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Queimada por Ele, Renascida como Estrela
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Capítulo 3

Julian congelou. Suas mãos pararam sobre as abotoaduras. Ele se virou lentamente, como se não tivesse ouvido Evelyn direito.

"O que você disse?"

Evelyn agarrou a alça de sua mala. "Eu disse, prepare você mesmo. Eu não sou sua empregada, Julian."

Ela tentou passar por ele, mas ele estendeu a mão e agarrou seu antebraço para impedi-la. Seu aperto era forte, atingindo diretamente a parte da pele que o fogo havia lambido, bem abaixo da borda de sua manga.

"Ah!" Evelyn ofegou, a dor aguda e cegante. Ela puxou o braço de volta, aninhando-o contra o peito.

Julian olhou para sua mão, depois para o pulso de Evelyn. Ela puxou a manga para cima, revelando a pele vermelha e irritada, com bolhas nas bordas da gaze que havia aplicado mais cedo. Seus olhos se arregalaram.

"O que é isso?" Ele estendeu a mão novamente, mas parou antes de tocá-la. "Como você fez isso?"

"O incêndio", disse Evelyn, dando um passo para trás. "Aquele que você chamou de 'acidente na cozinha'."

"Eu não sabia que você estava ferida", disse ele, com a voz mais baixa. Um lampejo de algo que parecia culpa passou por seu rosto, mas ele o dissipou instantaneamente com um piscar de olhos. "Por que você não me disse no telefone?"

"Você estava ocupado demais perguntando sobre a pressão da água do hotel para a Serena."

Ele trincou o maxilar. "Pare de falar dela. Ela estava histérica. Eu não podia simplesmente deixá-la sozinha no hotel."

"Você poderia", disse Evelyn em voz baixa. "Você só não quis."

Ela se virou e entrou no banheiro, trancando a porta atrás de si. Precisava de um minuto. Sua perna latejava, a adrenalina passando e deixando para trás uma agonia surda e dolorosa.

"Evelyn! Abra a porta!" Julian esmurrou a madeira. "Nós não terminamos de conversar!"

Evelyn o ignorou. Ligou o chuveiro, deixando o vapor encher o ambiente. Tirou a roupa, fazendo uma careta de dor enquanto o tecido se descolava de sua pele.

Ela se olhou no espelho. Seu pescoço, seu antebraço, sua coxa. Manchas de um vermelho raivoso, vergões elevados como marcas de ferro. Ela parecia destruída.

Ela entrou no chuveiro. A água estava quente demais. Atingiu suas queimaduras como fogo líquido.

Evelyn gritou, cambaleando para trás. Seu pé escorregou nos azulejos lisos.

Ela caiu com força.

Seu quadril bateu com força no chão de mármore. O ar lhe foi arrancado dos pulmões. Um grito de dor rasgou sua garganta antes que ela pudesse impedi-lo.

CRASH.

A porta do banheiro se abriu com um estrondo. A fechadura se estilhaçou.

Julian estava parado ali, o peito arfando. Seus olhos varreram o cômodo e pousaram em Evelyn, encolhida e nua no chão, a água escorrendo sobre suas queimaduras.

Por um segundo, ninguém se moveu.

Ela viu o horror nos olhos dele. Ele estava vendo a extensão do dano pela primeira vez. A prova física e crua de sua negligência.

"Evelyn..." A palavra foi um suspiro estrangulado.

Ele se ajoelhou em um instante, ignorando a água que encharcava as calças de seu terno caro. Pegou uma toalha, enrolando-a em volta dela com as mãos trêmulas.

"Não me toque!" Evelyn gritou, empurrando seu peito.

"Pare com isso!" Ele agarrou seus ombros, imobilizando-a, mas com cuidado - muito cuidado - para não tocar nas queimaduras em seu pescoço. "Você está ferida. Está muito ferida. Por que não me disse que estava tão ruim?"

"Porque você não perguntou!" Evelyn soluçou. A luta estava se esvaindo dela.

Ele a pegou no colo. Era forte, levantando-a sem esforço do chão molhado. Ela apertou os olhos, odiando o fato de que seus braços ainda pareciam seguros, mesmo sabendo que eram o lugar mais perigoso do mundo.

Ele a levou para a cama e a deitou gentilmente. Correu para o armário e pegou o kit de primeiros socorros. Suas mãos, geralmente tão firmes ao assinar acordos bilionários, tremiam enquanto ele abria o antisséptico.

"Eu posso fazer isso", disse Evelyn, tentando se sentar.

"Fique quieta", ele rosnou. Mas não havia mais raiva naquilo. Apenas pânico.

Ele aplicou a pomada. Era desajeitado, sem saber quanta pressão aplicar. Ele nunca tinha feito isso. Evelyn cuidara dele durante gripes, ressacas, lesões esportivas. Ele nunca tinha sequer colocado um curativo nela.

"Me desculpe", ele murmurou, com os olhos fixos na perna dela. "Eu não sabia."

"Ignorância não é uma desculpa, Julian. É uma escolha."

Ele olhou para ela. Seus olhos azuis estavam escuros como uma tempestade. "Eu sou seu marido. Eu cuido de você. Esse é o acordo."

"O acordo acabou."

Evelyn estendeu a mão para a mesa de cabeceira, onde estava a pasta que Sarah lhe dera. Ela puxou o documento.

ACORDO DE DIVÓRCIO.

Ela o jogou na cama entre eles.

Julian olhou para ele. Leu o título. Seu rosto ficou inexpressivo. O pânico desapareceu, substituído por uma máscara fria e dura. O Julian Vance da sala de reuniões retornou.

"Isso é uma piada?", ele perguntou em voz baixa.

"Parece uma piada?"

Ele se levantou, impondo-se sobre Evelyn. "Você vai se divorciar de mim? Por causa de um incêndio? Porque eu ajudei uma amiga?"

"Porque estou sozinha neste casamento, Julian. Estou sozinha há três anos."

Ele riu. Foi um som áspero e cruel. Ele pegou os papéis.

"Você não consegue sobreviver sem mim, Evelyn. Você não tem carreira. Nem família. Nem dinheiro. Você acha que o mundo é gentil com divorciadas de trinta anos sem currículo?"

"Vou arriscar."

Ele a encarou, esperando que ela cedesse. Esperando que ela pedisse desculpas e implorasse por perdão, como geralmente fazia quando brigavam.

Quando Evelyn não vacilou, seu orgulho se quebrou.

Ele rasgou os papéis ao meio. Depois em quatro.

"Eu não vou assinar isso", disse ele, deixando o confete chover sobre a cama. "Você está chateada. Está traumatizada. Não está pensando com clareza."

"Nunca estive mais lúcida."

Seu telefone tocou.

O toque cortou a tensão como uma faca. Ele olhou para a tela.

Serena.

Evelyn olhou para ele. "Atenda."

"Evelyn..."

"Atenda, Julian. Mostre-me que estou errada."

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