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Escolhida pelo Rei Alfa Amaldiçoado
img img Escolhida pelo Rei Alfa Amaldiçoado img Capítulo 7 A miséria do Rei
7 Capítulo
Capítulo 11 O prazer img
Capítulo 12 A dor img
Capítulo 13 A portadora de más notícias img
Capítulo 14 Banho de sangue img
Capítulo 15 Tenho uma proposta img
Capítulo 16 Isso é impossível img
Capítulo 17 Me mate img
Capítulo 18 Ela já é minha img
Capítulo 19 A cadela amarga img
Capítulo 20 Maximus img
Capítulo 21 Tomara que você morra bonita img
Capítulo 22 Te chamei aqui para me servir img
Capítulo 23 Talvez eu não consiga parar img
Capítulo 24 Seja uma boa garota img
Capítulo 25 Você é minha img
Capítulo 26 O manto do Rei img
Capítulo 27 Na sala escura img
Capítulo 28 A porta para a liberdade img
Capítulo 29 Traga a garota img
Capítulo 30 Você não vai sair da minha vista img
Capítulo 31 Me deixe ir! img
Capítulo 32 Eu te desafio img
Capítulo 33 Agora ou nunca img
Capítulo 34 Ela não pode escapar de mim img
Capítulo 35 Correndo na tempestade img
Capítulo 36 Sua posse img
Capítulo 37 Punição img
Capítulo 38 Faça isso parar img
Capítulo 39 Ela não é a escolhida img
Capítulo 40 Você será uma boa garota img
Capítulo 41 Era hora de virar o jogo a meu favor img
Capítulo 42 Não acredito em coincidências img
Capítulo 43 Eu aceito sua proposta img
Capítulo 44 Nunca permitiria alheia inerência sobre meu destino img
Capítulo 45 A mulher do Rei img
Capítulo 46 Ela está planejando algo img
Capítulo 47 A Lua de Sangue img
Capítulo 48 Você tem um sorriso lindo img
Capítulo 49 Um lugar de tortura img
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Capítulo 7 A miséria do Rei

Ponto de vista do Rei

Eu podia sentir que estava perdendo o controle novamente, e era só uma questão de tempo até perdê-lo por completo.

Minhas mãos estavam cerradas com força enquanto seguia para os aposentos da alta sacerdotisa. Sabia que era perda de tempo - ela me daria a mesma resposta.

Lucien abriu a porta e eu entrei.

Meus olhos percorreram o cômodo, e era o de sempre - livros que não tinham solução para meu problema se alinhavam nas prateleiras e, no canto, algo queimava, exalando cheiro de ervas.

As cortinas estavam fechadas, deixando passar apenas um fio de luz pela janela, e sobre a mesa havia uma vela acesa, cuja fumaça exalava um cheiro estranho.

"Sua Majestade." Saí dos meus pensamentos ao ouvir sua voz, e meus olhos finalmente se fixaram nela.

"Soraya", disse, avançando mais para dentro do quarto, em direção ao sofá no centro.

"Tem uma solução para mim?", perguntei, afundando-me lentamente no estofado.

"Sua Majestade... Eu... eu..." Ela suspirou, balançando a cabeça.

Vendo sua hesitação, meus dedos se cerraram com mais força ainda.

"Já te disse - a única maneira de você melhorar é se a deusa decidir te dar uma segunda chance e..."

"Você não vê isso acontecendo." Completei as palavras que ela tinha medo demais de dizer em voz alta.

"Não... não é isso, Sua Majestade. O que quero dizer é que está demorando mais que o esperado. E, às vezes, simplesmente não acontece."

"Não foi o que acabei de dizer?"

"Não, meu..." Levantei uma mão, cortando-a, pois não queria ouvir o que ela tinha a dizer.

O quarto ficou em silêncio, tomado por uma tensão tão espessa que dava para cortar com uma faca.

"Então, no fim, ainda não tem uma resposta para mim? Vou ficar esperando até o dia em que minha fera assuma o controle e eu enlouqueça, é isso?", perguntei, meus olhos gélidos encontrando os dela, agora cheios de medo.

"Vamos encontrar um jeito", ela sussurrou, e isso fez algo dentro de mim estalar.

"Por quanto tempo?! Hein? Até eu perder a cabeça e destruir o reino inteiro, até meu povo se virar contra mim e me matar, ou até minha fera me consumir de vez?" Me levantei do sofá, o peito subindo e descendo com a fúria.

A alta sacerdotisa recuou um passo, seus olhos negros esquadrinhando o ambiente com temor, como se buscasse uma saída.

"Você não entende. Já aceitei meu destino. Só peço que encontre algo... qualquer coisa que me impeça de matar toda mulher que eu tocar. Sei que vou morrer, mas preciso de um herdeiro. É pedir demais?!"

"Estou tentando, meu rei. Você só precisa me dar tempo."

"Não tenho tempo! Cada dia que passa, pioro e a coisa toda está saindo do controle." Rosnei e, no ar, o cheiro de sangue era forte, tão forte eu cerrava os punhos.

"Você é a feiticeira mais poderosa, a mais antiga. Só peço por uma erva... algo poderoso o bastante para domar minha fera, nem que seja por um dia... que seja por uma hora! Preciso de um herdeiro, porque só por cima do meu cadáver o trono vai para aquela família."

"Compreendo, meu rei. Trabalharei mais, vamos achar uma solução."

Respirei fundo e me virei, tentando me controlar.

"Sua Majestade. E a mulher? Aquela que o senhor viu?", Lucien perguntou, a voz cautelosa.

"Que mulher?", a alta sacerdotisa indagou, os olhos transbordando curiosidade.

"Havia uma mulher comigo ontem à noite. Minha fera não a matou."

"O quê?!" A voz dela vinha carregada de ceticismo.

"Isso é impossível."

"Eu sei. Mas aconteceu." Eu disse.

"Ela pode ser a resposta. Onde está? Traga ela para mim." Ela disse.

"Não me dê esperanças." Senti outro nó se apertar no peito - mais uma perda de racionalidade e mais um ponto para minha fera.

"Ainda estamos tentando descobrir quem ela é. Devemos ter a informação ainda hoje", Lucien informou, e ela assentiu.

"Bom, já que de nada adiantou vir até aqui, é melhor eu ir", disse, caminhando em direção à porta, mas a voz dela me deteve.

"Sua Majestade."

"Tenha um pouco de fé. Continue lutando. Você é forte e vai vencer."

Sem responder, saí, com Lucien no meu encalço.

Não precisava de conselhos nem de incentivo, mas precisava de uma solução - de uma saída para minha miséria.

Caminhei pelo corredor, e Lucien acompanhou meu passo.

As pessoas abriam caminho, curvando-se respeitosamente à nossa passagem.

"Providenciei para que as ômegas recém-chegadas sejam apresentadas ao senhor esta noite. Ela pode estar entre elas." Lucien disse, e isso me fez parar de imediato.

"Uma dúvida - se ela for uma delas, o senhor vai dormir com ela?"

A pergunta ecoou na minha cabeça como um sino. E se ela fosse uma delas? O que aconteceria se eu a tocasse? Ela morreria como as outras?

Minha fera se acalmara ao vê-la. E se estivesse calma o suficiente para que eu a tocasse sem matá-la?

"Vamos encontrá-la primeiro. O que farei com ela vai depender de como minha fera reagir ao vê-la outra vez."

Pelo que eu sabia, aquela calmaria podia ter sido só uma ilusão e, da próxima vez que a visse, partiria para o ataque.

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