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A Cegueira do Meu Marido, Minha Doce Vingança
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Capítulo 6 6

A paz na Mansão Bragança durou pouco. Naquela mesma tarde, Escarlate desmaiou dramaticamente na sala de estar. Estevão a levou para o hospital. O diagnóstico continuava vago, mas os médicos insistiam em uma cirurgia complexa.

Necessitando liberar a tensão, Estevão deixou Escarlate dormindo e dirigiu-se a um lugar que poucos conheciam: um clube de tiro subterrâneo na zona industrial, longe dos clubes sociais onde seria visto. Queria barulho e violência controlada.

Entrou no "Bunker 9". O ar cheirava a pólvora velha e óleo. Alugou uma cabine e uma pistola de alto calibre. Enquanto carregava a arma, ouviu disparos na linha ao lado. Não era o ritmo errático de um amador. Era um metrônomo de destruição. Pum-pum. Pausa. Pum-pum.

Estevão aproximou-se discretamente para olhar.

Na linha vizinha, uma figura vestida completamente de preto, com roupas táticas largas e um boné enterrado na cabeça, disparava um fuzil com uma precisão assustadora. Os alvos móveis a cinquenta metros caíam um após o outro.

Estevão observou a postura: pés plantados, ombros relaxados, respiração controlada. Era a postura de um profissional. Um mercenário ou um militar de elite.

A atiradora (pela forma dos quadris deduziu que era mulher) baixou a arma e tirou os protetores auriculares por um momento para ajustar o rabo de cavalo. Estevão sentiu uma estranha pontada de familiaridade na nuca. Algo na linha do pescoço dela, na forma como inclinava a cabeça...

"Não seja ridículo", pensou. "A Íris tem medo de trovões. Ela se escondia debaixo do cobertor nas tempestades. Essa mulher é uma máquina de matar."

A mulher pareceu sentir o olhar dele. Virou-se bruscamente, puxando a gola da blusa para cobrir o nariz e a boca. Apenas seus olhos ficaram visíveis por um segundo sob a aba do boné. Eram escuros, insondáveis.

Estevão deu um passo à frente.

- Boa mira.

A mulher não respondeu. Recolheu seu equipamento com movimentos rápidos e eficientes, enfiando o fuzil em uma bolsa esportiva, e saiu pela porta dos fundos em direção ao beco escuro.

Estevão saiu atrás dela, movido pela curiosidade.

- Ei?

Chegou ao beco justo a tempo de ver as luzes traseiras de um sedã preto e comum se afastando devagar, sem cantar pneu, sem chamar atenção. Um profissional até para ir embora.

Estevão ficou ali, sob a luz piscante de um poste. Pegou o telefone.

- Guilherme, verifique se há mulheres militares ou contratadas de segurança privada operando na cidade.

- Senhor? - Guilherme soava cansado. - Isso tem a ver com a senhora Íris?

- Não - disse Estevão, olhando para onde o carro havia desaparecido. - Isso é outra coisa. Tem alguém nesta cidade que está me deixando nervoso.

No sedã preto, Íris tirou o boné e soltou um suspiro trêmulo. Aquilo tinha sido perto demais. Estevão frequentava clubes de elite, não buracos como aquele. O mundo dele estava ficando pequeno. Precisava ter mais cuidado.

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