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As Cicatrizes Que Ela Escondeu do Mundo
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Capítulo 6 6

A fome a acordou. Foi uma cãibra aguda e retorcida no estômago que a fez arfar antes mesmo de abrir os olhos.

Alvorada sentou-se. A luz que entrava pelas cortinas finas era cinza. Manhã.

Ela foi até o pequeno guarda-roupa. Estava quase vazio, exceto por algumas de suas roupas antigas do ensino médio. Fora de moda. Fora de estação.

Puxou um suéter de gola alta preto. Era de lã, quente demais para a estação, mas ela precisava de cobertura. Vestiu-o. Ficou pendurado em sua estrutura como uma barraca. Ela enrolou as mangas, mas elas continuavam escorregando.

Arca entrou com uma bandeja.

"Café da manhã," ela disse.

Alvorada olhou para a bandeja. Uma fatia de torrada seca. Uma xícara de café preto.

"Só isso?" perguntou Alvorada.

Arca não a olhou nos olhos. "A Senhora Lume disse... ela disse que você precisa vigiar o peso. Ela quer que você pareça uma modelo de novo."

Alvorada riu. Foi um som seco, como uma tosse. "Uma modelo? Eu pareço um cadáver."

Ela comeu a torrada em duas mordidas. Bebeu o café, ignorando a queimação.

"Vou ver a Vovó Raiz," anunciou Alvorada, levantando-se.

Arca moveu-se para bloquear a porta. "Você não pode. Corisco disse-"

Alvorada não parou. Caminhou direto até Arca, invadindo seu espaço pessoal. "Saia."

Arca saiu.

Alvorada caminhou para fora do chalé, atravessou o gramado molhado e foi em direção à Ala Leste da casa principal. Os jardineiros pararam o trabalho para encarar. Ela os ignorou.

Alcançou as portas do pátio da suíte da avó.

Corisco estava lá. Estava encostado no vidro, braços cruzados sobre o peito.

"Perdida?" ele perguntou.

"Quero ver a Vovó," disse Alvorada.

"Ela está descansando. Não quer ver você."

"Ela sabe que estou aqui? Ou você está mentindo para ela?" Alvorada deu um passo mais perto. "A Vovó Raiz é a única nesta família com caráter. Ela não me mandaria embora."

Corisco desencostou da parede. Ele empurrou Alvorada. Não foi forte, mas em seu estado enfraquecido, ela tropeçou três passos para trás.

"Ela é frágil, Alvorada. Ela não precisa de uma viciada perturbando a condição cardíaca dela."

"Eu não sou uma viciada," disse Alvorada, a voz subindo.

Lume saiu para o pátio, segurando uma revista de moda. Ela parou quando viu Alvorada. Seus olhos foram para o suéter enorme.

"Santo Deus," disse Lume, enrugando o nariz. "Por que você está usando isso? Você está nadando nele. Parece grotesco."

"Este é o resultado do seu 'campo de bem-estar', Mãe," cuspiu Alvorada.

"Era reabilitação!" gritou Lume, agarrando suas pérolas. "Fizemos isso para te salvar!"

"Eu nunca toquei em drogas!" Alvorada gritou. "Pluma colocou na minha bolsa! Vocês sabem que foi ela!"

"Cale a boca!" rugiu Corisco. "Não ouse caluniá-la!"

A gritaria atraiu atenção. As portas de vidro da sala de estar principal se abriram. Pluma saiu, parecendo aterrorizada. Afonso estava logo atrás dela.

Pluma encolheu-se atrás de Afonso, agarrando o paletó dele. "Ela está... ela está tendo um episódio?"

Afonso olhou para Alvorada. Viu as mãos trêmulas. Viu o desespero. Mas também viu o fogo nos olhos dela. Não parecia abstinência. Parecia fúria.

"Volte para o seu canil," zombou Corisco, apontando para a casa de hóspedes. "Você está nos envergonhando."

Alvorada olhou para eles. O front unido. A muralha de mentiras.

Ela parou de lutar. Seus ombros caíram. O fogo em seus olhos virou gelo.

Ela soltou uma risada. Foi um som arrepiante, desprovido de humor.

"Tudo bem," disse Alvorada suavemente. "Eu não vou vê-la. Mas lembrem-se deste momento. Lembrem-se de quando vocês me negaram."

Ela se virou.

"Durmam bem esta noite, família," ela chamou por cima do ombro.

Ela se afastou. Podia sentir os olhos de Afonso queimando um buraco em suas costas.

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