Noto que os seus olhos estão um pouco avermelhados, quase transbordando enquanto ela sequer consegue enxugá-los, pois está segurando uma caixa.
- Acho que nós duas precisamos de um socorro, estou certa?
Pisca os olhos várias vezes, tentando conter uma lágrima.
- Comigo está tudo bem, senhorita. De verdade. Estou apenas fazendo o meu trabalho. Agora me diga, no que posso te ajudar?
Por ser funcionária do local, decide ter uma atitude mais profissional, mesmo quando provavelmente encontra-se com o seu coração partido.
- Eu aceito a sua ajuda, sim. - Olho rapidamente o ambiente quando vejo o bendito rapaz inconveniente vindo em minha direção. - Tem algum lugar que eu possa ficar em paz? As minhas amigas estão se divertindo muito e eu preciso esperá- las para ir embora.
Ela sorri e aponta para a esquerda.
- Tem umas cabines no final daquele corredor, hoje elas não estão abertas para o público. Por lá você poderá encontrar um pouco de tranquilidade.
A sua resposta me dá esperança.
- Obrigada e se cuida.
Me passa um sorriso reconfortante e logo depois caminha para o lado direito. Enquanto eu, de imediato, me retiro. A passos largos encontro as tais cabines, e sem tardar, entro em uma.
Ao fechar a porta, observo que o local tem algumas aberturas, curiosa, tento olhar por cada uma, entretanto, não vejo nada além de um ambiente escuro. Então me sento em um pufe bastante alto e largo e fico divagando sobre o que acabo de presenciar.
Minutos se vão enquanto uma pergunta ecoa em meus pensamentos. Será que um dia terei coragem de agir como uma das mulheres presentes na House?
Eu nem tenho tempo para pensar na resposta, pois segundos depois, sinto uma mão enorme envolvendo a minha cintura.
O susto é tão forte que perco a voz, o meu coração dispara e eu só não consigo me levantar, e por consequência ir de encontro ao chão por estar com as pernas bambas, pois ele me segura.
- Não era a minha intenção te assustar. - Uma voz máscula, forte, levemente rouca, daquelas que no meu subconsciente eu já imaginei em momentos de prazer solo, penetra os meus ouvidos e faz o meu corpo todo se arrepiar.
Como o ambiente é relativamente escuro, apesar da meia- luz que fica localizada no teto da cabine, mesmo sem precisão, noto que o braço do homem misterioso é tatuado, mas não consigo observar de qual desenho se trata.
Então eu o toco primeiro, pensando em afastá-lo de mim, mas acabo caindo na armadinha de ficar atraída por suas veias e pele quente.
- A-acabou me assustando. - Minha voz ainda sai um pouco alterada por conta do estado dos meus nervos. - Jurava
que aqui na cabine ninguém me incomodaria, acabo de ser informada que este local está fechado para o público.
Ouço uma risada gostosa.
- Quem te deu a informação esqueceu de te avisar algo importante. Quando alguém entra na cabine, uma luz do lado de fora, de cor verde, informa que o local está ocupado. A iluminação funciona como um convite. E para completar, um segurança me confirmou que uma bela mulher havia entrado no local. Enfim, eu não poderia te deixar aqui sozinha sem lhe proporcionar muito prazer.
Penso em procurar a gerência da House para formalizar uma reclamação por causa do mal-entendido, contudo, lembro-me do quanto a Grace, a funcionária, parecia aflita com algo, então decido deixar a situação passar.
- Foi tudo um mal-entendido, e isso quase custou a minha vida. Quando você me tocou, senti o infarto chegando, o meu coração está acelerado como nunca, até parece que vai sair do meu peito. Consegue perceber?
Como em um impulso, sem pensar direito no que estou fazendo, seguro em sua mão e a repouso na direção do meu coração. Mais precisamente entre os seios, um pouco mais para o lado esquerdo.
- Agora que eu te toquei, acelerou mais um pouco. - Ousado, mesmo com a mão parada, movimenta o polegar e acaricia a pequena região. - Tenho certeza de que você está gostando. - Faz tanto tempo que não sinto um toque parecido. Mordo até os lábios tentando conter um gemido. - Me diga, qual o seu desejo para esta noite, senhorita? Uma mulher no qual o corpo emana desejo, não pode ficar em uma cabine do sexo sem realizar as suas fantasias.
A frase ecoa em meus pensamentos de maneira repetitiva enquanto continuo sem ação.
- Eu...
Ao mesmo tempo que quero correr, me deleito pela mínima carícia recebida.
- Vamos lá, não seja tímida. Aproveite o momento sem julgamento e me diga o que você quer.
Mantenho a minha mão por cima da dele.
- É a minha primeira vez em uma cabine, e de verdade, eu nem sei direito como funciona. - Respiro fundo algumas vezes.
- E-eu nem deveria estar aqui, pois não tenho experiência suficiente para tal lugar. Não sei se você consegue me entender.
Ouço quando ele suspira, entretanto, o Sr. Misterioso, dono de uma mão enorme, não se afasta, desliza o seu toque e acaricia o meu ventre.
No mesmo instante, fricciono as coxas uma na outra, tentando conter as sensações.
- Você é virgem? - É direto. - Me diga, quando você afirma não ter experiência, quer dizer que entre suas pernas nenhum homem já se encaixou?
Um calor absurdo começa a tomar conta de todo o meu corpo apenas por ouvi-lo.
- I-isso mesmo. Eu não deveria estar aqui.
- Por que não? - Nem me deixa pensar na resposta e prossegue: - Virgem não significa ser uma santa intocável, sem desejos. Você se toca, senhorita? Sabe se dar prazer? Goza pensando em algum homem que norteia os seus pensamentos? - Cubro minha boca com uma mão. - Sua respiração acelerada me mostra que sim. Eu posso te fazer gozar da mesma maneira. Eu também confesso, nunca toquei em uma virgem, então te peço, realize o meu desejo que eu nem sabia ter até te conhecer, se abra para mim. - Neste momento, sua outra mão entra em ação e o meu braço começa a ser acariciado.
- Eu não sei. Me tocar em casa, sozinha, é diferente. Eu nem sei quem você é.
Ouço a sua respiração pesada. Ele realmente está louco para me mapear com as suas mãos.
Começo a tentar pensar com a cabeça, mas meu corpo parece conseguir ser mais forte. Será que vou ter coragem?
- Você também não me conhece. Manteremos as nossas identidades preservadas. Viveremos só o prazer. Sem julgamentos. Esta noite será apenas um segredo. Uma lembrança deliciosa e nova para nós dois. Eu nunca tive limites e hoje terei, pois só vou proporcionar prazer, e você, pelo que percebo, vai ultrapassar os seus. Então, o que me diz?
O ambiente gostoso me atrai cada vez mais, não vejo problema algum a me permitir ter um momento de prazer.
Fora da House, eu sei, é impossível algo do tipo acontecer comigo por conta do problema que tenho, sei como é ser rejeitada, desejada de tal forma, não.
- Eu nunca contarei esta minha experiência a alguém.
"Sem testemunhas, Maddie. Nunca ninguém saberá se você não contar..."
Os meus pensamentos trabalham em favor do momento.
- Então, isso quer dizer um sim?
- Isso mesmo, Sr. Misterioso.
Ainda sem acreditar na minha coragem e ousadia, começo a abrir as pernas devagarinho e a levantar um pouco a minha saia.
Em seguida, enquanto uma das mãos do Sr. Misterioso, dono de uma voz enlouquecedora, desliza lentamente para o meio das minhas pernas, a outra, por baixo da minha blusa, começa a acariciar entre o meu ventre e seios.
É tão gostoso.
Quase de imediato, sem muito esforço, ele me deixa toda arrepiada e a minha calcinha fica enxarcada.
- Como a sua pele é macia. - A sua voz máscula torna minha entrega ainda mais fácil.
Ainda recebendo os toques por cima do tecido do sutiã, já não consigo controlar os meus gemidos, principalmente quando
ele roça o dedo na direção do meu clitóris, e, por fim, puxa um pouco a minha calcinha para cima.
Acabo sentindo uma pressão na região.
- Ahhh.
Mordo os lábios, tentando me controlar, mas é em vão.
- Quer que eu pare, senhorita? A sua boceta me diz para continuar, mas o seu coração está tão acelerado. E sua respiração até parece que vai falhar.