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Escolhida pelo Rei Alfa Amaldiçoado
img img Escolhida pelo Rei Alfa Amaldiçoado img Capítulo 4 Não seria levada ao Rei
4 Capítulo
Capítulo 11 O prazer img
Capítulo 12 A dor img
Capítulo 13 A portadora de más notícias img
Capítulo 14 Banho de sangue img
Capítulo 15 Tenho uma proposta img
Capítulo 16 Isso é impossível img
Capítulo 17 Me mate img
Capítulo 18 Ela já é minha img
Capítulo 19 A cadela amarga img
Capítulo 20 Maximus img
Capítulo 21 Tomara que você morra bonita img
Capítulo 22 Te chamei aqui para me servir img
Capítulo 23 Talvez eu não consiga parar img
Capítulo 24 Seja uma boa garota img
Capítulo 25 Você é minha img
Capítulo 26 O manto do Rei img
Capítulo 27 Na sala escura img
Capítulo 28 A porta para a liberdade img
Capítulo 29 Traga a garota img
Capítulo 30 Você não vai sair da minha vista img
Capítulo 31 Me deixe ir! img
Capítulo 32 Eu te desafio img
Capítulo 33 Agora ou nunca img
Capítulo 34 Ela não pode escapar de mim img
Capítulo 35 Correndo na tempestade img
Capítulo 36 Sua posse img
Capítulo 37 Punição img
Capítulo 38 Faça isso parar img
Capítulo 39 Ela não é a escolhida img
Capítulo 40 Você será uma boa garota img
Capítulo 41 Era hora de virar o jogo a meu favor img
Capítulo 42 Não acredito em coincidências img
Capítulo 43 Eu aceito sua proposta img
Capítulo 44 Nunca permitiria alheia inerência sobre meu destino img
Capítulo 45 A mulher do Rei img
Capítulo 46 Ela está planejando algo img
Capítulo 47 A Lua de Sangue img
Capítulo 48 Você tem um sorriso lindo img
Capítulo 49 Um lugar de tortura img
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Capítulo 4 Não seria levada ao Rei

Ponto de vista de Emilia

Meu coração batia violentamente no peito, e as mãos, cerradas ao lado do corpo, estavam suadas.

Eu disse a mim mesma que seria forte, mas a ansiedade estava me dominando.

Não dava para me culpar. Parecia que eu estava sendo levada para a execução.

Segui em silêncio atrás da governanta, os olhos percorrendo o corredor escuro como se esperasse que algo saltasse e me atacasse.

O lugar estava tão silencioso que parecia até as paredes estarem prendendo a respiração.

O som dos nossos passos ecoava, fazendo meu coração bater ainda mais rápido.

Eu estava sendo levada para o quarto do Rei, um lugar do qual talvez nunca mais saísse, mas me recusava a deixar que esse fosse meu destino - me recusava a ser uma das muitas mulheres que não conseguiriam sair da cama dele.

De uma forma ou de outra, eu sairia viva. Não tinha um plano, nem sabia o que dizer ou fazer para que o Rei não quisesse me tocar, mas precisava descobrir algo.

Não podia morrer, pois tinha um mundo inteiro pela frente e muitas coisas para conquistar.

Diante desse pensamento, soltei um suspiro para aliviar a ansiedade que me consumia.

Rosella disse que o Rei ficaria enojado demais para me tocar por causa da minha aparência feia. De todas as vezes que era chamada de feia, essa era a única que eu esperava que fosse verdade. Eu só queria que o Rei me olhasse e não sentisse nada além de nojo, o suficiente para me mandar embora. E então, talvez... talvez eu finalmente tivesse uma chance de escapar desse lugar.

Não podia me render a esse destino, nem à morte.

A governanta virou em outro corredor e eu a segui.

Havia vários guardas enfileirados, e eu sabia que estávamos nos aproximando do quarto do Rei, ou seja, do meu destino.

Os guardas tinham rostos inexpressivos, parecendo tão frios como se matassem por diversão, e eu apostava que faziam isso mesmo.

Quando ainda estávamos andando, ouvi passos se aproximando - um homem alto de cabelos castanhos caminhava em nossa direção.

Se eu achava que o rosto dos guardas era frio, o dele era outra coisa.

Ele tinha o ar de quem só sorria com o coração do inimigo na mão, exalando poder e autoridade.

Mesmo assim, era um dos homens mais bonitos que eu já vira. Era musculoso, com braços que pareciam capazes de quebrar seu pescoço sem o menor esforço.

A maneira como andava era majestosa, como se até o chão tivesse medo dele.

De repente, a governanta parou e eu fiz o mesmo.

Isso significava que ela não continuaria partindo daqui? Eles me levariam até o Alfa Rei?

No momento em que ele parou na nossa frente, a governanta fez uma reverência, e fiz o mesmo.

"Beta Lucien", ela cumprimentou.

Ah, então ele devia ser o segundo em comando do Rei - o homem que também era considerado tão gélido e impiedoso quanto o Rei.

Sem responder, ele apenas estreitou os olhos ao me estudar, como se procurasse por algo.

Cerrei as mãos com força para evitar que tremessem diante da intensidade desse olhar.

"Ela veio com o novo grupo de ômegas - estava indo para o quarto do Rei", a governanta explicou.

"Não será necessário."

Eu ouvi direito? Isso significava que não seria levada ao Rei? Pisquei confusa e olhei para ele. Nossos olhos se encontraram por um instante antes que eu desviasse rapidamente o olhar.

Fomos avisadas para não fazer contato visual, e eu acabara de quebrar essa regra.

Será que ele me mataria agora?

"O que quer dizer, Beta Lucien?", a governanta perguntou, confusa.

"O Rei ordenou que não quer ver nenhuma outra mulher no seu quarto...", ele fez uma pausa, seu olhar me penetrando. "Ou pode matá-la antes que sua cama o faça."

Sem dizer mais nada, o homem se virou e foi embora.

O silêncio se instalou por um momento e eu fiquei ali, esperando a ordem da governanta.

"Bom, devo dizer que você teve sorte. Mas, de qualquer forma, o inevitável ainda acontecerá", ela disse como se já tivesse dito mil vezes.

"Venha comigo", ela ordenou e eu a segui de volta pelo mesmo caminho.

Isso significava que não veria o Rei esta noite?

Só então caiu a ficha do que havia acontecido.

Eu deveria ver o Rei esta noite, mas ele disse que não queria ver nenhuma outra mulher.

Isso poderia ser um sinal de que eu poderia encontrar uma maneira de escapar.

Não sabia quando me levariam para vê-lo novamente, mas pelo menos sobrevivi esta noite.

A governanta parou em frente a uma porta, a abriu e olhou para mim.

"Este é o quarto onde você ficará com as outras. Você será informada sobre o que fazer até o dia em que o Rei decidir que quer ver outra mulher."

Assenti e ela me lançou um olhar que não entendi muito bem antes de ir embora.

Respirei fundo e entrei no quarto, onde havia várias mulheres.

Reconheci algumas da minha matilha e outras que não conhecia, mas sabia que eram de outras matilhas.

O quarto era grande, com vários beliches. Uma cama confortável para dormir enquanto se esperava a vez de morrer.

Caminhei em silêncio até um beliche vazio na parte de baixo e subi nele.

Meus olhos encontraram uma garota no canto do quarto que estava visivelmente trêmula.

Todas sabíamos por que fomos trazidas para cá - para morrer ou curar a maldição do Rei.

Me afastei de todas enquanto puxava o cobertor até o queixo, decidindo esperar que todas dormissem.

Não sobrevivi esta noite para ser um sacrifício amanhã.

Eu tinha que escapar e precisava fazer isso esta noite.

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