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Escolhida pelo Rei Alfa Amaldiçoado
img img Escolhida pelo Rei Alfa Amaldiçoado img Capítulo 9 Ela era real
9 Capítulo
Capítulo 11 O prazer img
Capítulo 12 A dor img
Capítulo 13 A portadora de más notícias img
Capítulo 14 Banho de sangue img
Capítulo 15 Tenho uma proposta img
Capítulo 16 Isso é impossível img
Capítulo 17 Me mate img
Capítulo 18 Ela já é minha img
Capítulo 19 A cadela amarga img
Capítulo 20 Maximus img
Capítulo 21 Tomara que você morra bonita img
Capítulo 22 Te chamei aqui para me servir img
Capítulo 23 Talvez eu não consiga parar img
Capítulo 24 Seja uma boa garota img
Capítulo 25 Você é minha img
Capítulo 26 O manto do Rei img
Capítulo 27 Na sala escura img
Capítulo 28 A porta para a liberdade img
Capítulo 29 Traga a garota img
Capítulo 30 Você não vai sair da minha vista img
Capítulo 31 Me deixe ir! img
Capítulo 32 Eu te desafio img
Capítulo 33 Agora ou nunca img
Capítulo 34 Ela não pode escapar de mim img
Capítulo 35 Correndo na tempestade img
Capítulo 36 Sua posse img
Capítulo 37 Punição img
Capítulo 38 Faça isso parar img
Capítulo 39 Ela não é a escolhida img
Capítulo 40 Você será uma boa garota img
Capítulo 41 Era hora de virar o jogo a meu favor img
Capítulo 42 Não acredito em coincidências img
Capítulo 43 Eu aceito sua proposta img
Capítulo 44 Nunca permitiria alheia inerência sobre meu destino img
Capítulo 45 A mulher do Rei img
Capítulo 46 Ela está planejando algo img
Capítulo 47 A Lua de Sangue img
Capítulo 48 Você tem um sorriso lindo img
Capítulo 49 Um lugar de tortura img
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Capítulo 9 Ela era real

Eles nos fizeram vestir branco, como se isso fosse deixar a situação menos aterrorizante.

Todas usávamos conjuntos parecidos - um vestido curto de seda com um roupão por cima. Para nos deixar com um visual sexy. Claro, quem não gostava quando a comida parecia atraente?

Nos alinhamos do lado de fora de um par de portas duplas, e acredite, a quantidade de corações batendo tão forte daria para reger uma orquestra.

Dei um suspiro, cerrei as mãos e tentei parecer o mais calma possível por fora, mas por dentro eu era uma folha tremendo.

"Lembrem-se do que eu disse, meninas. Comportem-se bem", falou a senhora, e eu lutei contra a vontade de revirar os olhos.

Tipo, "mana, a gente não vai é pra uma audição, a gente vai é morrer".

Ela começou andando devagar, encarando cada uma de nós, parou em frente à garota mais tímida, que se encolheu, se inclinou e sussurrou algo no ouvido dela.

A garota acenou com a cabeça rápido, tentando se recompor, ou melhor, tentando, porque pela expressão no rosto, seja o que a senhora tivesse dito, se era para acalmá-la, não funcionou.

As portas finalmente se abriram, e senti o coração afundar na garganta.

Um homem estava parado na entrada, rosto inexpressivo, olhos afiados como lâminas, e passou os olhos por cada uma de nós.

Reconheci ele na mesma hora - era o homem da noite passada. O beta do Rei.

Uma das garotas soltou um gemido ao vê-lo, e eu nem a culpei - ele era assustador. Sexy, mas assustador.

Ele saiu da sala sem dizer uma palavra, fechando as portas atrás de si, e começou a andar de mãos dadas nas costas, como um homem que inspeciona a mercadoria que vai comprar.

Quando parou ao meu lado, meu coração quase saltou pela boca - não que eu notasse, de tão imóvel de medo.

"Olhe para mim." A voz dele ecoou nos meus ouvidos, mas podia ser só o vento, ou minha mente pregando peças.

Não me mexi.

"Você me ouviu? Disse para olhar para mim."

Puta que pariu, não era o vento.

Levantei os olhos rápido, e nossos olhares se encontraram, meu coração batendo descontrolado no peito.

"Você fica por último", ele disse, acenando com a cabeça para eu ir para o final da fila.

Saí silenciosamente do meu lugar e fui para o fim da fila, não sabendo por que ele me mandou para trás. Talvez porque eu fosse... gorda, feia. Era o que todos sempre diziam.

Senti os olhos dele sobre mim e me virei. Ele ainda estava me encarando e, para minha surpresa, vi o canto dos lábios dele se erguer no que podia ser um meio sorriso irônico.

Mas então ele se virou para outra garota e ordenou: "Você, venha comigo."

*******

Ponto de vista do Rei

Quando me sentei no meu trono - ou cadeira que parecia um - pernas abertas, mãos apoiadas nos braços, a porta se abriu e a primeira garota entrou.

Cabelo castanho curto, olhos castanhos cheios de um medo danado. Era patético, e eu detestava repetir aquele ciclo.

Conseguia sentir o cheiro do medo dela daqui, tão denso no ar que quase me sufocava.

Ela andou mais para dentro do quarto e parou a alguns passos de mim. Eu estava quase todo coberto pelas sombras, então ela não via meu rosto, mas eu via o dela.

Era o que alguns chamariam de fofa.

"Sua Majestade", disse ela com a voz trêmula, fazendo uma reverência.

"Meu nome é Samantha... Samantha Wilson."

Sem responder, apenas a observei em silêncio.

Achei que ela fosse se virar e ir embora, porque não tinha a menor intenção de tocar em mulher alguma esta noite. Afinal, isso era só a ideia genial de Lucien para eu encontrar aquela mulher - fazer todas se apresentarem até eu achá-la.

De repente, ela começou a caminhar na minha direção, com algo parecido com coragem brilhando nos olhos, enquanto me recostava na cadeira, observando.

Ela parou na minha frente e, do nada, se sentou no meu colo, montando em mim.

Meu pau já estava duro, e o peso dela sobre mim me fez gemer.

"Corajosa, é?", perguntei, mas ela não respondeu e começou a se esfregar em mim - minha mão foi rápida, impedindo-a.

Eu sabia o que ela tentava fazer. Se ia morrer, por que não morrer logo hoje?

"Saia." Falei com calma.

Ela piscou, como se não acreditasse no que ouvira, mas então assentiu e desceu devagar.

"Ainda tenho que ver as outras."

"Desculpe, meu rei", disse ela, curvando-se antes de correr para fora da sala.

Respirei fundo, ajustando a calça. Meu pau estava dolorosamente ereto, e o menor atrito do tecido já era desconfortável.

Minutos depois, outra garota entrou e se apresentou, sem o cheiro que eu procurava.

Veio outra, e mais uma, e outra ainda, dizendo nomes que eu jamais me lembraria.

Até que chegou a última - ou era o que eu pensava.

A porta se abriu de novo, e dessa vez foi Lucien quem entrou.

"Meu Rei, só resta uma."

"Mande entrar", eu disse, e ele acenou antes de sair.

Me recostei na cadeira à espera e ouvi passos.

Segundos depois, um cheiro forte me atingiu antes mesmo de a porta se abrir.

Baunilha e jasmim.

Era ela.

Eu não a tinha imaginado - ela era real.

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