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As Cicatrizes Que Ela Escondeu do Mundo
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Capítulo 4 4

Alvorada parou sob a iluminação embutida da varanda. Lama pingava de sua calça de moletom, formando poças no mármore italiano importado. Ela era uma mancha na fachada imaculada da família.

A pesada porta de carvalho se abriu.

Lume saiu. Ela usava um vestido de noite de seda, verde esmeralda. O cabelo estava arrumado em um capacete de perfeição loira.

"Meu Deus," Lume engasgou, a mão voando para a boca. "Olhe para você. Você está... um desastre."

Alvorada olhou para a mãe. Não houve abraço. Nem lágrimas de alegria. Apenas choque por a filha ter arruinado a estética.

"Olá, Mãe," disse Alvorada.

Pluma saiu de trás de Lume. Ela usava um cardigã de cashmere branco e macio que parecia custar mais que um carro popular. Ela parecia angelical. Inocente.

"Alvorada!" Pluma gritou com uma voz fina. Ela correu para frente, braços abertos. "Você finalmente voltou!"

Ela se lançou para um abraço.

Alvorada deu um passo para o lado. Foi um movimento suave, praticado. Pluma abraçou o ar.

"Não," disse Alvorada secamente. "Você vai sujar seu cashmere. É lavagem a seco apenas."

Pluma congelou. Ela olhou para Alvorada, depois olhou além dela para Afonso, que subia os degraus. O lábio inferior dela tremeu perfeitamente.

"Eu só senti sua falta," Pluma sussurrou, a voz falhando.

Afonso alcançou o degrau superior. Ele se moveu para o lado de Pluma, colocando a mão no ombro dela. Um gesto protetor.

Alvorada sentiu uma pontada aguda no peito, mais afiada que suas costelas machucadas. Aquele costumava ser o lugar dela.

"Vamos entrar," disse Lume nervosamente, olhando para a entrada da garagem. "Antes que os vizinhos vejam."

Eles se moveram para o saguão. O lustre de cristal no teto era cegante. A luz refletia no piso polido, fazendo Alvorada apertar os olhos.

A empregada, Maresia, deu um passo à frente, estendendo a mão para o saco plástico de Alvorada. "Deixe-me levar isso para a senhora, Senhorita."

Alvorada puxou o saco para longe, apertando-o contra o peito. "Não."

Corisco, que estava encostado no corrimão da escada segurando um copo de uísque, riu. "O que tem aí? Barras de ouro? Drogas?"

A palavra drogas pairou no ar como fumaça.

"É a minha vida," disse Alvorada calmamente. "É a única coisa que me restou."

Corisco revirou os olhos. "Dramática. Como sempre."

"Alvorada," repreendeu Lume, alisando o vestido. "Cuidado com o tom. Corisco é seu irmão."

Alvorada virou seu olhar morto para a mãe. "E o que eu sou? O cachorro vira-lata que vocês deixaram entrar por causa da chuva?"

Lume empalideceu. Ela desviou o olhar, incapaz de manter contato visual.

"Seu quarto está pronto, irmã," disse Pluma suavemente, encostando-se em Afonso. "Certifiquei-me de que colocassem flores frescas nele."

Alvorada olhou ao redor do saguão. As paredes costumavam ser forradas com fotos de família. Agora, eram diferentes. Havia fotos de Pluma se formando. Pluma ganhando um troféu de debate. Pluma e Afonso em um baile de gala.

Alvorada havia sumido. Apagada.

"Não vejo meu quarto," disse Alvorada. "Não me vejo em lugar nenhum."

A sala girou levemente. A adrenalina estava passando, deixando apenas a dor no tornozelo e a fome roendo sua barriga. Ela balançou.

Mordeu a ponta da língua, com força. A dor aguda a ancorou. Não desmaie. Não dê a eles a satisfação.

"Maresia," Lume disse bruscamente para a empregada. "Leve Alvorada para o quarto dela. Deixe-a se limpar."

Alvorada virou-se para seguir a empregada. Ela não olhou para trás, para Afonso. Não olhou para sua família. Ela caminhou mancando, arrastando a perna ruim, um soldado quebrado marchando para longe da guerra.

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