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Escolhida pelo Rei Alfa Amaldiçoado
img img Escolhida pelo Rei Alfa Amaldiçoado img Capítulo 6 O cheiro de jasmim
6 Capítulo
Capítulo 11 O prazer img
Capítulo 12 A dor img
Capítulo 13 A portadora de más notícias img
Capítulo 14 Banho de sangue img
Capítulo 15 Tenho uma proposta img
Capítulo 16 Isso é impossível img
Capítulo 17 Me mate img
Capítulo 18 Ela já é minha img
Capítulo 19 A cadela amarga img
Capítulo 20 Maximus img
Capítulo 21 Tomara que você morra bonita img
Capítulo 22 Te chamei aqui para me servir img
Capítulo 23 Talvez eu não consiga parar img
Capítulo 24 Seja uma boa garota img
Capítulo 25 Você é minha img
Capítulo 26 O manto do Rei img
Capítulo 27 Na sala escura img
Capítulo 28 A porta para a liberdade img
Capítulo 29 Traga a garota img
Capítulo 30 Você não vai sair da minha vista img
Capítulo 31 Me deixe ir! img
Capítulo 32 Eu te desafio img
Capítulo 33 Agora ou nunca img
Capítulo 34 Ela não pode escapar de mim img
Capítulo 35 Correndo na tempestade img
Capítulo 36 Sua posse img
Capítulo 37 Punição img
Capítulo 38 Faça isso parar img
Capítulo 39 Ela não é a escolhida img
Capítulo 40 Você será uma boa garota img
Capítulo 41 Era hora de virar o jogo a meu favor img
Capítulo 42 Não acredito em coincidências img
Capítulo 43 Eu aceito sua proposta img
Capítulo 44 Nunca permitiria alheia inerência sobre meu destino img
Capítulo 45 A mulher do Rei img
Capítulo 46 Ela está planejando algo img
Capítulo 47 A Lua de Sangue img
Capítulo 48 Você tem um sorriso lindo img
Capítulo 49 Um lugar de tortura img
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Capítulo 6 O cheiro de jasmim

Ponto de vista do Rei

Pisquei, sentando-me lentamente enquanto o som das correntes ecoava pela sala vazia, e fechei os olhos por um segundo diante da luz ofuscante.

Meu corpo inteiro doía, como se tivesse sido atropelado por um trem. Nada novo, mas isso não significava que eu gostasse.

Algo acontecera na noite passada - uma mulher estivera aqui. Mas por que não conseguia me lembrar de seu rosto?

Ainda podia sentir um leve vestígio de seu perfume - baunilha e jasmim suave, quente e reconfortante, e algo mais, algo que não sabia nomear.

Minha fera a ouvira, se inclinara ao toque dela e se acalmara.

Fechei os olhos, tentando me lembrar de seu rosto, e tudo o que vi foram sombras.

Quem seria ela?

Antes que pudesse forçar mais a memória, a porta se abriu.

"Sua Majestade." Lucien entrou e disse com uma reverência.

"Alguém esteve aqui na noite passada. Uma mulher."

As sobrancelhas de Lucien se franziram enquanto ele olhava ao redor, como se procurasse algo.

"Não vejo nenhum corpo", ele declarou, voltando a atenção para mim.

"Me acompanhe", retruquei, levantando-me lentamente. As correntes chocalharam, arrastando-se pelo chão de pedra. Seu peso já me era familiar, mas não menos humilhante. Meus pés descalços se arrastaram no chão frio, as algemas de metal cravando-se na minha pele.

Lucien olhou ao redor mais uma vez. "Não me entenda mal, meu rei, mas nós dois sabemos que às vezes o senhor vê coisas. Tem certeza de que não é uma dessas vezes?"

Estreitei os olhos para ele, que perguntou: "Certo. Então pode descrevê-la?"

Com o rosto impenetrável, olhei para a porta. "Não me lembro de sua aparência, mas o cheiro..."

Teriam sido criações da minha agonia? Seria resultado da guerra constante com minha fera, uma fantasia repentina de alívio para a dor, de redenção para minha alma moribunda? E se ela não passasse de uma ficção da minha imaginação? E se eu estivesse alucinando?

Não fazia sentido, afinal, ninguém podia se aproximar de mim naquele estado e sobreviver, mas seriam despedaçados.

Minha fera era selvagem e impiedosa, só querendo sangue.

Não. Minha mente devia estar pregando peças.

"O que está esperando? Tire essas correntes de mim."

"Sim, meu rei", disse Lucien, começando abrindo as algemas rapidamente.

Assim que fiquei livre, flexionei mãos e pernas, esfreguei os pulsos e estiquei o pescoço.

Estava livre das correntes, mas sentia como se algo ainda me envolvesse - um tipo diferente de corrente apertava meu coração.

Quando Lucien me entregou um manto vermelho, o peguei e o vesti.

Qualquer que fosse o jogo tortuoso que minha mente tentasse jogar, eu não estava preparado.

Mas ainda assim... Aquele cheiro. Ele não estaria ali se ninguém tivesse estado.

"Encontre ela", disse de repente, dirigindo-me à porta.

"Encontrar quem?"

"A mulher que esteve aqui na noite passada. Encontre ela. Custe o que custar."

Ele acenou com a cabeça, seguindo-me.

Minha cabeça fervilhava de perguntas sem resposta.

Quem era aquela mulher? E, acima de tudo - por que minha fera não a matara?

*****

Ponto de vista de Emilia

Meu coração batia tão forte no peito que parecia querer saltar. Ainda não conseguia acreditar no que fiz, nem sabia o porquê.

Foi um milagre ter conseguido voltar para os aposentos sem que ninguém percebesse. Não queria nem imaginar o que teria acontecido se o guarda estivesse acordado ou se alguém me visse.

Ah, deusa, que idiota fui! Joguei fora minha chance de fuga com as próprias mãos. A essa altura, já estaria longe. Não sabia para onde iria, mas ao menos estaria longe deste lugar.

Me sentia tão estúpida... dava vontade de arrancar os cabelos, mas isso não mudaria o fato de que meu ato fora suicida.

Deveria ter cuidado da minha vida, mas não cuidei e perdi a chance de obter minha liberdade.

Aquela fera... Seja lá o que fosse. Nunca tinha visto nada igual.

Porém, no momento em que entrei naquela sala, fui atraída para ele e senti a necessidade de confortá-lo, arriscando minha própria vida e liberdade.

Deusa, a dor em seus olhos... como se ele carregasse o peso do mundo nos ombros.

Um calafrio percorreu minha espinha ao me lembrar. O modo como rosnava, parecia selvagem, indomável... mas depois se inclinou ao meu toque e me envolveu em seus braços.

Quem era ele, e por que o acorrentaram daquele jeito?

Deveria ter olhado para seu rosto antes de fugir, mas talvez fosse melhor assim. Melhor não conhecer a fera - ou o homem - em cujos braços passei a noite.

E se ninguém tivesse permissão para entrar naquela sala, e eu entrei?

Balancei a cabeça, puxando o cobertor até o queixo.

Quem quer que fosse aquela fera ou homem, não deveria ser problema meu agora. Já desperdicei minha primeira chance de escapar. O que eu devia estar pensando era em como sair deste maldito lugar.

Tinha que garantir que nunca seria levada para a cama do Rei. Nunca.

Me virei para me acomodar e fechei os olhos na esperança de pegar no sono, mas a porta se abriu de repente e todas acordaram sobressaltadas, os olhos fixos na entrada.

"Ouçam bem, senhoritas." A voz da senhora ecoou pela sala enquanto ela percorria cada cama com o olhar, certificando-se de que estávamos todas.

Ela continuou: "Esta noite, cada uma de vocês será apresentada ao rei."

Fez uma pausa, os olhos percorrendo a sala novamente e detendo-se em mim por um instante.

"E acreditem, senhoritas... se se portarem mal esta noite, vão desejar nunca ter acordado."

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