Gênero Ranking
Baixar App HOT
RETORONO DO DOUTOR
img img RETORONO DO DOUTOR img Capítulo 6 Chapter 6
6 Capítulo
Capítulo 7 Chapter 7 img
Capítulo 8 Chapter 8 img
Capítulo 9 Chapter 9 img
Capítulo 10 Chapter 10 img
Capítulo 11 Chapter 11 img
Capítulo 12 Chapter 12 img
Capítulo 13 Chapter 13 img
Capítulo 14 Chapter 14 img
Capítulo 15 Chapter 15 img
Capítulo 16 Chapter 16 img
Capítulo 17 Chapter 17 img
Capítulo 18 Chapter 18 img
Capítulo 19 Chapter 19 img
Capítulo 20 Chapter 20 img
Capítulo 21 21 img
Capítulo 22 22 img
Capítulo 23 23 img
Capítulo 24 24 img
Capítulo 25 25 img
Capítulo 26 26 img
img
  /  1
img

Capítulo 6 Chapter 6

Ponto de vista de Elara. Eu não conseguia respirar. Começou a chover, tornando o momento cinematográfico. Nem fazia uma semana que eu estava aqui, e minha vida já estava por um fio. "Dante", sussurrei, com a voz embargada. "Eu disse para não se mexer", sibilou Dante. Ele estava tenso, com a arma em punho, mas não conseguia ver o atirador, e eu também não. O atirador estava no alto, escondido entre as gárgulas e as unidades de ar condicionado. "Dante, o ponto", eu disse, com os joelhos tremendo. "Não está se mexendo." "Relaxa." De repente, uma sombra surgiu da escuridão. "Elara!" Era Lorenzo.

Ele estava correndo em nossa direção. "Lorenzo, fique para trás!" gritou Dante. Ele avançou, seu corpo colidindo com o meu, no exato momento em que um som alto, como de bomba, ecoou pelo beco. A força do seu golpe nos fez cair no asfalto molhado. Senti a água fria encharcar meu vestido. "Lorenzo?", ofeguei, tentando me levantar. Ele não respondeu. Estava caído contra mim, pesado e mole. Estendi a mão e senti algo quente e espesso. Mesmo na penumbra, eu sabia que era sangue. "Ele foi atingido!", gritei. Dante disparou quatro tiros em direção ao telhado do prédio do outro lado da rua. Um grito abafado veio de cima, seguido pelo som de um corpo batendo em uma caçamba de lixo de metal mais adiante na quadra. Dante correu até nós, o rosto uma máscara de fúria e pânico. Ele agarrou Lorenzo pelo ombro e o virou. "Enzo! Fale comigo!", exigiu Dante. Lorenzo gemeu, abrindo os olhos lentamente. A bala o atingiu na parte carnuda do ombro, perto da clavícula. Era um ferimento feio, e o sangue jorrava rapidamente. "Eu... eu consegui?" Lorenzo sussurrou, com um sorriso fraco no rosto. "Você é um idiota", retrucou Dante. Ele tirou o paletó do smoking e o pressionou com força contra o ferimento. "Um 'obrigado' seria bom, irmão", disse Lorenzo, fazendo uma careta de dor. "Eu acabei de salvar sua esposa. De nada."

"Eu não pedi para você fazer isso", rosnou Dante, com o maxilar cerrado. "Eu tinha tudo sob controle." "Você não tinha nada sob controle!" retrucou Lorenzo, elevando a voz apesar da fraqueza. "Ela estava a um passo de levar um tiro no peito!" "Cale a boca e segure isso", ordenou Dante, forçando a mão de Lorenzo contra a jaqueta. "Precisamos ir. Agora." Levantei-me rapidamente, meu vestido arruinado grudado nas minhas pernas. "Precisamos de uma ambulância. Ele está perdendo muito sangue. Pode ter atingido a artéria subclávia." Dante pegou o celular. "Sem sinal. Estão congestionando o quarteirão." "A rua", eu disse, apontando para a avenida principal. "Temos que chegar à rua. Alguém vai passar." "Segure o outro lado dele", disse Dante. Levantamos Lorenzo. Ele era um homem alto, e mesmo com nós dois o apoiando, foi uma luta. Nós o arrastamos em direção à rua, nossos sapatos chapinhando nas poças profundas. "Você está sujando seu lindo vestido de sangue, Elara", brincou Lorenzo, embora sua voz estivesse ficando fraca. "Não fale", eu disse. "Poupe suas energias." "Ele ainda está discutindo?", murmurou Dante, seus olhos percorrendo os telhados e as esquinas. "Ele está morrendo e ainda tenta ser o centro das atenções." "Pelo menos eu não sou um canalha sem coração", tossiu Lorenzo. "Você está preocupado com ela, Dante?" "Eu disse para calar a boca, Enzo!", a voz de Dante era como um chicote. "Concentre-se em andar." Chegamos à beira da calçada. A rua estava estranhamente vazia. "Ali!", gritei. Um sedã preto estava parado no semáforo vermelho a meio quarteirão de distância. Não era um dos SUVs de Dante, mas naquele momento, não importava. "Ei! Pare!" Acenei com os braços. O carro acelerou em nossa direção e parou bruscamente. Os vidros eram muito escuros. "Socorro!" Gritei, tentando alcançar a maçaneta da porta traseira. "Ele levou um tiro!" A porta destravou instantaneamente. "Entre", disse Dante, empurrando Lorenzo para o banco de trás primeiro. Entrei logo atrás dele, e Dante me seguiu, batendo a porta com força. "Hospital", disse Dante ao motorista. "New York Presbyterian. Ande!" "Lorenzo, fique comigo", eu disse, mantendo a pressão em seu ombro. Olhei pela janela, esperando ver as curvas familiares em direção ao hospital. Mas o carro não virou. Continuou em linha reta, rumando para a zona industrial perto dos cais.

"Ei", disse Dante, inclinando-se para a frente. "Você perdeu a entrada. Eu disse para ir ao hospital." O motorista permaneceu em silêncio. Ele estendeu a mão e apertou um botão no painel. "Dante", eu disse, minha voz se elevando em alarme. "Para onde ele está indo?" "Dê a volta com este carro agora!" Dante tentou abrir a porta, mas ela não se moveu. "As travas estão acionadas." De repente, um leve chiado preencheu a cabine. Vinha das saídas de ar. "O que é isso?", perguntei, cheirando o ar. Os olhos de Dante se arregalaram. "Gasolina. Elara, não respire!" "Estou tentando!" Puxei a gola do meu vestido sobre o nariz, mas o ar já estava denso com o cheiro. Minha cabeça começou a girar. "Lorenzo, você está bem?" Olhei para Lorenzo. Sua cabeça havia caído para trás contra o banco. Seus olhos estavam revirados e sua mão havia escorregado do ferimento. "Lorenzo?" Eu o sacudi, mas ele não se mexeu. "Dante... eu não consigo..." Minha visão estava embaçada. O carro parecia estar se esticando e se dobrando. "Aguenta firme, Elara", Dante ofegou. Ele estava lutando contra isso, sua mão agarrando o vidro da janela, tentando quebrá-lo. Mas seus movimentos eram lentos, como se ele estivesse se movendo na água. "Lorenzo!" Gritei uma última vez, mas minha voz era apenas um sussurro. A cabeça de Dante caiu para a frente contra o banco da frente. Meu próprio corpo parecia de chumbo. Olhei para a nuca do motorista; ele não havia se mexido. Ele estava usando uma máscara de oxigênio. A última coisa que vi foi o prateado do meu vestido quando tudo ficou completamente escuro.

Anterior
                         
Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022