de uma empresa fantasma, Íris estava sentada no chão de madeira. Usava jeans gastos e uma camiseta preta.

Cléo lhe estendeu uma caneca de café fumegante.

- Tem certeza disso? - perguntou Cléo, olhando para a tela do laptop de Íris. - Você poderia ter arrancado metade da fortuna dele. É a lei.

- Não quero o dinheiro dele, Cléo - disse Íris sem levantar os olhos do teclado. Seus dedos voavam sobre as teclas, respondendo e-mails em alemão e francês. - Quero cortar qualquer laço que me prenda a ele. Se eu pegar o dinheiro, sempre haverá um vínculo. Além disso, tenho meus próprios recursos.

Íris abriu uma conta bancária segura na tela. O saldo não era astronômico, mas o suficiente para recomeçar, acumulado graças a pequenos investimentos inteligentes que fizera ao longo dos anos sob pseudônimos indetectáveis.

Na sede do Grupo Bragança, a atmosfera era tensa. Estevão estava em uma reunião da diretoria, mas sua mente estava na casa vazia. Seu assistente, Guilherme, entrou com cara de enterro e sussurrou em seu ouvido.

- Senhor, o banco notificou movimentações. A senhora... Íris, cancelou todos os cartões conjuntos. Ela não sacou dinheiro, simplesmente renunciou ao acesso.

Estevão sentiu um golpe no orgulho. Ela não só tinha ido embora; tinha rejeitado o poder dele. Em seu mundo, o dinheiro era a linguagem do controle. Rejeitar seu dinheiro era o insulto supremo.

Nesse momento, seu telefone pessoal vibrou. Era Escarlate.

- Estevão, estou me sentindo um pouco fraca - soluçou ela. - Acho que ontem foi emoção demais. Você pode vir aqui?

A irritação de Estevão se dissipou momentaneamente, substituída pelo hábito de ser o salvador.

- Estou indo - disse, levantando-se.

No hospital, Escarlate estava sentada na cama, perfeitamente maquiada. Marcos João, o melhor amigo de Estevão, estava lá, fazendo companhia a ela.

- A caipira finalmente se mandou? - exclamou Marcos ao ver Estevão entrar. - Cara, isso tem que ser celebrado. Aquela mulher era um peso morto socialmente. Sempre calada, sempre pelos cantos. Você merece coisa melhor.

Estevão assentiu, mas seu olhar se desviou para a janela chuvosa.

- Ela foi embora sem pedir nada - disse, quase para si mesmo. - Nem um centavo.

- Certeza que ela vai voltar rastejando quando o troco do pão acabar - riu Marcos. - Dá uma semana. A fome cura o orgulho.

Estevão queria acreditar nisso. Mas a imagem do armário vazio e as joias alinhadas com precisão militar lhe diziam o contrário. Aquilo não era obra de alguém que planejava voltar.

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