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O Preço de Um Casamento de Mentira
img img O Preço de Um Casamento de Mentira img Capítulo 3 A Armadura de Seda
3 Capítulo
Capítulo 6 O casamento será no sábado img
Capítulo 7 Foi um gemido Você está chorando img
Capítulo 8 Você nunca mais vai me tocar. Nunca. Nem se eu implorar... img
Capítulo 9 - A ruivinha tem garras, Eric. img
Capítulo 10 O Teatro das Sombras img
Capítulo 11 Sra. Crew img
Capítulo 12 Você bagunçou tudo, Eric. img
Capítulo 13 O que é a vida sem um pouco de loucura img
Capítulo 14 Jade Ross te beijou ! img
Capítulo 15 Você está tão bonita que chega a ser um pecado, ruivinha img
Capítulo 16 Eu os declaro marido e mulher Sr Ross, pode beijar a noiva img
Capítulo 17 Ninguém toca em mim sem pagar o preço. img
Capítulo 18 Nós somos casados agora, Maya. Legalmente img
Capítulo 19 Eu não estou competindo com você, Eric. img
Capítulo 20 Quem é Julian Vance img
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Capítulo 3 A Armadura de Seda

POV Maya Crew

O closet de Eric Ross era maior que o meu antigo apartamento inteiro. Enquanto eu tomava um banho rápido na suíte de mármore, tentando lavar a sensação de ressaca e a confusão mental, uma equipe de estilistas e assistentes entrou em silêncio, como um exército treinado para a guerra da aparência. Eles não traziam apenas roupas; traziam a minha nova identidade.

- Menos é mais, Maya. Lembre-se disso - a voz de Eric ecoou do quarto. Ele já estava vestido: um terno cinza sob medida que acentuava a largura de seus ombros e a cor dos seus olhos. Ele parecia intocável.

Saí do banheiro enrolada em um roupão felpudo, sentindo-me como uma impostora. Uma mulher loira de meia-idade, com um olhar clínico, me mediu da cabeça aos pés.

- A pele dela é excelente, Sr. Ross. O bronzeado da noite passada deu um contraste interessante com o tom esmeralda que escolhemos - comentou a estilista, como se eu fosse uma estátua de mármore em restauração.

- Apenas faça o que precisa ser feito, Julianne. Temos quarenta minutos - Eric respondeu, sem tirar os olhos do tablet.

Fui submetida a uma transformação frenética. Pincéis de maquiagem faziam cócegas no meu rosto, escondendo as olheiras da noite de insônia e choro. Meu cabelo foi domado em ondas sedosas que caíam pelas minhas costas. Mas foi quando vesti o vestido de seda verde-esmeralda que a ficha finalmente caiu. O tecido era frio e deslizava pela minha pele como uma carícia proibida. Ele tinha um corte modesto na frente, mas as costas eram totalmente nuas, terminando exatamente onde a curva dos meus quadris começava.

Quando me olhei no espelho, não vi a Maya que chorou no lixo ao jogar o anel de Breno fora. Vi a mulher que poderia destruir impérios.

- Você está aceitável - Eric disse, surgindo atrás de mim. Seu reflexo no espelho ao lado do meu criava uma imagem perigosa. Ele se aproximou e, por um momento, achei que ele fosse me beijar. Em vez disso, ele tirou uma caixa de veludo preto do bolso.

Dentro, havia um anel. Não era um anel de noivado comum. Era uma safira retangular cercada por diamantes negros.

- O anel da minha avó - ele murmurou, pegando minha mão esquerda. Seus dedos eram quentes contra os meus, que estavam gelados de nervosismo. - Se ele sair do seu dedo, o contrato acaba. Se você hesitar diante da minha mãe, o contrato acaba. Ficou claro?

- Você fala muito em acabar com as coisas, Eric. Deveria se preocupar mais em como vai mantê-las - retruquei, sentindo o peso da joia no meu dedo.

Ele deu um sorriso de canto, um brilho de aprovação cruzando seus olhos cinzentos.

- Vamos. O carro está esperando.

O trajeto até a mansão dos Ross em Upper East Side foi um borrão de prédios e flashes.

Eu podia ver fotógrafos em motos tentando capturar uma imagem nossa através dos vidros fumê. Eric não parecia notar. Ele revisava relatórios, mas sua mão direita estava firmemente apoiada sobre a minha coxa, um gesto de posse que me deixava em alerta máximo. Cada vez que seus dedos se moviam levemente sobre o tecido da seda, um choque elétrico percorria meu corpo, lembrando-me vividamente de como aquela mesma mão tinha explorado cada centímetro de mim horas antes.

A mansão Ross era uma fortaleza de granito e tradição. Ao cruzarmos o hall de entrada, o silêncio era opressivo. No final do corredor, em uma sala de jantar que exalava cheiro de rosas frescas e cera de móveis caros, estava Beatriz Ross.

Ela estava sentada na ponta da mesa, impecável em um conjunto de tweed azul. Seus olhos eram da mesma cor dos de Eric, mas sem qualquer traço de calor.

- Eric. Pontual como sempre - ela disse, a voz como o tilintar de gelo em um copo de cristal. Seus olhos se voltaram para mim, escaneando-me com uma crueldade educada. - E esta deve ser a... jovem que causou o colapso dos nossos servidores de relações públicas hoje cedo.

- Mãe, esta é Maya Crew. Minha noiva - Eric disse, puxando a cadeira para mim com uma cortesia mecânica.

- Crew? - Beatriz repetiu o nome como se estivesse provando algo estragado. - Não me recordo desse sobrenome em nenhum dos círculos sociais que frequento. De onde você vem, querida? Da seção de achados e perdidos de algum bar de quinta categoria?

O insulto foi direto, mas Eric não me defendeu. Ele queria ver como eu reagiria. Era o meu primeiro teste.

Senti o sangue ferver, mas mantive o queixo erguido. Lembrei-me do que Eric disse: Eu sou a armadura.

- Venho de uma família que me ensinou que a educação não depende de um sobrenome, Sra. Ross - respondi, mantendo a voz calma e firme. - E quanto ao bar, acredito que seu filho diria que foi o lugar onde ele encontrou exatamente o que estava procurando.

Beatriz arqueou uma sobrancelha, surpresa pela minha audácia. Um silêncio tenso caiu sobre a mesa enquanto o mordomo servia o café.

- Ela tem língua, Eric. Isso pode ser um problema para você - Beatriz comentou, pegando sua xícara de porcelana.

- Ou uma solução, mãe - Eric respondeu, levando minha mão aos lábios e beijando exatamente sobre o anel de safira, enquanto mantinha o olhar fixo na mãe. O toque de seus lábios na minha pele me fez perder o fôlego por um segundo. - Maya é exatamente o que eu preciso para lidar com o conselho. E com qualquer outra pessoa que tente interferir nos meus planos.

O café da manhã foi uma batalha de perguntas capciosas. Beatriz tentou me encurralar sobre minha formação, meus pais e meu relacionamento "relâmpago" com Eric. Eu menti com uma precisão que me assustou, inventando uma história de um romance secreto que durava meses.

No entanto, o verdadeiro golpe veio no final.

- Espero que seu "romance secreto" seja sólido o suficiente para aguentar o que vem a seguir - Beatriz disse, limpando os lábios com o guardanapo de linho. - Porque Breno Castellani ligou para esta casa esta manhã. Ele afirma que você o roubou, Eric. E que a Srta. Crew é uma oportunista que estava noiva dele até ontem à noite.

Meu coração falhou uma batida. Eric, porém, nem piscou.

- Breno é um homem pequeno com problemas maiores agora - Eric disse, levantando-se e sinalizando que o encontro havia terminado. - Ele está prestes a descobrir que mexer com a noiva de um Ross é o suicídio social mais rápido que alguém pode cometer.

Ao sairmos da sala, senti minhas pernas fraquejarem. Eric me segurou pelo cotovelo, seu corpo colado ao meu.

- Você foi bem, Maya - ele sussurrou perto do meu ouvido. - Mas o Breno não vai desistir fácil. Ele vai tentar usar a imprensa para te difamar.

- E o que vamos fazer? - perguntei, olhando nos olhos cinzentos dele.

- Vamos dar a ele um motivo real para chorar. Hoje à noite haverá o baile de gala da Fundação Brown. Vamos fazer a nossa estreia oficial. E você vai garantir que o mundo inteiro saiba que o Breno não passou de um erro de percurso na sua vida glamorosa.

Ele se afastou um pouco, mas seus olhos desceram para o meu decote nas costas, um brilho de desejo cru substituindo a frieza dos negócios.

- E Maya? Tente não se apaixonar pelo papel. Porque eu pretendo ser um marido de mentira muito convincente.

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