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A Cegueira do Meu Marido, Minha Doce Vingança
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Capítulo 4 4

A boate 'The Void' era um ataque aos sentidos. A música eletrônica golpeava o peito e as luzes estroboscópicas cortavam a escuridão. O tema da noite era "Máscaras Venezianas", o que dava ao lugar um ar de mistério decadente.

Íris e Cléo entraram, ambas com máscaras que cobriam a metade superior de seus rostos. Íris usava um vestido prateado de lantejoulas que aderia ao seu corpo como uma segunda pele, deixando as costas completamente nuas, e uma máscara preta com plumas.

- Lembra, só uma hora - gritou Íris para Cléo por cima da música. - Amanhã tenho trabalho.

No segundo andar, no camarote VIP, Estevão segurava um copo de uísque, olhando para a multidão com tédio. Usava uma máscara minimalista preto fosco. Marcos João estava ao seu lado, escaneando a pista.

- Olha aquilo, às doze horas - gritou Marcos. - A do vestido prateado. Meu Deus, olha como ela se mexe. Aquilo é arte.

Estevão seguiu a direção. Seus olhos se estreitaram. A mulher dançava com uma técnica fluida, cada movimento sincronizado. Suas costas nuas brilhavam sob as luzes. Não podia ver o rosto dela, mas algo na curva de seu pescoço lhe pareceu estranhamente familiar. Uma sensação de déjà vu o atingiu.

- Vou descer - disse Marcos. - Me deseje sorte.

Estevão viu Marcos se aproximar da mulher, dizer algo em seu ouvido e tentar colocar a mão na cintura dela. A mulher se virou e disse algo breve, afastando-se com elegância. Marcos ficou ali parado, confuso, sem reconhecer em absoluto a mulher que desprezara durante anos. A máscara e a atitude segura de Íris eram uma camuflagem perfeita para alguém como Marcos, que nunca a tinha olhado realmente nos olhos.

Estevão, impulsionado por uma inquietude que não conseguia nomear, desceu as escadas. Abriu caminho entre a multidão até chegar a ela.

Íris sentiu uma presença às suas costas, mais imponente que a dos outros frequentadores. Virou-se e viu os olhos de Estevão através da máscara. Ele não sabia que era ela, mas ela o reconheceu instantaneamente pela postura rígida e o maxilar tenso.

Estevão estendeu a mão e agarrou o pulso dela, não com violência, mas com uma urgência possessiva.

- Você dança como se quisesse que o mundo todo te olhasse - disse ele, sua voz apenas audível sobre o grave da música.

Íris não falou. Sabia que sua voz a entregaria. Em vez disso, encarou-o fixamente nos olhos, desafiadora.

Estevão sentiu uma descarga elétrica ao contato com a pele dela. Era a mesma textura suave, a mesma temperatura... mas a atitude estava errada. Íris era dócil. Essa mulher era fogo.

- Quem é você? - perguntou Estevão, aproximando-se mais.

Íris aproveitou o momento em que um grupo de pessoas empurrou perto deles. Com um movimento rápido, pisou no pé de Estevão com seu salto agulha, não forte o suficiente para quebrar nada, mas o bastante para causar uma dor aguda e surpresa.

Estevão soltou o pulso dela por reflexo.

- Merda!

Íris deu meia-volta e desapareceu na multidão suada como fumaça. Estevão tentou segui-la, mas a maré de corpos o impediu.

Marcos apareceu ao seu lado.

- Viu isso? Ela me rejeitou com um único olhar. Que mulher fria.

Estevão esfregou o pulso onde tinha sentido a pulsação dela.

- Ela não é fria - murmurou, olhando para onde ela havia desaparecido. - Ela é perigosa.

Nesse momento, Escarlate apareceu, abrindo caminho até a área VIP, sem máscara, buscando atenção.

- Estevão! - gritou ela. - Você está aqui! Esse lugar é horrível, cheira a suor. Vamos embora.

Estevão olhou para Escarlate, depois para o vazio onde estivera a mulher de prata. Pela primeira vez, a presença de Escarlate lhe pareceu um fardo pesado e chato.

- Vamos - disse Estevão secamente, dando as costas para a pista de dança.

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