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Tarde Demais Para Arrependimento: A Fugitiva do Rei da Máfia
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Capítulo 7

Ponto de Vista de Helena Vitiello

As luzes fluorescentes do corredor do hospital zumbiam com um baixo zumbido elétrico. Era um som que perfurava diretamente meu crânio.

Eu havia dormido em uma cadeira de plástico duro. Meu pescoço estava rígido, e meu vestido estava amassado e manchado de neve seca.

Dante havia dormido na cadeira ao lado da cama de Sofia.

Levantei-me e arrastei-me até a porta do Quarto 304.

Dante estava acordado. Ele parecia exausto. Ele me viu e se levantou, saindo para o corredor.

"Como ela está?", ele perguntou.

Essa foi sua saudação. Não "Você está bem?". Não "Desculpe por ter te deixado cair na neve."

"Concussão leve", eu disse, minha voz plana. "Os médicos disseram que ela está bem. Ela está dormindo."

Dante soltou um suspiro que parecia estar segurando por horas. Seus ombros caíram.

"Bom. Bom."

Ele esfregou o rosto.

"Helena, preciso que você faça uma coisa."

Eu esperei.

"Vá à loja de presentes. Ou encontre uma boutique por perto. Compre uma cesta. Flores. Algo legal. Ela ficará assustada quando acordar."

Eu o encarei. A audácia era de tirar o fôlego. Era quase impressionante.

"Você quer que sua esposa compre um presente para sua puta?"

A palavra pairou no ar.

A expressão de Dante escureceu. Ele se aproximou, pairando sobre mim.

"Não use essa palavra", ele rosnou. "Ela é uma vítima. Seja útil, Helena. Pare de ser mesquinha."

Mesquinha.

Eu queria gritar. Em vez disso, assenti.

"Eu serei útil, Dante."

Virei-me e fui embora.

Não fui a uma boutique. Fui à lanchonete do hospital. Comprei um café preto e fiquei lá, olhando as partidas de voos no meu celular.

Uma hora. Eu só precisava sobreviver mais uma hora.

Voltei para o terceiro andar. Eu não tinha uma cesta de presentes.

Ouvi risadas vindo do Quarto 304.

Não era a risada de uma mulher traumatizada. Era a risada de uma mulher que havia vencido.

Parei do lado de fora da porta. Estava ligeiramente entreaberta.

"Você devia ter visto ele", Sofia estava dizendo. Ela parecia exultante. "Ele a deixou em um banco de neve, Enzo. Literalmente a largou. Ele é tão fácil de manipular. É sobre poder, não amor."

A voz de um homem riu. Baixa. Desconhecida.

"Ele acha que é o Rei de São Paulo", disse o homem. "Mas você o tem na coleira."

Eu empurrei a porta.

Sofia estava sentada na cama, retocando a maquiagem em um espelho compacto.

Um homem de uniforme hospitalar estava perto da janela. Ele se virou rapidamente quando entrei. Vi o flash de uma tatuagem de cobra em seu pescoço antes que ele puxasse o colarinho para cima e saísse pela porta, passando por mim.

Enzo Genovese. Um soldado rival. Disfarçado.

Sofia olhou para mim. Seu sorriso não desapareceu. Ele se aguçou.

"Onde está minha cesta?", ela perguntou.

Caminhei até o pé da cama.

"Você não o ama", eu disse.

Sofia riu. "Amor? Oh, passarinho. Isso não é um conto de fadas. Eu quero o lugar na cabeceira da mesa. Dante é apenas a cadeira em que me sento."

Ela se inclinou para frente.

"Ele te largou na neve, Helena. Ele me escolheu. Ele sempre vai me escolher. Você não é nada. Você é um tapa-buraco até eu me cansar."

Algo dentro de mim quebrou. Não foi um estalo alto. Foi silencioso. Final.

Andei ao redor da cama.

Sofia me observou, divertida.

Levantei minha mão e a esbofeteei.

Foi um tapa forte. Minha palma conectou com sua maçã do rosto com um estalo satisfatório. Sua cabeça virou para o lado.

"Sua vadia!", ela gritou.

Ela se lançou sobre mim, com as garras para fora.

A porta se abriu com um estrondo.

Dante.

Sofia se jogou de volta nos travesseiros. Ela começou a chorar instantaneamente.

"Ela me bateu!", ela lamentou. "Dante! Ela é louca! Ela tentou me machucar!"

Dante viu vermelho. Eu vi acontecer. A lógica deixou seus olhos.

Ele atravessou o quarto em duas passadas.

Ele não perguntou o que aconteceu. Ele não olhou para mim. Ele olhou para a mulher chorando na cama.

Ele me empurrou.

Não foi um empurrão gentil. Foi um empurrão forte para remover uma ameaça.

Eu voei para trás.

Minha cabeça bateu na parede. Com força.

A dor explodiu atrás dos meus olhos. Eu deslizei para o chão.

Toquei a parte de trás da minha cabeça. Meus dedos saíram molhados e vermelhos.

Dante não me verificou. Ele estava ajoelhado ao lado da cama, acariciando o cabelo de Sofia, verificando sua bochecha.

"Você está bem? Ela te machucou?"

Ele olhou por cima do ombro para mim. Seus olhos estavam cheios de nojo.

"Suma da minha frente, Helena."

Olhei para o sangue em meus dedos.

Olhei para o marido que acabara de tirar meu sangue para proteger seu inimigo.

"Eu vou", sussurrei.

Levantei-me. O quarto balançou.

Saí do quarto. Andei pelo corredor. Saí do hospital.

Chamei um táxi.

"Para o aeroporto?", o motorista perguntou.

"Não", eu disse. "Leve-me para casa. Tenho que levar o lixo para fora."

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