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Casamento Relâmpago com o Pai da Minha Melhor Amiga
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Capítulo 2 2

A luz era agressiva.

Ela cortava através das janelas do chão ao teto, atingindo Elisabete diretamente no rosto. Ela gemeu, rolando e alcançando cegamente o copo de água que normalmente ficava em sua mesa de cabeceira.

Sua mão não encontrou nada além de ar.

Ela abriu um olho. O teto era alto demais. O acabamento de gesso era intrincado demais. E os lençóis... aqueles não eram seus lençóis de poliéster ásperos. Aquilo era algodão tão macio que parecia água contra a pele.

A memória a atingiu como um golpe físico.

A festa. O champanhe. Dalton.

Elisabete sentou-se tão rápido que sua cabeça girou. O quarto inclinou, seu cérebro pulsando contra o crânio em uma batida rítmica e dolorosa. Ela olhou para baixo.

Ela estava usando a parte de cima de um pijama de seda masculino enorme que engolia sua estrutura. O tecido era impossivelmente macio, e cheirava levemente a sândalo - o cheiro dele.

O pânico, frio e intenso, inundou seu peito. Ela agarrou o edredom maciço e o puxou até o queixo, o coração martelando contra as costelas como um pássaro preso. Seu próprio vestido, o cinza barato, não estava em lugar nenhum.

Ela escaneou o quarto. Era minimalista, masculino e caro. Madeira escura, detalhes em cinza, sem bagunça.

Na mesa de cabeceira, uma pilha de roupas estava dobrada com precisão militar.

Em cima das roupas, havia um pedaço de papel cartão pesado e um cartão de crédito preto.

Elisabete estendeu a mão trêmula. O cartão era pesado - metal, não plástico. Um cartão Centurion. Era um cartão suplementar em branco, ostentando apenas a insígnia de platina do banco.

Ela o largou como se fosse carvão em brasa.

Pegou o bilhete. A caligrafia era afiada, angular.

Hidrate-se. A senha é o seu aniversário. - D.

Flashbacks a assaltaram. A viagem de carro. A exigência de um escudo. O papel na mesa de mármore.

Assine.

Ela engasgou, pressionando as mãos na boca. Ela tinha pedido o pai da melhor amiga em casamento. E ele tinha dito sim.

Ela pegou o celular na mesa de cabeceira. A tela se iluminou com uma barragem de notificações.

52 chamadas perdidas de Afonso Guimarães.

30 mensagens de texto de Afonso Guimarães.

12 correios de voz.

Então, uma única mensagem de um número que ela não tinha salvo, mas reconheceu instantaneamente.

Os advogados estão protocolando. Você está segura. Vá para a aula.

Dalton.

Elisabete olhou para a mão esquerda. Havia um anel ali. Era uma aliança de platina simples, elegante e discreta, mas parecia mais pesada que uma algema.

Ela saiu da cama, as pernas bambas. Pegou as roupas. Um suéter de cashmere macio, jeans escuro, roupa íntima nova. Ela as vestiu. Serviram.

Serviram perfeitamente.

Ela parou, o suéter na metade da cabeça. Como? Como ele tinha roupas no tamanho exato dela prontas? O pensamento enviou um calafrio pela espinha, mas ela o empurrou para longe. Não podia lidar com isso agora.

Ela precisava sair.

Agarrou a bolsa e o cartão preto - enfiando-o fundo no bolso - e fugiu do quarto.

A cobertura estava silenciosa. Uma governanta estava tirando o pó no corredor, uma senhora robusta de cabelos grisalhos.

- Bom dia, Dona...

Elisabete não a deixou terminar. Ela correu para o elevador, apertando o botão, quase esperando que não funcionasse. Para sua surpresa, uma luz verde piscou e as portas se fecharam. Ele já tinha lhe dado acesso.

O celular vibrou na mão dela. Era Azaleia.

Biblioteca. Agora. Emergência.

O estômago de Elisabete despencou. Será que ela sabia?

Ela chamou um táxi do lado de fora do prédio, as mãos tremendo tanto que mal conseguia abrir a porta. A corrida até a universidade levou vinte minutos, mas pareceu vinte segundos.

Ela correu pelo pátio do campus, ignorando os olhares dos estudantes que provavelmente viram as fotos dela fugindo da festa na noite anterior.

Encontrou Azaleia andando de um lado para o outro atrás da seção de referência na biblioteca. Azaleia parecia maníaca, o cabelo loiro bagunçado, o celular apertado na mão.

- Elisabete! - Azaleia agarrou o braço dela e a arrastou para mais fundo entre as estantes. - Meu pai acabou de transferir uma quantia absurda de dinheiro para minha conta.

Elisabete congelou.

- O quê?

- Tipo, dinheiro para "comprar uma ilha pequena" - sussurrou Azaleia, com os olhos arregalados. - Ele disse para te levar às compras. Por que ele está te mimando?

Azaleia parecia desconfiada. Seus olhos se estreitaram, escaneando o rosto de Elisabete.

A boca de Elisabete secou.

- Eu... eu ajudei ele com um projeto. Um trabalho de tradução.

Era uma mentira fraca. Elisabete cursava História da Arte, não Letras. Azaleia assentiu lentamente, embora um lampejo de dúvida cruzasse sua mente. Trabalho de tradução? Para o pai dela, que tinha uma equipe interna de linguistas? Parecia forçado, mas Elisabete parecia tão frágil que Azaleia decidiu não pressionar. Por enquanto.

- Tanto faz. Temos ordens. Vamos lá para fora.

Azaleia a conduziu para fora da biblioteca em direção ao estacionamento dos estudantes.

- Ele disse que seu carro é uma lata velha perigosa - disse Azaleia por cima do ombro. - O que, para ser justa, é verdade. Os freios soam como gatos morrendo.

Elas chegaram ao estacionamento. Um caminhão plataforma estava parado ali. Na caçamba do caminhão estava um Aston Martin prateado. Ele brilhava sob o sol, parecendo alienígena entre os Civics e Toyotas amassados.

O motorista desceu e caminhou até Azaleia. Entregou-lhe uma chave.

Azaleia jogou a chave para Elisabete.

- Ele disse que este é o substituto.

Elisabete pegou as chaves. O chaveiro era pesado, couro e cromo. Ela olhou para o carro. Valia mais do que a casa em que ela cresceu.

- Eu não posso aceitar isso - sussurrou Elisabete.

- Você tem que aceitar - disse Azaleia, cruzando os braços. - Você sabe como ele é. Se você mandar de volta, ele vai mandar dois.

Estudantes estavam parando. Celulares estavam sendo sacados. Sussurros ondulavam pelo ar.

Aquela é a Elisabete Salomão? Quem comprou aquilo para ela?

O celular de Elisabete vibrou novamente. Afonso.

Ela recusou a chamada, o polegar atingindo o botão vermelho com força agressiva.

Caminhou até o carro e apertou o botão de destravar. Os espelhos se desdobraram. As luzes piscaram.

- Entra aí, Dona Dalton - brincou Azaleia, cutucando as costelas dela.

Elisabete estremeceu. O título bateu perto demais de casa.

Ela deslizou para o banco do motorista. O cheiro de couro novo a envolveu. Cheirava exatamente como o Maybach. Cheirava a Dalton.

Ela agarrou o volante, os nós dos dedos brancos. Tinha assinado um contrato com o diabo, e agora estava dirigindo a carruagem dele.

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