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Queimada por Ele, Renascida como Estrela
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Capítulo 2

O couro do sofá no escritório de Sarah Miller estava frio contra a pele de Evelyn, um contraste gritante com a sensação de queimação que ainda latejava sob as bandagens em seu pescoço. Sarah sentou-se à sua frente, seu corte chanel, geralmente impecável, um pouco bagunçado, os nós dos dedos brancos enquanto ela segurava uma caneta.

"Ele te abandonou", Sarah sibilou, sua voz tremendo com uma raiva que Evelyn estava exausta demais para sentir. "O apartamento estava pegando fogo, Evelyn. Pegando fogo. E ele estava em L.A. bancando o cavaleiro de armadura brilhante para aquela... aquela sereia."

"Ele não sabia do incêndio quando o alarme disparou pela primeira vez", disse Evelyn, com a voz monótona. Ela não o estava defendendo. Estava apenas constatando fatos. Fatos eram tudo o que lhe restava.

"Ele soube quando a notícia saiu", Sarah rebateu, batendo a caneta em sua mesa de vidro. "Ele soube quando o paramédico deixou aquele correio de voz. Já se passaram doze horas, Evelyn. Ele ligou? Mandou ao menos uma mensagem?"

Evelyn olhou para o celular na mesa. Estava silencioso.

"Prepare os papéis, Sarah."

Sarah piscou, sua raiva pausando por um momento de silêncio atônito. "Você está falando sério? Finalmente? Você vai mesmo fazer isso?"

"Eu quero um rompimento limpo", disse Evelyn, inclinando-se para a frente. O movimento repuxou as queimaduras em sua perna, mas ela o ignorou. "Não quero pensão. Não quero a casa dos Hamptons. Não quero um único centavo do dinheiro dos Vance."

"Evelyn, você tem direito a-"

"Eu tenho dinheiro", Evelyn interrompeu. Ela desbloqueou o celular e o deslizou pela mesa, mostrando a ela o saldo da conta Architect.

Sarah olhou para a tela, seus olhos se arregalando. Ela soltou um assobio baixo. "Ok. Então a atuação de 'esposa-troféu pobre e indefesa' acabou oficialmente?"

"Nunca foi uma atuação para mim, Sarah. Era uma gaiola. E eu cansei de ser o pássaro. Além disso... preciso de um médico. Um que seja discreto. Eu saí do Sinai contra a recomendação médica."

Sarah assentiu imediatamente, pegando seu telefone fixo. "Vou ligar para o Dr. Evans. Ele faz visitas particulares. Ele pode te encontrar no apartamento ou em um hotel para verificar essas queimaduras direito."

De repente, o telefone na mesa vibrou. Uma foto de Julian preencheu a tela rachada.

Sarah estendeu a mão para pegá-lo, o rosto se contorcendo, mas Evelyn levantou uma mão. "Coloque no viva-voz."

Evelyn tocou no ícone verde.

"Evelyn?"

A voz dele era grave, familiar. Costumava lhe dar um frio na barriga. Agora, apenas revirava seu estômago. Ele parecia cansado, irritado. Não preocupado.

"Estou aqui", disse Evelyn.

"Eu vi as notícias", disse ele. "Harrison me disse que a cobertura está uma bagunça. Você está cuidando dos peritos do seguro?"

Evelyn encarou o telefone. *Você está cuidando do seguro?* Não um *Você está bem?* Não um *Você se queimou?*

"Eu não estou no apartamento, Julian."

"Bem, volte para lá. Você precisa supervisionar a limpeza. Não posso lidar com isso agora. A imprensa está em cima."

"Onde você está?", Evelyn perguntou, embora suspeitasse da resposta.

"Acabei de pousar em Teterboro", disse ele, a mentira saindo suavemente. "Estou indo para o Pierre. Não posso ir para casa com os paparazzi me seguindo, e preciso acomodar a Serena. Ela está abalada."

Então, fracamente, ao fundo, uma voz que Evelyn conhecia melhor que seus próprios pesadelos.

"Julian? Querido, a pressão da água deste hotel é horrível. Você pode ligar para a recepção?"

O ar no escritório de Sarah pareceu desaparecer. Sarah parecia que ia vomitar. Ele não estava apenas pousando. Ele já estava no hotel com ela.

Julian cobriu o receptor instantaneamente. Houve um som abafado, um sussurro áspero, e então ele estava de volta.

"Estou em uma reunião", ele mentiu. Suavemente. Sem esforço. "Estarei em casa hoje à noite para verificar os estragos. Não seja dramática com o incêndio, Evelyn. Foi só um acidente na cozinha, certo? Harrison disse que a estrutura está intacta. Você sempre foi descuidada com o fogão."

Evelyn sentiu um sorriso repuxar o canto de sua boca. Foi uma sensação aterrorizante.

"Descuidada", Evelyn repetiu. "Sim. Suponho que fui descuidada ao pensar que você estava trabalhando."

"Como é que é?" Seu tom baixou, tornando-se gélido. "Não comece com seu ciúme. Serena teve um ataque de pânico. Ela precisava de um amigo. Sei que esse conceito é estranho para você, já que não tem nenhum."

"Aproveite sua reunião, Julian", disse Evelyn. "E diga para a Serena experimentar o chuveiro do spa no segundo andar."

Ela desligou.

Sarah estava olhando para Evelyn com a boca aberta. "Você... você acabou de desligar na cara de Julian Vance."

"Desliguei."

"E ele estava... ela estava lá? Em New York?" Sarah se levantou, andando de um lado para o outro na sala. "Eu vou matá-lo. Vou descobrir onde ele está e esfaqueá-lo com um stiletto."

"Sente-se, Sarah", disse Evelyn, levantando-se. Ela se sentia estranhamente leve. A âncora que a vinha arrastando para o fundo por três anos tinha acabado de ser cortada. "Temos trabalho a fazer. Não vou apenas me divorciar dele. Vou pegar meu nome de volta."

"Você quer escrever de novo?"

"Não", disse Evelyn, caminhando até a janela e olhando para a cidade que a havia mastigado e cuspido. "Passei anos escrevendo as histórias de todo mundo. Escondendo-me atrás do nome 'The Architect' porque Julian achava que escrever roteiros era 'comum'. Agora? Eu quero ser vista."

Ela se virou de volta para Sarah. "Eu quero atuar, Sarah. Marque audições para mim. Sob o nome de Evelyn Reed. Sem contatos. Sem favores."

"Mas o seu rosto..." Sarah gesticulou vagamente para o pescoço de Evelyn.

Evelyn tocou a bandagem. "É uma história. É personagem. Cubra com maquiagem ou deixe à mostra. Não me importo. Apenas me coloque na sala."

Evelyn deixou o escritório de advocacia uma hora depois com um cartão de consulta para o Dr. Evans e um plano de codinome 'Rebirth'.

Ela parou em uma farmácia no caminho de volta para a cobertura para pegar alguns analgésicos que o Dr. Evans havia receitado. Acima do balcão, uma TV estava reprisando a filmagem. Julian levantando Serena para dentro do SUV. Sua mão na cintura dela. A intimidade daquilo era nauseante.

"Ele é tão romântico", a caixa suspirou, estourando uma bola de chiclete. "Queria que meu namorado olhasse para mim assim."

Evelyn ajustou seus óculos de sol. "Acredite em mim", ela murmurou, "você não quer."

Ela chegou à Vance Tower. O cheiro de fumaça ainda pairava no saguão, fraco, mas persistente. A viagem de elevador até a cobertura levou quarenta segundos. Ela os passou respirando, firmando os tremores em suas mãos.

Evelyn entrou no hall de entrada. O estrago se concentrava principalmente na cozinha e na sala de estar, onde as paredes estavam enegrecidas. Mas o ar estava pesado com o cheiro de desastre.

Ela foi direto para o quarto principal. Puxou sua mala da prateleira de cima do closet.

Ela não guardou os vestidos que ele comprou para ela para as galas. Não guardou as joias que ele lhe deu como desculpas por aniversários perdidos. Ela guardou seus jeans. Seus suéteres velhos. Seu laptop. E o disco rígido do cofre - aquele que continha os roteiros de The Gilded Cage, Silent Echo e Glass Walls.

Evelyn estava fechando o zíper da mala quando ouviu o som do elevador.

Sua espinha se enrijeceu.

Passos. Pesados, apressados.

Julian apareceu na porta. Ele ainda usava o terno da filmagem da TV, mas sua gravata estava afrouxada, seu cabelo ligeiramente desgrenhado. Ele parecia exausto.

Ele parou quando viu a mala. Suas sobrancelhas se uniram, a confusão manchando suas belas feições.

"Indo a algum lugar?", ele perguntou.

Ele entrou no quarto, trazendo consigo o cheiro de ar de avião e... por baixo dele, distinto e doce... gardênias. O perfume de Serena. E por baixo disso, o cheiro limpo e ensaboado do sabonete líquido de verbena exclusivo do Pierre Hotel.

O estômago de Evelyn se revirou.

"Sim", disse ela.

Ele zombou, chutando a mala levemente com a ponta de seu sapato de couro italiano. "Guarde isso, Evelyn. Você está exagerando. Harrison já contratou a equipe de limpeza. Ficaremos no Pierre até que tudo seja consertado."

Ele passou por ela em direção ao banheiro, desabotoando os punhos da camisa. "Deus, estou cansado. Prepare um banho para mim, sim?"

Evelyn encarou suas costas. A audácia era de tirar o fôlego.

"Prepare você mesmo", disse ela.

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