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Renascido na Riqueza: Minha Vingança Ascende
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Capítulo 3

A intimação chegou três dias depois.

Seraphina estava hospedada em um motel no Queens que cobrava por hora. As paredes eram finas como papel, e o letreiro de neon do lado de fora zumbia em um ritmo que causava dor de cabeça. Ela passara as últimas setenta e duas horas encarando seu laptop, assistindo à sua vida ser desmantelada nas redes sociais.

EsposaIngrata estava nos trending topics. Susanna andara ocupada. Havia fotos de Seraphina com aparência desleixada, justapostas a fotos de Susanna com um ar radiante e caridoso. A narrativa estava montada: Seraphina era a caipira inculta e gananciosa que tentara chantagear o nobre Ethan Vance.

Seu telefone tocou. Era o telefone fixo do quarto do motel. Ninguém sabia que ela estava ali.

Ela atendeu. "Alô?"

"O carro está lá fora", disse uma voz grave e rouca. Era o mordomo da família Vance, Higgins. Ele parecia se desculpar. "O Sr. Harold Vance solicita sua presença na propriedade dos Hamptons. Imediatamente."

"Diga a ele que estou ocupada", disse Seraphina.

"Ele diz que se trata de uma... oferta de acordo. E que, se a senhora recusar, ele envolverá a polícia a respeito do 'roubo' de propriedade da empresa."

Seraphina apertou o telefone. Eles iam armar para ela. Por causa dos diários.

"Desço em cinco minutos."

A viagem até os Hamptons levou duas horas. O silêncio na parte de trás do Rolls Royce era opressivo. Seraphina observou a cidade dar lugar a gramados bem cuidados e cercas-vivas altas. Este era o mundo no qual ela tentara se encaixar por três anos. Um mundo de crueldade silenciosa.

Os portões da Propriedade Vance se abriram lentamente, como as mandíbulas de uma fera.

Ela foi conduzida à sala de visitas. Um fogo crepitava na lareira, apesar do tempo quente. Sentado em uma poltrona de couro de espaldar alto estava Harold Vance, o patriarca. Ele tinha oitenta anos, enrugado como uma maçã seca, mas seus olhos eram penetrantes e negros.

Ethan e Susanna estavam lá, sentados no sofá. Susanna parecia recatada, enxugando os olhos secos com um lenço de papel. Ethan parecia presunçoso.

"Sente-se", ordenou Harold, batendo com sua bengala no tapete persa.

Seraphina continuou de pé. "Prefiro ficar de pé. O que vocês querem?"

"Divórcios são complicados, Seraphina", disse Harold, com a voz parecendo folhas secas se roçando. "Ruim para o preço das ações. Os investidores ficam nervosos quando o CEO está envolvido em um escândalo."

"Infidelidade é pior para as relações públicas", rebateu Seraphina.

Susanna soltou um soluço baixo e teatral. "Não pudemos evitar nos apaixonar. Era o destino. Mas a Seraphina... ela tem sido tão cruel com isso."

"O amor é irrelevante", rosnou Harold. Ele olhou para Seraphina com um cálculo frio. "Queremos silêncio. Você vai assinar um Acordo de Confidencialidade. Vai admitir... instabilidade emocional. Em troca, não a processaremos por roubar pesquisa proprietária."

"Meus diários?", perguntou Seraphina, incrédula. "São minhas anotações pessoais."

"Foram escritos durante o horário de trabalho, em um prédio da empresa", disse Ethan, inclinando-se para a frente. "Tecnicamente, eles pertencem à Vance Innovations."

"Vocês querem ser donos dos meus pensamentos?"

"Queremos garantir que você não venda nenhuma 'história' para os tabloides", disse Harold. "Assine o NDA. Nós lhe daremos uma indenização generosa. Cinco mil dólares. O suficiente para você voltar para qualquer buraco de onde saiu rastejando."

"Cinco mil", repetiu Seraphina. Era um insulto. Não cobriria nem um mês de aluguel na cidade.

"Aceite", desdenhou Ethan. "Ou divulgaremos a filmagem de você me agredindo no escritório. Susanna filmou."

"Agressão?", Seraphina olhou para ele. "Eu pisei no seu pé para me afastar de você."

"Parece muito agressivo na câmera", disse Susanna suavemente, com os olhos brilhando. "Sem áudio... parece que você o atacou."

Seraphina sentiu o sangue sumir de seu rosto. Eles tinham editado a narrativa perfeitamente.

"Eu não vou assinar", sussurrou Seraphina.

Harold bateu com a bengala no chão. Thwack!

"Garota insolente!", ele rugiu. "Você não tem nada! Podemos esmagá-la como um inseto!"

"Então me esmague", disse Seraphina, com a voz trêmula, mas o queixo erguido. "Mas não vou mentir por vocês. E não vou desaparecer."

"Nós vamos soterrá-la em litígios", os olhos de Harold se estreitaram. "Vamos sangrá-la até secar com honorários advocatícios. Você será uma velha antes de ver um tribunal."

"Eu tenho tempo", disse Seraphina.

Ela se virou para o mordomo, que estava parado no canto, tentando ser invisível. "Meu casaco, por favor, Higgins."

Higgins se apressou em obedecer.

"Se você sair, não leva nada!", gritou Ethan, levantando-se. "Eu vou destruir você, Seraphina! Eu fiz você!"

Seraphina parou junto à pesada porta de carvalho. Ela olhou para trás, para o quadro de ganância e medo.

"Você não me fez, Ethan", disse ela em voz baixa. "Você apenas me alugou."

Ela saiu da mansão. Sua adrenalina estava disparando, suas mãos tremendo incontrolavelmente agora. Ela precisava de ajuda. Precisava de um escudo.

Ela pegou o celular e discou o número que o Professor lhe dera.

"Preciso de uma consulta", ela sussurrou no receptor. "Agora."

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