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Esposa Abandonada, Vingança Bilionária
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Capítulo 5

A queda de adrenalina os atingiu assim que entraram na casa.

Deixe-me ver seu ombro, - Stella insistiu. - Aquele champanhe podia estar quente. Ou grudento.

Era champanhe gelado, Stella, - Julian retrucou. Ele recuou com a cadeira de rodas, para longe dela. - Deixa pra lá.

Ele se retirou para seu escritório e trancou a porta. O clique da fechadura soou como um tapa na cara.

Stella ficou parada no corredor, sentindo o silêncio da casa envolvê-la. Ela se sentiu excluída. De novo.

Ela vagou pelos cômodos vazios. Nos fundos do primeiro andar, encontrou um quarto que não tinha visto antes. Estava cheio de maquetes de arquitetura. Arranha-céus em miniatura, lojas de varejo elegantes com o logo L'Unico gravado nas pequenas fachadas de vidro.

Ela tocou uma das maquetes. Era primorosa. "Ele deve ser um fã", pensou ela. "Ou talvez quisesse ser arquiteto antes do acidente."

Mais tarde naquela noite, uma tempestade se formou sobre Manhattan.

Um trovão ribombou bem acima, sacudindo as velhas vidraças.

CRAC.

As luzes da casa piscaram e se apagaram. Um breu total.

Stella paralisou. Ela odiava trovões. Lembravam-na da noite em que seus pais morreram. Sua respiração ficou presa na garganta.

Julian? - ela chamou.

Nenhuma resposta.

Ela procurou desajeitadamente pelo celular, ligando a lanterna. O facho de luz cortou a escuridão, iluminando os lençóis que cobriam os móveis como espectros.

Ela foi até o escritório. - Julian?

Dentro do escritório, Julian estava de pé.

Ele estava tentando alcançar uma prateleira alta atrás da escrivaninha, para pegar uma bateria de reserva para seu servidor seguro. O wi-fi tinha caído, e ele precisava manter a conexão. Ele ouviu a maçaneta girar.

Merda.

Ele se jogou no chão.

Ele não teve tempo de voltar para a cadeira. Deixou a gravidade agir, desabando no chão bem no momento em que a porta se abriu com um rangido. Ele arrastou as pernas atrás de si, contorcendo o corpo para parecer que tinha caído ao tentar alcançar algo.

O facho da lanterna varreu o cômodo e pousou sobre ele.

Meu Deus! - Stella gritou.

Ela correu até ele, derrubando a lanterna. - Julian! Você caiu?

Julian rangeu os dentes, pressionando o rosto contra o tapete persa. - O sistema de segurança... funciona em um circuito separado. Eu precisava da bateria da prateleira. Tentei... usar o pegador.

Seu idiota, - choramingou Stella. Ela passou os braços ao redor do torso dele. - Me ajude. No três.

Ela puxou.

Ele era peso morto. E era pesado.

Você é... muito pesado, - ofegou Stella, se esforçando para levantar o peito dele do chão. - Para alguém que não anda, suas costas são... duras.

Julian enrijeceu. Ele tinha que continuar mole. - Peso morto parece mais pesado, Stella. Física. E eu faço barra.

Ela conseguiu arrastá-lo em direção à poltrona de couro. Estavam emaranhados, com os membros desajeitados, a respiração ofegante. O rosto dela estava a centímetros do dele.

Um clarão de relâmpago iluminou o cômodo.

Stella viu os olhos dele. Não expressavam dor. Eram escuros, intensos, dilatados.

Ela tocou o braço dele. Seus dedos roçaram seu bíceps. Era duro como pedra.

Não tente ser um herói, - ela sussurrou, com a voz trêmula. - Me chame da próxima vez. Eu estou aqui. Eu sou suas pernas, lembra?

Julian desviou o olhar. A culpa era uma faca afiada em seu estômago. Ela era tão sincera. Tão desesperada para ajudá-lo. E ele estava mentindo para ela a cada respiração.

Eu não preciso de uma babá, - ele rosnou.

Você precisa de uma esposa, - corrigiu Stella.

A energia voltou com um súbito zzzt. As luzes os cegaram.

Stella recuou, percebendo que estava montada em seu colo no chão. Ela se levantou apressadamente, ajeitando o pijama.

Você se machucou? - ela perguntou.

Não, - disse Julian. - Apenas... me deixe em paz.

Stella assentiu, a mágoa brilhando em seus olhos. Ela se virou e saiu do cômodo.

Julian ficou sentado no chão por um longo tempo. Ele olhou para o braço onde ela o havia tocado. Sua pele parecia queimar.

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