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Meu bilionario CEO
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Capítulo 7 Homem dela img
Capítulo 8 Braços fortes img
Capítulo 9 Férias exóticas img
Capítulo 10 Mulher certa img
Capítulo 11 Roupas antigas img
Capítulo 12 Muito medo img
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Capítulo 15 Eu posso img
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Capítulo 3 Caça ou pesca

médico compraria. Era minúscula e parecia mais uma cabana de caça ou de pesca.

A neve estava contra a porta e parecia que ninguém estivera lá desde a primeira vez em que nevara. Os flocos brancos flutuavam e caíam em

quantidades épicas quando ele saiu do carro, sem se preocupar em trancá-lo.

Ora, ninguém iria até aquela cabana isolada no meio de uma nevasca.

Ele andou com dificuldade pela neve e chutou a camada branca acumulada na porta da frente. Ao virar a maçaneta para entrar, descobriu que

estava trancada. Irritado e determinado a não deixar de olhar embaixo de uma pedra sequer, ele bateu com o ombro na porta até que a fechadura cedesse.

Em seguida, ele a abriu.

- Ellie! - gritou ele, apesar de o lugar ser tão pequeno que provavelmente não havia a necessidade de gritar.

Ele andou pela cabana, que tinha uma área de estar em um lado e uma cozinha pequena no lado oposto. Ele inspecionou o banheiro minúsculo e parou subitamente ao chegar à porta do único quarto da cabana. Ele ficou

tenso ao ver a figura praticamente irreconhecível algemada no canto, encolhida em posição fetal, completamente nua.

- Caralho! - O xingamento explodiu de sua boca quando ele entrou no quarto e abaixou-se ao lado da mulher, sem saber se ela estava viva ou morta.

Ele afastou os cabelos imundos do rosto dela. - Ellie? - chamou ele hesitante, colocando a mão em seu pescoço em busca de um sinal de vida. O sangue dele ferveu ao perceber todos os ferimentos e cortes no corpo, no rosto e nos membros dela. Havia um penico perto dela, mas ela obviamente não tivera forças suficientes para usá-lo. Os braços e as pernas estavam

presos com algemas pesadas, dando a ela uma mobilidade muito limitada.

Havia um jarro de água vazio no canto e um saco plástico vazio.

Zane não recebeu resposta, mas seu coração acelerou quando ele percebeu um pulso fraco.

Ele correu para a cozinha, encontrou um copo e encheu-o com água, grato pelo fato de o lugar ter encanamento interno.

Ele não prestou atenção no fedor que exalava da mulher ao colocar os braços em volta dela, forçando-a a se sentar. - Ellie? Abra os olhos para mim. Você precisa de água, está desidratada.

Ela estava mais do que só desidratada. Estava à beira da inanição. Mas ele tinha que resolver um problema de cada vez. Ellie era uma mulher cheia de curvas. Agora, não tinha carne nenhuma sobre os ossos.

Ele colocou o copo nos lábios dela, virando-o lentamente. As pálpebras dela estremeceram, mas ela não abriu os olhos. Ele torceu muito para que ela ainda tivesse o reflexo de engolir. A última coisa de que precisava era que ela

aspirasse a água.

- Engula, Ellie. Vamos! - Ele a observou enquanto derramava a água lentamente em sua boca, aliviado ao perceber que os músculos do pescoço dela se mexeram fracamente para engolir a água.

Ela precisava de comida, mas ele continuou tentando hidratá-la primeiro.

Finalmente, ele foi para a cozinha procurar alguma coisa, qualquer coisa, que

ela pudesse engolir. Antes de começar a vasculhar os armários, ele se lembrou de que tinha isotônicos no SUV que a ajudariam a repor os eletrólitos que ela já não tinha.

- Fluidos são melhores - disse ele distraidamente para si mesmo ao

voltar para a cabana com os suprimentos e ferramentas de que precisava. Em seguida, começou a missão de hidratar e nutrir Ellie.

Ele tinha que ir devagar, o que o deixou muito irritado. Ele queria dar a Ellie tudo que ela não tinha. Queria que a forma quase sem vida voltasse rapidamente à vida.

Ele queria Ellie de volta e, não importava o que fosse necessário, Zane a veria sorrindo e inteira novamente, nem que isso o matasse.

Não vou desistir. Nunca desisto.

Ele demorou um pouco para livrá-la das algemas de aço com as ferramentas que tinha no carro. E continuou a xingar violentamente enquanto

a libertava.

Se James já não estivesse morto, Zane teria assassinado o filho da puta sem um pingo de remorso.

Depois de dar a Ellie tudo o que teve coragem de dar de uma vez só, ele a tirou do chão frio. Jesus! Ela estava tão leve que ele ficou muito assustado.

Abaixando-se para passar, ele foi para o banheiro, torcendo para que a água quente funcionasse. Virando os registros do chuveiro, ele ficou aliviado quando a água morna começou a sair.

Colocando-a gentilmente no chão, ele rapidamente tirou a própria roupa.

Em seguida, segurou-a novamente e levou-a para baixo do chuveiro com ele.

A cabana tinha um pouco de calor, mas ainda assim estava gelada. Ellie não tinha carne alguma nos ossos para protegê-la ao ficar deitada em um chão frio. Ele precisava ir devagar e de forma gentil, aumentando o calor do corpo dela com cuidado.

Ele usou um frasco de sabão líquido que encontrara no banheiro, esfregando o corpo e os cabelos dela até que estivesse limpa novamente. Um gemido fraco escapou dos lábios dela, o que deu a ele ainda mais esperança de que ficaria bem. Ela estremeceu nos braços dele, outro bom sinal. O

aquecimento lento do corpo dela começava a aumentar a temperatura interna.

Frustrado, Zane sabia que não teria como levá-la a um hospital por causa da nevasca que rugia no lado de fora das paredes da cabana. Se alguma coisa acontecesse no caminho de volta, ela nunca sobreviveria. Ele era médico.

Sim, era dedicado à pesquisa, mas frequentara a escola de medicina. Como era academicamente muito bom, ele terminara rapidamente os cursos e concentrara-se em biotecnologia. Mas ele sabia o que precisava fazer, quais

eram as necessidades dela naquele momento. Infelizmente, ele tinha muito poucos recursos e equipamentos para ajudá-la da forma como precisava.

Ele desligou a água e secou os dois da melhor forma possível com as toalhas em farrapos que achou no banheiro. Em seguida, carregou Ellie para a única cama da cabana, a que lhe fora negada por causa de seu confinamento.

Puxando a colcha, ele ficou aliviado ao ver que o lençol estava relativamente limpo. Ele a colocou sob o cobertor. Sentando-se ao seu lado, ele se sentiu tentado a pentear os longos cabelos dela com os dedos. Ellie tinha cabelos

loiros lindos e ele começava a ver os cachos de novo agora que estavam limpos. Afastando os cabelos do rosto dela, ele estava praticamente pronto a ter um ataque de fúria ao perceber os machucados e os cortes em sua pele.

Ele a examinara atentamente enquanto a lavava e não vira ferimento algum que pudesse ameaçar a vida de Ellie, mas estava furioso pelo fato de James ter encostado nela.

Zane se levantou e começou a limpar a bagunça do canto, lavando o chão e jogando fora o penico e as algemas. Ao terminar, ele enrolou o corpo em um cobertor, calçou as botas e correu até o SUV para buscar a mochila com

roupas que sempre deixava no bagageiro.

Ele vestiu as roupas sobressalentes que tinha, desejando ter mais para colocar em Ellie além das camisas de flanela que tinha na mochila.

Depois de vestir a camisa nela, ele lhe deu um pouco mais de líquido.

Em seguida, vasculhou a cabana pequena, tentando achar alguma coisa útil.

Ele encontrou a bolsa de Ellie em um dos armários, mas não viu sinal das roupas dela. Zane colocou suas roupas sujas na pia e lavou-as, pendurando-as no banheiro para secar. Ele não achava que precisaria delas porque pretendia descer a montanha com Ellie em breve. Era a energia inquieta que não o deixava ficar parado.

Ele encontrou alguns suprimentos básicos, na maioria enlatados, mas pelo menos era alguma coisa.

Como o sistema de aquecimento antiquado produzia muito pouco calor, ele colocou madeira dentro do velho forno que ficava contra a parede

acendeu o fogo, que logo estava forte. Ele fechou a porta de metal, feliz por

aquela lata velha ainda funcionar. A cabana era tão pequena que o fogo ajudaria a manter o espaço limitado mais aquecido.

Como já vasculhara todos os armários, Zane andou de um lado para o outro, indo do banheiro à janelinha ao lado da porta, torcendo para que

parasse de nevar.

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